sexta-feira, agosto 31, 2007

Os celeiros estão vazios, a culpa é dos ratos

A responsável comunitária da Agricultura, responsabiliza, no seu blog, o comércio pela subida dos preços dos alimentos básicos, como o pão, o leite, ovos e carne.

A farinha subiu 75%, desde Abril dos dois lados do Atlântico, depois de uma seca no hemisfério norte e de um Verão húmido.

As reservas mundiais de cereais estão no seu nível mais baixo nos últimos 25 anos. Deita assim por terra o argumento da procura dos biocombustíveis., como responsáveis pelo aumento de preços dos cereais, as secas e as humidades. Chamo argumento primitivo e no mínimo trata os consumidores como criancinhas e atrasados mentais.

Disse ainda, que esperava que os consumidores europeus gastem o seu dinheiro com a boca e estejam dispostos a pagar um pouco mais por produtos CEE, ganhando em qualidade e no cuidado que temos com o bem estar ambiental, reafirmando a política agrícola comum aprovada em 2003.

O ridículo das afirmações é que estão tão fora da realidade que parece que a referida senhora despertou agora de um longo período de hibernação, esquecendo tudo o que foi feito até agora.

Há alguns anos foram incentivadas as produções. Depois foram estabelecidas quotas. Entretanto pagou-se para não se semear.

Agora ao que parece acabaram os subsídios para o set aside, ou seja os incentivos para a não produção.

Entretanto a maquinaria agrícola e as infraestruturas existentes foram desmanteladas ou foram apodrecendo, devido aos não incentivos à produção.

A senhora esqueceu de dizer que a política agrícola comum não é comum em coisa alguma, é bizarra e ilógica, para ser benevolente e não querer acusar de interesses alheios à União. Serve os interesses e sempre serviu objectivamente os especuladores e, alguns, poucos países, como a França e sobretudo a produção agrícola do outro lado do Atlântico.

Aqui não há amigos, há negócios.

O milho subiu de preço, porque a procura dos biocombustíveis aumentou, nos Estados Unidos e por aqui não se produz.

Esta situação levou assim ao aumento do preço dos cereais, das rações e logo de todos os produtos que dependem dos mesmos.

A incompetência deveria ser penalizada e saber porque só tão tarde acordaram do torpor os burocratas, levando à conclusão que a União não existe, é uma teia de interesses e de armadilhas.

Outra questão intrigante é porque carga de água se chamam de biocombustíveis produtos que poluem o mesmo que os chamados fósseis que também são biocombustíveis, afinal a origem é também bio.

Esta escalada da procura dos “bons e maus combustíveis”, vai levar à utilização de cada vez maiores zonas de terrenos desmatados, maiores destruições de florestas e de reservas de água, no fundo para servir os de sempre.Aguarda-se o novo capítulo, em nome do mercado desregulado, seja o do trabalho seja o das mercadorias, em nome dos princípios do neoliberalismo e dos seus revisionistas

31 de Agosto de 1939.


Nazi Germany mounts a staged attack on Gleiwitz radio station, giving them an excuse to attack Poland the following day, starting World War II. The Gleiwitz incident was a staged attack against a German radio station in Gleiwitz (nowadays Gliwice) on the night of August 31, 1939 . There were other staged Polish-German border incidents (such as house torching in the Polish Corridor) and spurious propaganda output. Together the Nazis claimed these incidents as the pretext for operation Fall Weiss, the invasion of Poland the following day.

The border incidents were collectively dubbed 'Operation Himmler'.

The Gleiwitz incident was organised by Alfred Naujocks under orders from Reinhard Heydrich and accompanied by Heinrich Müller, the chief of Gestapo (according to the sworn affidavit of Naujocks at Nuremberg Trials). Naujocks stated that a small group seized the station and a message was broadcast that urged the Poles resident in Silesia to strike against Germans. After receiving a lethal injection Franciszek Honiok, a German Silesian known for sympathizing with the Poles and arrested the previous day by the gestapo, was given gunshot wounds and left dead at the scene of the incident as evidence that he had been killed while attacking. This was presented as proof of the attack to the invited press and police officials.

Other convicts were available for use but ultimately only Honiok was used. The Germans referred to them by a code word Canned Goods. Therefore some sources (incorrectly) refer to this incident as "Operation 'Canned Goods'".

The facts relating to the Gleiwitz radio station attack are often confused with other actions performed on 31 August. As the attack was supposed to represent an attack by Polish insurgents, the "attackers" (including Honiok) did not wear Polish military uniforms.

On 1 September, Hitler announced in the Reichstag that there were 21 border incidents in total, including three very serious ones. These were used as the excuse for the "defensive" attack that had been launched earlier that morning against Poland, thus starting the Second World War.

More here.

Wikipedia

Até amanhã e boa sorte!!!


Islão e Liberdade

"Para alem de um destino turístico excelente, qualquer que seja a nacionalidade do viajante, a Tunísia representa, para os Portugueses, um País amigo a uma distancia de voo de 2h e 40min. Não impressiona, por isso, que uma parte dos nossos compatriotas já lá tenha passado as suas ferias e muitos de entre eles, por mais que uma vez. O pós 11 de Setembro criou, compreensivelmente, na quase totalidade da população mundial, uma rejeição dos destinos turísticos situados em Países Árabes e (ou) Muçulmanos. Ninguém quer correr riscos em ferias e os atentados, os raptos e outras acções de sinal terrorista mantêm afastados dos destinos turísticos do Norte de África os cidadãos de outros Países. Isto deve-se, fundamentalmente, à generalização feita por nós, da hostilidade aos valores do mundo não Muçulmano. Países há onde a hostilidade se verifica. Mas, a Tunísia é completamente diferente. A Tunísia, orgulhosa, com razão, da sua cultura e das suas tradições, é a Europa do Norte de África em tudo que concerne ao respeito pelos valores das culturas que são diferentes, das diferentes religiões, entre as quais a cristã, que nela coabitam e na ausência absoluta de extremismo, fundamentalismo ou insegurança ; na Tunísia, homens e mulheres, que detêm direitos e deveres iguais, onde a poligamia é proibida e onde, apesar de um aumento, que se vai notando, no uso de véus, por um lado por afirmação natural da condição islâmica, mas fundamentalmente porque as telenovelas libanesas, muito vistas, têm constituído o véu como uma moda, circula-se por todo o território a qualquer hora, do dia ou da noite, sem receio e sem risco.

A pergunta que imediatamente nos acode à mente é a de saber o que é diferente neste País que o faça ser tão claramente distinto da maioria dos outros Países Islâmicos. Não nascem, na Tunísia, extremistas ? Não há, na Tunísia, tentativa de formação de grupos radicais ? Claro que ambas as hipóteses são verdadeiras. O que não existe, na Tunísia, é nenhuma parte do território que seja propicio à formação, ou à alimentação e muito menos, ao desenvolvimento dessas tendências ou da sua endoutrinação. E como o Governo não permite que o território são propícios a qualquer extremismo, a população não sofre do síndrome do medo de que os extremistas os possam retaliar por serem afáveis com os estrangeiros nem por manterem em pratica aberta aquilo que foi sempre uma característica dos povos muçulmanos : uma hospitalidade perfeita, um saber receber os seus hospedes que tem pouco paralelo em todo o mundo. Isto é, na Tunísia não há extremistas que possam aterrorizar os Tunisinos , por isso, mantém-se a atitude fraterna e hospitaleira do mundo Arabe-Muculmano.

Surge, ao longo do escrito, uma pergunta incomoda. Quais são as condições que impedem que, como aconteceu em outros Países Muçulmanos, a hospitalidade se transforme em intolerância ou mesmo hostilidade ? A resposta é clara : a visão do anterior Chefe de Estado, Bourgiba, que, durante décadas ensinou e praticou a tolerância e a mão-de-ferro do actual Chefe de Estado, Ben Ali, que tem sabiamente gerido uma democracia, necessariamente musculada e a tem conduzido em segurança e em Paz ao longo do período conturbado que o mundo continua a atravessar. Muito poderá custar aos críticos do regime, dos dois lados da barricada, mas a democracia musculada da Tunísia tem provado ser o melhor regime, praticamente sem paralelo no mundo Islâmico, para manter a Paz, a Estabilidade e o Progresso para a Modernização. Se há um exemplo a seguir é este. Isto leva-nos a uma conclusão que os puristas das democracias rejeitariam, cegos por padrões indiscutíveis que lhes dêem segurança face á sua inflexibilidade mental para compreender que o mundo não é igual em todo o lado nem os regimes mais adequados em uns Países são os mesmos que em outros, onde as realidades sociais sejam drasticamente diferentes. Essa conclusão é a de que democracias musculadas são os regimes inevitavelmente melhores em países onde a teocracia possa, por endoutrinação ou pelo terror, tomar conta do poder. O que é fundamental, sob pena de sucumbirem, é que as democracias musculadas permitam o desenvolvimento da media e da pequena burguesia e não fiquem reféns das famílias dominantes. Essa é uma condição ‘sine qua non’ da sua própria segurança e longevidade.
"

António Neto da Silva

Segurança e terrorismo

"A principal preocupação do Estado deveria ser a segurança dos cidadãos. Que não se resume à garantia de que se está protegido contra agressões físicas ou ao património.

O conceito é muito mais lato. E nobre. Envolve a segurança na doença, no desemprego, na reforma e na certeza de que justiça nos será sempre feita. Mas (sabe-mo-lo na carne) estamos muito longe desse ideal. E cada vez nos afastamos mais dele.

As pessoas não têm garantias nem meios para exigir a segurança que lhes é devida. Acomodámo-nos à falta de segurança, como mais uma fatalidade.

E aqui entram os fantasmas e os equívocos do Governo. Que nos últimos dias ajudou a montar um delirante show à volta de eventuais intenções da ETA em estabelecer uma ou mais bases de apoio em Portugal.

Tudo sem a existência de uma única prova. Uma única. Apeteceu ao juiz Baltazar Garzón vir fazer uma passeata a Portugal e aproveitou, com inesperado êxito, para convidar as nossas forças de segurança a que se dedicassem a caçar fantasmas. Foi uma pacóvia exaltação de um perigoso colaboracionismo.

É claro que todo o terrorismo tem de ser combatido. No lugar próprio e com os meios adequados. E por gente inteligente. É evidente que qualquer grupo terrorista pode tentar estabelecer bases de apoio em Portugal. Como noutro país qualquer. Não pedem licença para entrar. Entram e servem-se. Mas da realidade ( que é a inexistência de um único indício de tal intenção ou presença) ao quase delírio que por aí vimos vai um passo muito grande.

Os nossos vizinhos Espanhóis não se entendem com a ETA, que é o seu maior problema político e de segurança interno. E receiam-na. Com razão.

Como têm uns pacóvios aqui ao lado, que nada sabem da história das autonomias em Espanha, e da ETA só saberão que faz um condenável terrorismo, ensaiaram uma ( bem conseguida) manobra de diversão. Pôr os Etarras a olhar para nós e meter-nos na embrulhada.

Se fossemos campeões mundiais da segurança ainda se poderia entender minimamente este episódio. Mas não. Somos uns tristes. Nas nossas ruas, transportes públicos, lugares de diversão e até nas nossas casas o Governo e as suas polícias mostram-se impotentes para garantir a nossa segurança! E está-se perfeitamente nas tintas para isso.

Vivemos num País onde o Estado não consegue sequer livrar-nos do terrorismo amadorístico, mas de invulgar violência de pedófilos, violadores, proxenetas e assaltantes de rua. Nem de traficantes de droga. Nem do, muito na moda, terrorismo da porta de bar ou de gasolineiras. Mas promete combate aos grupos terroristas organizados e bem armados com dezenas de anos de confronto com polícias especializadas.

A insegurança que o Governo nos assegura e a leviandade com que aborda estas questões da segurança e do terrorismo são também uma forma de terrorismo. E essa já ninguém sabe como a combater.

PS. O PR vetou o estatuto da GNR. Está a tomar-lhe o gosto. E quem aposta na moralização do sistema também. A opinião pública tem potenciado quase unanimemente a oportunidade e o sentido de todos os vetos presidenciais. Só os porta-vozes de serviço permanente do grupo parlamentar do PS tresmalharam. Como se impunha. Falsamente reverenciais. Como se impunha, também
."

João Marques dos Santos

Listas de execuções na noite do Porto.

"Uma lista de indivíduos a executar. São seis ou sete, admitem seguranças e autoridades, funcionando como autênticos alvos vivos no mundo da noite. Estão a ser discretamente protegidos pelas autoridades, mas também eles evitam a companhia da polícia (mais aqui)."

Fullmoon

A propósito de um veto

"Foi muito sensata a decisão do Presidente da República de vetar a lei sobre o regime de responsabilidade civil extracontratual do Estado, apesar de a mesma ter sido aprovada por unanimidade no Parlamento.

Ao classificar de sensata a decisão do Presidente, estou obviamente a classificar de insensata a decisão do Parlamento. Mas isto não significa que, por isso, considere os deputados insensatos. Julgo que o que se terá passado é um exemplo típico do que o psicólogo social Irving Janis, classificou, em 1972, de ‘groupthink’ e que poderemos traduzir por “decisão em grupo”.

Trata-se de um processo de discussão que pode ocorrer em grupos coesos (ou com um desígnio estratégico comum) e cujos membros refreiam as suas dissensões e o seu espírito crítico, em favor da unanimidade da decisão, sacrificando uma análise racional e realista das situações e conduzindo a decisões erradas ou irracionais, que, de outro modo, não seriam tomadas. Apimentando o conceito, é o que frequentemente acontece quando os membros de um grupo de decisão submetem as suas opiniões ao crivo do “politicamente correcto”, acabando por dizer apenas o que “parece bem dizer”. O exemplo habitualmente citado para ilustrar este conceito foi a decisão de J F Kennedy (com os seus conselheiros), em 1961, que conduziu à invasão da Baía dos Porcos em Cuba.

No caso da lei em apreço terá havido mesmo, no Plenário, algumas vozes discordantes do conteúdo da lei – argumentando no sentido em que o Presidente viria mais tarde a chamar os deputados à razão – mas isso não viria a obstar à sua aprovação por unanimidade. Aliás, no campo da decisão política e entre nós, não é difícil encontrar vários outros exemplos deste vício decisório. Lembremo-nos, por exemplo, da lei das incompatibilidades aprovada à pressa e a quente, num ambiente de elevada demagogia, em meados de 1995. Ou as decisões sobre a remuneração dos políticos e dirigentes da Administração Pública.

O veto à lei não exprime, na minha leitura, oposição às ideias que a enformam, mas apenas às prováveis consequências práticas da sua aplicação. E é precisamente aqui que a sensatez se revela. O grande problema destes grandes desígnios destinados a remediar o mundo – e foi isto que os críticos “liberais” não perceberam – é que as intenções são muito boas e louváveis, mas depois, a sua aplicação tende a ser dominada por consequências indesejadas, acabando, não só por não atingir o objectivo que se propõem, como por sacrificar outros valores que eram dados como certos.

Neste caso, o objectivo seria o de corrigir eventuais prepotências do Estado, ou arbitrariedades fundadas na corrupção, ressarcindo financeiramente os lesados e reclamando esse ressarcimento dos autores individuais das decisões. O objectivo é muito bem intencionado, mas os resultados mais prováveis são que: a) em qualquer decisão de vulto, passa a valer a pena, num jogo de probabilidades, litigar contra o Estado, na esperança de que as decisões judiciais tropecem na complexidade dos processos em apreço e decidam em favor do queixoso (o valor esperado da litigância é positivo), multiplicando a litigância judicial; b) os dirigentes do Estado (políticos incluídos) passem a decidir enviesadamente em favor dos interesses particulares e em detrimento do interesse público, para se precaverem do risco de virem a ser demandados pessoalmente pela decisão (tendo em conta o risco anteriormente referido); c) em face dos riscos financeiros que terão que enfrentar (e das remunerações que auferem), só será possível recrutar dirigentes para o Estado entre os ingénuos e os irresponsáveis.

É verdade que, no caso da responsabilidade pessoal a lei prevê que a actuação seja dolosa. Mas, como o exemplo de Leonor Beleza bem demonstrou, o dolo é fácil de invocar e demorado, e muito custoso, de refutar. E a desproporção de meios ao dispor dos inocentes é abissal.

E foi para esse grave risco que o Presidente chamou a atenção, apelando ao bom senso na revisão da lei, por forma a evitar os inconvenientes do ‘groupthink’ e conseguir uma versão mais sensata
."

Vítor Bento

Entrevista do século.

Mário Crespo entrevista activista Gualter Baptista, na SIC Notícias, da Gaia, que contesta milho transgénico (ver aqui)".

Etiquetas:

Novas do Oásis.

"A poucos quilómetros da fronteira, uma gasolineira espanhola vive quase exclusivamente do trabalho de portugueses. Movidos pelo salário mais alto, nove dos 12 empregados do posto, em Sierras de Aliste, são de Bragança e deslocam-se diariamente entre Portugal e Espanha. Fátima Madaleno trocou o trabalho numa fábrica pelo dobro do ordenado no país vizinho."

E a criminalidade continua a diminuir...

"Uma mulher foi regada com petróleo e incendiada, quando estava a poucos metros de entrar no prédio onde vive, em Alfornelos, Brandoa, Amadora. A PSP assegura que se tratou de uma tentativa de assalto. Situada perto do antigo Bairro da Azinhaga dos Besouros, conhecido das forças policiais pela presença habitual de assaltantes e traficantes de droga, a Rua Manuel Ferreira já foi alvo de várias denúncias à PSP. “Na esquadra da Brandoa sabe-se perfeitamente que aqui se assaltam pessoas à mão armada”, adiantou, por sua vez, uma outra moradora contactada pelo CM. Fonte policial confirmou ao CM a existência deste tipo de criminalidade na zona, mas nega a falta de patrulhamento automóvel e apeado"
Dúvida. Se há patrulhamento policial como pode haver assaltos?

quinta-feira, agosto 30, 2007

30 Agosto 1941


"Siege of Leningrad begins. The Siege of Leningrad (Russian: блокада Ленинграда (transliteration: blokada Leningrada)) was the German siege of Leningrad (now Saint Petersburg) during World War II and was the deadliest siege of a city in history, and one of the most lethal battles in world history. The German plan was coded as Operation Nordlicht (Operation North Light). The siege lasted from September 8, 1941, until it was lifted on January 27, 1944."

wikipedia

Do You Know

PÉSSIMO AMBIENTE

"No que respeita à história do milho transgénico, que entretém Agosto, o momento mais divertido foi o desempenho do dr. Louçã na Sic Notícias, a tratar o Bloco de Esquerda por "eu" e a fugir dos pedidos de Mário Crespo para que condenasse a "ceifa" da semana passada.

Dito isto, confesso que, na essência, a minha posição não difere da de Miguel Portas. Como o eurodeputado do BE, eu "simpatizo com movimentos que sejam capazes de fazer saltar para o debate público os 'pontos negros' da nossa civilização inovando nas acções, se necessário nos limites da lei". Como ele, acho que um "problema de saúde pública" merece o "princípio da precaução", e que um eventual gesto violento "deve ser colocado na balança do ganho social que o gesto induziu", por exemplo contribuindo para a discussão dos riscos ambientais.

A diferença é que eu não me refiro aos transgénicos, mas à higiene dos membros do Verde Eufémia. As imagens televisivas da destruição do milheiral em Silves mostraram com nitidez que os activistas não vêem sabão vai para dois lustros. E, ao invés dos que sucede com os organismos geneticamente modificados, os perigos de contaminação do mero esterco estão demonstrados há muito. Os germes e os vírus (para não falar dos bombos) que os ditos "ecologistas" carregam impunemente por toda a parte são um problema de saúde pública para o qual é urgente chamar a atenção. Mesmo, se tiver de ser, através de acções de "desobediência civil", um conceito vago que pelos vistos integra a bordoada e a erradicação do mal - literalmente pela raiz.

Portugal não se pode manter na cauda da consciência ecológica: um outro mundo, preferencialmente mais asseado, é possível. Impõe-se é que, sob o "princípio da precaução", os cidadãos se unam para combater os "pontos negros" e as doenças com que certos insurgentes juvenis, a serviço das multinacionais da imundície, nos ameaçam. É questão de arregimentar umas centenas de mascarados (por protecção e estética, volto a Miguel Portas) que invadam as concentrações de piolhos e activistas, oferecendo duches aos convertíveis e bastonadas aos casos perdidos.

Palpita-me que um bom lugar para uma experiência-piloto de limpeza teria sido o Festival Freedom, em Elvas, destinado a poluir a ruralidade e, segundo a organização, a alcançar "o equilíbrio entre a natureza e a tecnologia". Acontece que o equilíbrio obviamente não se alcançou e, mediante 15 mil doses de droga, cento e tal detenções, trinta e tal internamentos hospitalares e uma vítima mortal, o festival limpou-se sozinho
. "

Alberto Gonçalves

Frota automóvel.

"Costa renova frota com 250 mil euros (mais aqui)".
Será uma boa notícia se a actual frota automóvel não tiver um ano.

quarta-feira, agosto 29, 2007

Até amanhã e boa sorte!!!


Impostos para quê?

"O Estado gasta até ao limite daquilo que prevê poder vir a arrecadar em impostos, muitas vezes não acerta nas previsões, e acaba a braços com défices.

O sistema fiscal português tem sido tema recorrente de análise e comentário na imprensa. A impulsionar a insistência no tema tem estado a recente saída de Paulo Macedo da Direcção Geral de Contribuições e Impostos, a maior eficácia da DGCI no combate à evasão fiscal e, com mais frequência, a remuneração daquele gestor. De fora da discussão costuma ficar o essencial: há já longos anos que a fiscalidade em Portugal reflecte em nível e estrutura a necessidade de cobrir ímpetos mais ou menos despesistas consoante as expectativas formadas relativamente à benevolência da fase do ciclo económico para gerar receita. Por outras palavras, o Estado gasta até ao limite daquilo que prevê poder vir a arrecadar em impostos, muitas vezes não acerta nas previsões, e em igual número de vezes acaba abraços com défices. É uma política fiscal refém da circunstância, um exercício de gestão de défices, sem orientação estratégica, com efeitos negativos em eficiência e equidade.

Os contornos da máquina fiscal são simples de traçar. A receita depende cronicamente do IVA (um imposto que penaliza fortemente as classes com menores rendimentos); o IRS asfixia 417.412 agregados familiares (classe média com rendimentos brutos anuais de 27.500 a 50.000 euros cujas contribuições em 2005 representaram 25,6% do total de receita em IRS); o IRC é profundamente mal distribuído por sectores (duplo resultado de pura evasão em algumas actividades e da capacidade de outras actividades para gozarem de regimes feitos por medida – caso da banca); e os automobilistas são “pau para toda a colher” (entre os mais solícitos da União Europeia em matéria de imposto sobre produto petrolíferos, imposto automóvel e – cereja em cima do bolo – IVA sobre valor da viatura e sobre o IA). Os impostos autárquicos, por seu turno, são verdadeiras profissões de fé quanto à capacidade do valor de imóveis (e transacções de imóveis) para servirem de referência eficaz de tributação. Maximizar receita é o fim último deste sistema, não olhar a meios é a forma escolhida de lá chegar.

É isto o que temos, segue-se o que julgo devemos passar a ter. Primeiro, é preciso uma nova política que abandone a ditadura da circunstância e que antecipe e prepare o futuro em vez de se deixar surpreender por ele. Segundo, é necessário construir uma nova concepção de imposto, na qual o puro exercício do poder coercivo do Estado para captar receita deixe de ser a trave-mestre do conceito para dar lugar à ideia de imposto enquanto contraprestação de bens/serviços financiados via Estado. É precisamente nesta ligação contribuição-benefício que reside a chave para a construção de um sistema mais eficiente e equitativo. Num tal sistema, a conta de impostos é detalhada, com valores individuais por sector (preço do seguro colectivo de saúde, da educação dos filhos, etc) incluindo o custo de redistribuição para os mais pobres que recai sobre cada contribuinte (e que naturalmente varia com o seu rendimento). Alguns pagamentos são flexíveis, dependentes de circunstâncias individuais (número de filhos a frequentar ensino público, por exemplo). Nas funções seguradoras, e especialmente na saúde, a cobertura acompanha o titular, quer o serviço seja prestado por unidades do sistema público ou do sistema privado. Dentro das classes de rendimento definidas a carga fiscal não aumenta automaticamente com o aumento do rendimento. A tal conta de impostos é regressiva dentro de classes mas progressiva na globalidade.

Destaco três vantagens associadas a um sistema deste tipo: (I) menor deformação de incentivos de trabalho e poupança (apesar do sistema assentar essencialmente na tributação directa do rendimento, o facto de ser regressivo dentro de classes limita seriamente essas deformações); (II) menor redistribuição obscura entre classes (em Portugal, segundo dados da OCDE, em 2000 apenas 10,4% das transferências sociais líquidas, excluindo pensões de reforma, foram canalizadas para os 30% mais pobres); (III) maior pressão competitiva sobre a eficiência dos serviços públicos e maior responsabilização democrática pela sua gestão
."

Miguel Castro Coelho

Censura (Denúncia) Isto é gravissimo !!!

"É com muita pena minha que venho alertar o mundo para um caso gravíssimo de censura. O Bloco de Esquerda não deixa o Gualter Baptista falar. O Bloco de Esquerda está certamente ao serviço da Monsanto. Convidaram o Gualter Baptista para falar de transgénicos e depois desconvidaram-no. E porquê? Por pressão das multinacionais, do capitalismo internacional e dos inimigos do ambiente. Querem impedir que a mensagem do Gualter Baptista chegue ao grande público."

Do Blasfémias.

Needled 24/7

Políticos.

"Reuni quinta-feira com o Gabinete Coordenador de Segurança e todos as forças e serviços de segurança indicaram que houve uma diminuição da criminalidade, apesar de se registarem algumas situações preocupantes". Apesar da "diminuição da criminalidade" mas face à ocorrência de "algumas situações preocupantes", o ministro da Administração Interna Rui Pereira disse que "foram dadas ordens às forças de segurança para reforçarem a vigilância nas zonas de diversão nocturna no Porto e em Lisboa, o que já aconteceu".
Bem andávamos por aqui a pregar que a criminalidade continuava a diminuir. Mais. Mantendo este ritmo de diminuição brevemente vai mesmo extinguir-se (já contanto com a criminalidade que o país vem importando). Agora não se percebe porque é que, nestas condições, o ministro se preocupa com estas situações pontuais. Depois queixam-se que os jovens não ligam nada à política.

Etiquetas:

Política

"Se os jovens começarem todos a achar, como se acha demasiado, que a política é uma coisa que não interessa muito e em relação a qual as pessoas se sentem, cada vez, mais afastadas, o nosso país vai perder imensamente com isso»

Leonor Beleza
Quando falta qualidade como pode haver interesse...

Etiquetas:

Doença que não dá a cara.

"Antonio Puerta, jovem esperança do Sevilha e do futebol espanhol, morreu ontem ao início da tarde, aos 22 anos. O futebolista não resistiu a várias paragens cardíacas que no sábado o levaram ao internamento e, provavelmente, sucumbiu a uma doença congénita que tinha avisado (o jogador já perdera os sentidos duas vezes nos últimos tempos), mas que não deu a cara nos sucessivos exames a que foi submetido recentemente. Em Setembro, seria pai pela primeira vez. E o futebol espanhol mergulhou numa comoção profunda, à semelhança do que aconteceu em Portugal em 2004, quando Miklos Fehér faleceu em campo (mais aqui)."

O AUTOR, O AUTOR!

"Enquanto percorre o País de lés-a-lés, Luís Filipe Menezes continua a tentar "introduzir", no "seio do PSD", os conceitos de "responsabilidade, transparência, mérito". É uma tarefa complicada, sobretudo quando o próprio dr. Menezes se vê acusado pelo "Público" de plagiar artigos no blogue pessoal, aliás mantido "por um assessor". Por sorte, outro assessor reagiu de imediato: "Quem lê estes textos percebe perfeitamente que não são da autoria de Luís Filipe Menezes."

Claro que percebe. Eu visitei o blogue (antes de ser corrigido), que se chama "Luís Filipe Menezes" e cujo endereço é www.luisfilipemenezes.blogspot.com. Ao alto, está uma foto de Luís Filipe Menezes. Do rodapé de cada texto, incluindo dos que se constatou serem retirados de outras fontes, constava, sem mais explicações, a frase "Publicado por Luís Filipe Menezes".

Não há que enganar. Para o leitor que disponha de percepção extra-sensorial, salta à evidência que as peças em causa são citações da Wikipédia e dos curiosos recursos informativos de que o dr. Menezes é cliente. Para o leitor comum, a coisa assemelha-se de facto a uma série de plágios toscos.

À primeira vista, o episódio é irrelevante. Os textos da discórdia, de resto péssimos, abordam temas "históricos" (a bomba de Hiroxima) ou "culturais" (a morte de Bergman), matérias em que o dr. Menezes não pretenderá passar por erudito. O problema é que, à segunda vista, instala-se a hipótese de o restante conteúdo do blogue, esse sim de tom político e programático, ser igualmente de autoria alheia. Pouco provável, mas uma hipótese.

Imaginemos que não foi o dr. Menezes o inventor de decisivas sentenças como: "Que fazer? Desde logo procurar introduzir reformas profundas não só em sede de Administração Pública Central e Local, como no seio dos partidos políticos". Ou: "Se defendo esta clareza na dialéctica de confronto democrático entre os dois partidos fundamentais do sistema democrático, também o (sic) defendo no seio do meu partido."

Sendo assim, quem foi? O tímido assessor? Um obscuro fetichista peitoral? De qualquer maneira, é urgente descobrir onde anda tal génio, para que em Setembro o seio do PSD o acolha com a merecida pompa
."

Alberto Gonçalves

terça-feira, agosto 28, 2007

Até amanhã e boa sorte!!!


Mentiras

"Há uma pintura enorme que domina a sala de reuniões do escritório de Joe Berardo em Lisboa. O quadro retrata Richard Nixon – atrás de uma máscara com rosto bicudo de águia predadora – e simboliza a mentira, o engano, o instinto de sobrevivência que justifica todas as acções, mesmo as piores.

O clima que se respira no BCP é assim. Não há o mínimo de confiança entre as pessoas que se sentam à mesa para negociar a paz. Todos põem máscaras que enganam a realidade. Na verdade, não há verdade: ninguém confia em ninguém. Hoje apertam-se as mãos, amanhã as mesmas mãos empunham machados. Não há inocentes nesta guerra. Nem vítimas, nem reféns, nem lealdade. São todos algozes com interesses declarados: controlar o maior banco privado português. O bolo é recheado e apetitoso. A cobiça suculenta.

Ontem, como se sabe, terá ficado mais ou menos definido o início de uma plataforma de entendimento entre o grupo dos 7 e a Teixeira Duarte. Ou seja, entre o lado que apoia Teixeira Pinto e a facção que sustenta Jardim Gonçalves. Depressa, demasiado depressa, começou a falar-se de paz e de acordo no BCP. Não é verdade. É falso e prematuro que já exista uma trégua. Pela primeira vez nos últimos meses, um grupo representativo de accionistas está, de facto, a tentar construir uma ponte capaz de manter as aparências na assembleia geral de segunda-feira. Ao contrário do que aconteceu no trágico 6 de Agosto, na nova AG os piores instintos e demónios podem, assim, não tomar de assalto os acontecimentos. No entanto, se para dançar o tango são precisos dois protagonistas, também para selar um acordo no BCP – nem que se limite apenas à AG de segunda-feira –, também é imprescindível que as partes em disputa acertem o passo. Ora, o que era verdade ontem à tarde (que o entendimento estava fechado), à noite já não era assim. Conclusão: será ainda preciso um longo fim-de-semana de negociações para conseguir fechar a trégua momentânea.

E que trégua é essa? O alargamento do Conselho Geral e de Supervisão do banco, como pretendia Teixeira Pinto para esvaziar o poder de Jardim, mas não na extensão desejada pelo presidente do conselho de administração do banco. A versão que está sobre a mesa é menos vitaminada, menos desfavorável a Jardim, menos ambiciosa, talvez mais consensual.

Confirmando-se este acordo – a que se está a dar demasiada importância, apesar de ser apenas cosmético –, a crise no BCP fica resolvida? Não, não e não. Não havendo embate entre Teixeira Pinto e Jardim Gonçalves, devido a uma trégua de conveniência, não haverá vencedor nem vencido na segunda-feira. A guerra continuará e a solução adiada para novo confronto em nova assembleia geral – a quarta! –, ainda este ano ou já no próximo. Claro, esta trégua – a existir –, pode dar impulso para que os protagonistas ajam de forma mais responsável e se entendam de vez. O BCP precisa urgentemente que isso aconteça ou vai começar a faltar-lhe o oxigénio. Hoje, no entanto, não é líquido que o futuro seja tão sorridente para o banco. Pelo contrário: a noite das facas longas veio para ficar.
"

André Macedo

Liberdade, sempre

"Uma coisa que não se pode perdoar ao Estado Novo é ter obrigado pessoas que queriam simplesmente ser livres a terem de aderir ao PC.

Estou a ler o impressionante livro de Zita Seabra, “Foi assim”, e não consigo deixar de pensar como ainda hoje estamos a pagar o preço de tantos erros cometidos durante o século XX na vida política portuguesa. Em Portugal, há a percepção de que somos um país demasiado normal. É a velha tese dos “brandos costumes, e da homogeneidade cultural, étnica e religiosa”. Raramente, uma percepção aceite por tantos terá sido tão falsa. Tanto quanto se pode falar de normalidade, Portugal foi um país normal até ao início do século XX. A partir da revolução republicana, foi uma sucessão de “anormalidades”. Um regime, a I República, que fez uma revolução em nome da liberdade, e acabou por se tornar mais ditatorial do que a monarquia liberal (aliás, será curioso assistir ao modo como o centenário da revolução republicana, daqui a três anos, vai ser politicamente celebrado). Depois, um regime autoritário, que nunca teve a “modernidade dos totalitarismos fascistas”, e que tudo fez para impedir que a história do século XX chegasse a Portugal. Agarrou-se a uma concepção de império completamente anacrónica e tratava os portugueses como se fossem crianças sem maturidade para se governarem. O relato de Zita Seabra mais uma vez me relembrou o que era Portugal nos anos de 1960 e de 1970. É patético como é que um país europeu podia ser tão atrasado culturalmente e socialmente. A desigualdade entre homens e mulheres era ultrajante. A proibição de ler livros e ouvir musica livremente era humilhante. É importante não esquecer isto no momento em que aqui e ali se nota uma certa tendência para “entender e desculpar Salazar”. Na minha opinião, é impossível desculpar um estadista que tudo fez para recusar a liberdade e a dignidade aos seus cidadãos. E há princípios cuja importância está sempre acima das dificuldades dos contextos históricos, por mais complicados que sejam.

Depois, após a instalação da democracia pluralista, temos o Partido Comunista mais ortodoxo de toda a Europa (ainda hoje se revê na defunta União Soviética, como mostra Zita Seabra). O partido onde a maioria do eleitorado de centro-direita vota é “social-democrata”, e a quase totalidade dos seus dirigentes recusa ser de direita, tal como nega ser de esquerda (talvez procurem aquela “perfeição” que não se encontra na política). Somos o único país da União Europeia, e estou a incluir todos os novos, onde não há um confronto claro entre um partido de centro-direita e outro de centro-esquerda. Por fim, quando o próprio PS está num processo acelerado de social-democratização, continuamos com uma Constituição que aponta o “caminho para o socialismo”. Se isto é um país “normal”, então o conceito de normalidade deixou de fazer sentido. “Normais” são a Holanda, a Dinamarca, a Suécia, a Grécia, e quase todos os outros dos “vinte e sete”. Corrigiria a apreciação de Vasco Pulido Valente, na contra-capa do livro de Zita Seabra: “Foi assim” não é apenas o “livro que faltava para perceber a grande tragédia do comunismo português”; é também o livro que faz recordar a tragédia que foi o século XX português.

A primeira tragédia foi a escolha a que estavam obrigadas as elites educadas das grandes cidades: Salazar ou Cunhal. O apelo ideológico do comunismo, e do marxismo-leninismo em geral, durante a segunda metade do século XX, em Portugal, foi uma das grandes tragédias impostas aos portugueses pelo Estado Novo. Simplificando, foi Salazar que fez a força de Cunhal, e ainda estamos a pagar um preço elevado por isso. A verdadeira tragédia de Zita Seabra, e dos milhares de portugueses que seguiram o seu caminho, foi terem ido, em nome da liberdade, para uma movimento político muito mais totalitário do que o Estado Novo. Deixando agora de lado os mistérios da condição humana (como é que se explica que pessoas sérias, decentes, e bem-intencionadas fossem à União Soviética ou à China e vissem a “liberdade”?), uma coisa que não se pode perdoar ao Estado Novo é ter obrigado pessoas que queriam simplesmente ser livres a terem que aderir ao Partido Comunista. No fundo, o que “Foi assim” mostra, tal como muitos outros livros sobre a política do século XX português, é o triunfo das tradições anti-liberais em Portugal. O grande desafio para a nossa geração, durante as próximas décadas, é reverter esta tendência. Ainda há muito para fazer pela liberdade em Portugal. É por isso que é essencial que as tradições liberais se tornem mais fortes, quer no centro-esquerda, como no centro-direita
. "

João Marques de Almeida

Rockaway Beach

"Tu quoque, B.E., fili mi!"

"Dez dos 11 partidos que concorreram às eleições legislativas de 2005 vão ter que pagar coimas num total de 115.781,9 euros por irregularidades nas contas da campanha. Essa foi a decisão de um acórdão de 18 de Julho do Tribunal Constitucional (TC), publicado ontem em Diário da República. ...Já a CDU foi multada em 15.737,4 euros e o BE em 11.241 euros. A ambos foi detectada, entre outras, a irregularidade de não reflectirem nas contas todas as receitas recebidas (mais aqui)."
Olha, Quem diria. Não é que os paladinos da moral também violam a lei?

Etiquetas:

Preocupações "desnecessárias".

"Os casos de violência na noite do Porto estão a acontecer a um ritmo pouco vulgar e, apesar de muitos dos incidentes não terem qualquer ligação entre si, fala-se em "clima de medo". Certo é que, desde o passado mês de Julho, já foram registadas quatro mortes em rixas ocorridas junto a bares e discotecas. As autoridades estão preocupadas (mais aqui)."
As autoridades estão preocupadas com o quê? A criminalidade não está a diminuir?

Nada de novo...

"GNR agredidos numa acção de patrulha (mais aqui)".

Etiquetas:

TÍBIAS DE PAU

"Já não punha os olhos na Selecção de futebol desde o Mundial da Alemanha, essa epopeia em que, após esmagarmos a "fantasia" dos angolanos e as tíbias dos holandeses, nos afirmámos como uma das melhores equipas da Terra. Vi agora o desafio com a Arménia e, a acreditar na bibliografia consultada, Portugal empatou por causa do fuso horário, da duração da viagem, do momento psicológico de Cristiano Ronaldo, do estado do relvado, do "nacionalismo" (cito o sr. Madaíl) e da capacidade física dos adversários.

A medo, eu acrescentaria o ligeiríssimo facto de a "equipa de todos nós" não jogar nada de nada. Sendo porém um leigo em assuntos da bola, prefiro calar-me a contrariar os especialistas. Se 3826 comentadores garantem que Portugal os conduz a desmaios de prazer, prontifico-me a desmaiar com eles. Aguardo apenas por um jogo em que a Selecção não necessite de sair de Lisboa, em que Ronaldo esteja psicologicamente recuperado, em que a relva mereça tratamento de 400 jardineiros britânicos e em que os atletas opositores odeiem o seu país e padeçam de atrofia muscular.

Ridículo? Nem por sombras: os maiores talentos precisam de condições adequadas. Houve grandes futebolistas holandeses que não actuavam em ditaduras (Cruyff) e não viajavam de avião (Bergkamp). E, do Mundial para cá, alguns até se devem recusar a defrontar portugueses
."

Alberto Gonçalves

segunda-feira, agosto 27, 2007

Até amanhã e boa sorte!!!


Ainda o milho.


"Não invadi propriedade privada e os que invadiram não estão identificados.” É desta forma que o porta-voz do movimento Verde Eufémia, que destruiu no dia 17, na Herdade da Lameira, em Silves, um hectare de milho transgénico, se refere às acções judiciais que deverão ser interpostas contra os activistas. Gualter Baptista, 28 anos, engenheiro do ambiente e investigador na área da economia ecológica, garante que as pessoas identificadas pela polícia se mantiveram fora dos limites da propriedade e aqueles que destruíram a plantação, incorrendo num crime de invasão de propriedade, não chegaram a ser identificados pelos agentes da autoridade (mais aqui)."
Será que o moço não leu o que disse Vital Moreira escreveu no Causa Nossa: “As medidas de polícia estão constitucionalmente sujeitas a requisitos de necessidade e de proporcionalidade, só devendo ser utilizados meios mais "fortes" se outros menos musculados não bastarem; no caso a GNR conseguiu eficientemente o que era necessário, ou seja, parar os actos danosos, evacuar o terreno e identificar os responsáveis”? Se calhar anda mal informado porque Vital não ia enganar a malta.

Jamais ceder ao ecovandalismo

"Além de uma GNR frouxa também temos um País frouxo. Se a moda pega estamos mal.

O Estado de Direito jamais poderá ceder ao ecovandalismo. Confesso que pouco me interessa agora a discussão em torno do cultivo do milho transgénico. E não me interessa sobretudo porque a ciência tem procurado demonstrar que o pensamento dos vândalos que destruíram uma plantação de milho transgénico está errado e não demonstrado, que este produto não prejudica a saúde do consumidor, nem o ambiente. Estes burgueses e ‘pseudoterroristas de trazer por casa’, que, além do mais, são cobardes porque actuam de cara tapada, ao se considerarem ‘pais do Mundo’, na boa escola do Bloco de Esquerda, são ignorantes e extremistas.
Se não, vejamos!

O agricultor da plantação de milho transgénico não praticou nenhum crime, nem desobedeceu a qualquer lei da República ou a alguma lei da Comunidade Europeia, que, aliás, permite esta cultura.

O que de facto me interessa, no comportamento bárbaro e primitivo deste grupelho, é a sua conduta criminosa, de violação do direito de propriedade e a incompetência da GNR. Estes meninos de coro desrespeitaram quem trabalha arduamente na agricultura. Brincaram com o suor, o esforço e o dinheiro deste pequeno agricultor. Espezinharam a lei penal e a Constituição, que protegem o direito de propriedade, puseram em causa os alicerces do Estado de Direito e a autoridade do Estado. Estes danos não são quantificáveis, como serão, certamente, os que sofreu o pobre agricultor.

E o que dizer da actuação da não menos pobre GNR?

A actuação da GNR, que naquele momento representava o Estado e a sua autoridade, foi frouxa e incompetente. Não protegeram quem tinham de proteger. E não adianta tentar enganar o ‘Zé Povinho’, com afirmações de que ‘a culpa’ foi de o crime cometido ser semipúblico e necessitar de queixa. É um falso argumento, que daria reprovação a qualquer aluno de Direito. A natureza semipública do crime (crime de dano) e a queixa prévia não impossibilitavam a GNR, dentro das suas competências, de impedir a continuação da actividade criminosa e de deter todos os elementos do grupo, conduzindo-os, nessa situação, à esquadra para identificação. E nem o facto de muitos serem estrangeiros atenua este comportamento. A menos que se pretenda exigir agora à GNR que antes de agir consulte o Código Penal para saber qual a natureza do crime. Por muito menos já assisti a intervenções da GNR a roçar o abuso de direito. E aqui nada. A GNR agiu com medo.

São dois planos de acção distintos: a pronta e eficaz actuação da GNR e a posterior intervenção da Justiça. Não se podem confundir os planos de acção de cada um, nem pôr às costas da Justiça toda carga do problema. A GNR deveria ter impedido a entrada na propriedade alheia com eficácia, mesmo recorrendo legitimamente à força. Demitindo-se da sua função, acabou por complicar a vida à Justiça e por arranjar um sério problema de segurança. Além de uma GNR frouxa, também temos um País frouxo. Se a moda pega estamos mal.

Como eu gostaria de ver este bando de extremistas a defender o povo que morre à fome em Darfur ou a impedir a entrada no espaço europeu, aquando da cimeira Europa-África do louco do Zimbabwe. E gostaria de vê-lo, nesta causa, sob o comando do Portas (não o do CDS, que ainda anda à procura dos eleitores que perdeu no último acto eleitoral), mas do outro, o do Bloco de Esquerda. Tão ecoterrorista, mesmo que na versão soft, é quem pratica estes actos, como aquele que lhes dá, publicamente, guarida moral e ideológica
."

Rui Rangel

Ninguém pára o Benfica...

"O regresso de José António Camacho foi perfeito até às 19h15 de ontem. Depois começou o Benfica-V. Guimarães (0-0) e viu-se o óbvio: o que há para resolver na Luz não é tarefa para uma semana, nem para um truque de magia...

Quando o jogo parecia ganhar vida, Camacho assustou-se. Retirou Nuno Gomes e colocou um médio, Romeu Ribeiro. O miúdo foi para o lado de Petit, Rui Costa subiu.
Um pouco depois, Luís Filipe foi para a direita, reeditando a solução de Fernando Santos no Bessa, frente ao Leixões. Desta vez, claro, ninguém assobiou o treinador (mais aqui)."

Imigração de qualidade.

"Uma mulher de mais de 30 anos foi despida, amarrada com correntes, pendurada e deixada à sua sorte, após o local onde trabalhava ter sido incendiado por três homens. O crime ocorreu ontem pelas 12h00, na Av. Pedro Álvares Cabral, no Senhor Roubado, em Odivelas. Os três homens de raça negra, após terem amordaçado a mulher, despiram-na. De seguida tentaram violá-la, mas esta, defendeu-se como pôde, conseguindo impedir a violação. Depois de vandalizarem totalmente a loja à procura de documentos, os homens pegaram-lhe fogo e fugiram de seguida, deixando a vítima à sua sorte. A mulher só escapou com vida pois foi socorrida por dois populares que viram o fumo e que ouviram os gritos de desespero."

Two Princes

MALAS AVIADAS

"Eu aceito que um objectivo de qualquer greve consista em provocar danos nos processos correntes de trabalho, e em divulgar os danos com o máximo ênfase. Mesmo assim, faz-me sempre relativa impressão a alegria com que os sindicatos afirmam os inconvenientes causados ao público. Durante a paragem dos funcionários de "handling" (bela palavra) dos aeroportos, os seus representantes surgiam a cada dez minutos nas televisões para jurar que são capazes de incomodar brutalmente os passageiros. Há uma certa graça em ver alguém anunciar atrasos, extravios, consumições e caos com ar de orgulho. A certa altura, cheguei a esperar por um sindicalista que abrisse espumante celebrativo, enquanto revelava a primeira vítima de enfarte, por exemplo de um emigrante impedido de regressar a tempo ao emprego no Luxemburgo. Não faltou muito.

Reconheço que, em teoria, os grevistas correm riscos. É preciso coragem para se congratularem com o pandemónio que suscitam nas proximidades de quem sofre o pandemónio. No "telejornal", um grevista com penteado em forma de pudim descrevia encantado a demora na entrega das malas. Atrás dele, a escassos metros, uma fila de infelizes aguardava as malas que não vinham. Espantosamente, não se estabeleceu o nexo entre o encanto do primeiro e a infelicidade dos segundos, ou o grevista com cabelo de pudim teria terminado a entrevista no centro de saúde. A "luta", que os sindicatos tanto invocam, nunca é literal.

Talvez o povo seja realmente sereno. Ou talvez o povo esteja habituado à bagunça. Algumas das pessoas inquiridas pelos jornalistas mostravam-se satisfeitas face às esperas, e algumas afirmaram nem ter notado os efeitos da greve. Provavelmente porque nos dias sem greve também se perdem bagagens e tempo escusado nos aeroportos. Provavelmente porque os vinte ou trinta por cento da rapaziada do "handling" que compareceram ao serviço são suficientes para dar conta do recado, ainda que do sofrível modo que se sabe. Provavelmente porque a existência nos quadros da Groundforce dos setenta ou oitenta por cento de funcionários "paralisados" apenas se reflecte no orçamento da empresa e não nos resultados.

A confirmação da respectiva redundância é outro risco a que os grevistas se expõem, embora o carácter fraternal das leis laborais o tornem compensador de ser corrido
."

Alberto Gonçalves

Ainda um breve exemplo da diminuição de criminalidade em Portugal.

1/ "Dupla faz carjacking em Sintra e Almada (mais aqui)"

2/ "Espancado por trio de assaltantes (mais aqui)".

3/ "Seguranças rivais aos tiros na Ribeira (mais aqui)"

4/ "Dono de discoteca morto a tiro (mais aqui)".

5/ "Bombas podem passar a estar fechadas à noite (mais aqui)".

6/ "Fogo em serralharia foi "crime mandado (mais aqui)".

E a criminalidade continua a diminuir...

"Fuga à PSP provoca um morto (mais aqui)".
Com o aumento da criminalidade, a diminuição da moldura penal e consequente aumento do sentimento de impunidade, a única solução para evitar este tipo de tragédia passa pela inacção policial.

Etiquetas:

Imigração de qualidade.

"Três homens estrangeiros foram detidos pela Polícia Judiciária (PJ) de Leiria por suspeita de terem sido os autores do assalto à mão armada perpetrado numa ourivesaria da Nazaré, na passada quinta-feira ao final da tarde."

Novas da linha de Sintra.

"Um miúdo de 13 anos de idade é o responsável pela grande vaga de assaltos que atormentava desde o início do mês de Julho, os utentes da linha de comboios de Sintra. Há mais de um mês e meio que a polícia andava atrás de um indivíduo africano. As características indicadas pelas vítimas, eram semelhantes: um homem muito alto, de cabelo descolorado, com piercings na cara e orelhas. Para além de assaltar as pessoas com uma arma branca, a elevada estatura do rapaz, seria um factor extremamente intimidatório. O menor, residente no Cacém, foi entregue à família. Irá ser presente ao Tribunal de Menores de Sintra."

Etiquetas:

Prioridades.

1/ "Forças Armadas sem dinheiro (mais aqui)"

2/ "Novos assistentes (assistente individual para cada um dos 230 deputados) custam 7 milhões de euros (mais aqui)".

Etiquetas:

domingo, agosto 26, 2007

O olho do furacão

A crise já anunciada e a calmaria antes da tempestade

O que parecia ser uma falta de liquidez é de facto um caso de insolvência.
Afinal o “laissez faire” e o mercado livre é uma coisa inventada apenas para os outros. Faz lembrar o menino que era o dono da bola e só jogava por isso, quando a equipa estava a perder, pegava na bola e voltava para casa amuado.
Aqui o caso difere num facto simples: o dono da bola não tem para onde fugir, vai ficar sem a bola e sem a casa e não se pode queixar dos outros.
Bem… Queixar pode, mas de pouco vai servir.
Depois de anos e anos a imporem a ferro e fogo as regras de Williamson, conhecidas por Consenso de Washington, principalmente nos países do 3º Mundo, com uma excepção miserável na Nova Zelândia, conseguiram cavar um fosso ainda maior entre ricos e pobres miseráveis,destruindo as classes médias, em nome do mercado livre.
No México a situação que começou por uma questão de segurança no tempo de Clinton, descambou até hoje numa situação, semelhante à portuguesa, um fosso sem precedentes entre os muito ricos e os miseráveis, prensando a classe média, passando pelos grupos indígenas marginalizados e perseguidos, eles os verdadeiros mexicanos a que os intelectuais de pacotilha chamam de México profundo.
Depois de toda a porcaria feita, alguns temem a criação de uma narco democracia tipo Colômbia, corroborando o facto que tudo o que é regime político, desde que por lá tenham passado os senhores do FMI, Banco Mundial e afins, se pode chamar de democracia.
Neste sítio mal frequentado, onde já se vasculham os caixotes do lixo, local que a ASAE devia vigiar, porque de uma actividade económica se trata, continua tudo bem, o centrão sobrevive, os bloquinhos procuram tacho e os pCs continuam a dar emprego aos camaradas, aos filho e afilhados e aos amigos e amantes.
A crise de insolvência cá chegará não duvidem, e o BCE pouco poderá fazer…



O presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano) dos Estados Unidos, Ben Bernanke, calculou na quinta-feira que as perdas no sector de hipotecas de risco podem somar entre US$ 50 biliões e US$ 100 biliões (um bilião é igual a um milhão de milhão – 1 000 000 000 000.
Bernanke afirmou que a inflação nos EUA "é maior do que gostaríamos", o que afasta as possibilidades de uma redução das taxas de juros. Entre Junho de 2006 e de 2007, os preços subiram 2,7% no país.
No segundo dia em que foi ao Congresso informar sobre o desempenho da economia, Bernanke classificou como "bastante significativas" as perdas na área de hipotecas de risco, e aproveitou para anunciar que o Fed se prepara para endurecer as normas que regulam os créditos. Hipotecas de risco são as estendidas a consumidores com mau histórico de pagamento de empréstimos. O fim do "boom" imobiliário nos Estados Unidos levou dezenas de pessoas e empresas que fazem empréstimos especializados deste tipo de produto financeiro à falência, inclusive a New Century Financial, segunda maior companhia do sector.
No entanto, o presidente do Fed enfatizou, no Comité de Bancos do Senado, que o esfriamento do mercado imobiliário não reduziu "de forma significativa" o consumo, responsável por quase dois terços da actividade económica nos EUA. O economista disse que, "com a queda no valor do imóvel", os consumidores reduzem suas despesas entre 4% e 9%. Bernanke destacou que "os índices mais confiáveis dos preços imobiliários não caíram a nível nacional"."Simplesmente subiram mais lentamente", afirmou.
Ao comparecer perante o Comité de Finanças da Câmara de Representantes, Bernanke reconheceu que a estagnação no mercado imobiliário diminuirá o ritmo de crescimento económico americano, e alertou para a pressão inflacionária, o que fez com que as bolsas caíssem.
O presidente do Fed disse que as agências de avaliação de crédito começaram a rever o nível de risco dos investimentos em hipotecas de risco. Além disso, quis tranquilizar os legisladores ao afirmar que o Fed apresentará no final do ano novas normas para proteger os consumidores de anúncios "incompletos ou enganosos" sobre hipotecas. As regras também limitarão as “multas” impostas às pessoas que fazem empréstimos pelo pagamento antecipado de créditos."Pedi uma revisão completa das normas que regulam as hipotecas de risco", afirmou Bernanke diante dos legisladores, que mostraram preocupação com as repercussões da crise sobre os cidadãos e a economia em geral.
Quanto à inflação, Bernanke reiterou suas advertências de que existem "grandes riscos" de aumentos dos preços. Entre eles, citou o alto nível de uso da capacidade de produção e a "significativa" alta dos preços da energia e dos alimentos, "que pode elevar as expectativas inflacionárias". Bernanke disse que está preocupado com o aumento do valor dessas duas categorias de produtos, que poderia pôr a estabilidade da inflação a longo prazo em dúvida.
"O importante é a suficiente confiança em que os riscos (de aumento da inflação) diminuíram", afirmou.
Bernanke também comentou as relações comerciais dos EUA com a China, um tema bastante controverso no Congresso, já que vários legisladores acusam o país asiático de manter o valor da moeda chinesa artificialmente baixo, para beneficiar os seus exportadores.O presidente do Comité de Bancos, o democrata Christopher Dodd, disse que, antes do início de Agosto, apresentará para votação um projecto de lei para sancionar a China por "manipular" sua taxa de câmbio. Bernanke sublinhou que compartilha a "frustração" de Dodd sobre a lentidão na valorização do yuan, mas acrescentou que apenas o ajuste cambial não resolverá o "desequilíbrio comercial" entre os dois países. O presidente do Fed afirmou que também é necessário que a China melhore o sistema de segurança social e o sistema financeiro, o que aumentaria a demanda interna.
In Intellsteps, há mais de um mês publicado

Para os muares que ainda puxam a nora -III

6. Os “Dream Teams”
6.1. Os Globetrotters americanos

A equipa americana, para além de Kissinger, destacado membro da Santíssima Trindade fundamentalista da superioridade moral da “Civilização Ocidental” (BG+TC+CFR), incluiu outros sequazes seus, todos políticos com lugar cativo na categoria dos pesos pesados da NOM anglo-americana:

- George P. Shultz, também octogenário (86), foi um influente Secretário de Estado no 1.º mandato da administração Reagan/Bush (pai) entre 1982-1989. Muito experiente na gestão do gigantesco aparelho diplomático e na condução da política externa do país, Schultz ocupou, com discrição mas poderosa influência, vários cargos ministeriais na administração Nixon; simultaneamente dirigiu e comandou (1974-1982) a gigantesca Bechtel (um dos maiores conglomerados industriais, nas áreas da construção civil, obras públicas, petróleos, energia nuclear e equipamentos de defesa, com estatuto de fornecedor directo do Pentágono). Tal como Kissinger, é membro de vários think tanks, como o CFR. Juntamente com Condoleezza Rice (sua protegida no mundo académico e na alta política) foi instrumental na estratégia que, desde 1998, definiu e coordenou a eficaz plataforma eleitoral republicana. Em 2000, George W. Bush jurou “respeitar e fazer respeitar” a Constituição americana na cerimónia de posse como 43.º presidente dos EUA;

- Robert Rubin, (68), banqueiro de topo e “partner” em empresas financeiras do grupo Rockefeller (Citigroup, Goldman Sachs, p. ex.). Foi Secretário do Tesouro (1995-1999), cargo que nos Estados Unidos é equivalente ao de ministro das finanças na Europa, na administração Clinton/Gore; é membro da Phi Beta Kappa Society, a mais antiga associação académica e honorífica americana, que estimula e reconhece a excelência universitária. Fundada em 1776, a PBK aglutina mais de meio milhão de membros; actualmente é também vice-presidente em exercício do CFR;

- Thomas Graham, Jr., embaixador (73 anos), um dos mais experimentados diplomatas e negociadores americanos sobre questões relacionadas com controlo de armamento, não proliferação de armas nucleares e desarmamento; desde os anos 50, foi conselheiro de vários presidentes e de uma miríade de órgãos do poder executivo e legislativo dos Estados Unidos, bem como de inúmeras ONG’s, fundações e organizações cívicas; é um vibrante defensor da tolerância zero relativamente à proliferação nuclear e ocupa cargos executivos e consultivos num significativo número de empresas;

- Samuel Nunn, antigo senador da Geórgia (1972-1997), foi, em 2001, co-fundador com Ted Turner (o visionário empreendedor que criou a cadeia televisiva CNN), da Iniciativa contra a Ameaça Nuclear (NTI, acrónimo inglês), ocupando até ao presente os cargos de co-presidente e presidente do conselho de administração (CEO) daquela influente organização, cuja principal missão consiste em reduzir a proliferação de ADM’s – Armas de Destruição Maciça; Neste campo liderou louváveis e eficazes processos legislativos (Programa de Cooperação para a Contenção de Ameaças, também conhecido como Programa Nunn-Lugar (por ter sido elaborado conjuntamente com o senador Richard Lugar) no âmbito da Agência para a Contenção de Ameaças Militares; desempenhou um papel central como dinamizador, em estreita cooperação com o Kremlin, dos meios financeiros e logísticos necessários para efectivar o desmantelamento de ADM’s e correlativas infra-estruturas na ex-URSS e países satélites, conforme o acordo SALT II (Tratado para a Limitação de Armamento Estratégico). Fundou e é docente na Sam Nunn School of International Affairs, faculdade integrada na Universidade Técnica da Geórgia, e ocupa o cargo de presidente do conselho de administração do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais. Acumula estes cargos com os de administrador de grandes multinacionais como a petrolífera Chevron Corp. (Grupo Rockefeller), Coca-Cola, General Electric e Dell Computer.

- David O’Reilly, 60 anos, irlandês é, desde 2000, o presidente e CEO da Chevron Corp. Fez toda a sua carreira, após a formatura em engenharia no University College, em Dublin, e tal como os seus compagnons de route nesta “operação Estrela Vermelha”, é um executivo de topo e membro activo de várias organizações, públicas e privadas, think tanks (institutos de estudos e pesquisa) e de instituições que se ocupam de assuntos geopolíticos e geoestratégicos relacionados com a indústria petrolífera. Eis uma pequena parte da longa lista: Director da Comissão Executiva e da Comissão de Políticas Públicas do American Petroleum Institute; Director do Eisenhower Fellowships Board of Trustees; membro do World Economic Forum's International Business Council, do National Petroleum Council, do Business Council, do JPMorgan International Council, do King Fahd University of Petroleum & Minerals International Advisory Board, da American Society of Corporate Executives. Final e incontornavelmente é membro proeminente da poderosa Trilateral Commission [co-fundada, em 1973, por David Rockefeller e Zbigniew Brzezinski, antigo Conselheiro para a Segurança Nacional (1977-1981) na Administração Carter].
6.1. A equipa da Federação Russa
- Yevgeny Maximovich Primakov, Para além de antigo primeiro-ministro foi, entre outros cargos importantes, o último porta-voz do Soviete Supremo da URSS e, a seguir ao golpe militar de 1991, director-adjunto do KGB. Os seus críticos e inimigos, internos e externos, acusam-no de, entre 1956-1970 ter sido um agente encoberto do KGB, disfarçado de jornalista radiofónico e corresponde do jornal oficial do PC da URSS, Pravda (A Verdade), no Médio Oriente. Nome de código: Maksim. No final do consulado Yeltsin, como ministro dos Negócios Estrangeiros (1996-1998), a sua acção ficou marcada pela política de “desacoplamento” de Moscovo relativamente a Washington, impondo um curso mais de acordo com a tradição russa – nacionalismo, reforço da segurança externa e aumento da influência e controlo sobre as políticas internas nas jovens repúblicas recém independentes das “garras de Moscovo”. Por outro lado, foi neste período que o Kremlin reforçou os seus laços com a China e a Índia, abrindo caminho a um contrapoder à supremacia unilateral estadunidense. Primakov, entre 1999/2000, ainda se aventurou como potencial adversário de Putin nas eleições presidenciais que se seguiram à inesperada renúncia de Yeltsin, em 31 de Dezembro de 1999. Manobrista e táctico, quando percebeu que não tinha apoios suficientes para o vencer, o ex-KGB abandonou a corrida e pouco depois era conselheiro do actual chefe do Kremlin.
- Sergei Viktorovich Lavrov, 57 anos, licenciado em 1972 pelo Instituto do Estado de Moscovo de Relações Internacionais; domina com proficiência diversas línguas (inglês, francês e cingalês). Este último aprendeu-o no Sri Lanka (antigo Ceilão), onde iniciou a sua longa carreira diplomática – com cargos sucessivamente mais importantes quer no Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Moscovo (1976-1981), quer na ONU (1981-1988) onde cumpriu uma primeira missão. Nos anos de brasa, que coincidiram com o final da era Gorbachev e o início da era Yeltsin, regressou a Moscovo, ao MNE, onde retomou o seu percurso como director-adjunto do Departamento de Relações Económicas Internacionais (1988-1990), tendo chegado a vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Federação Russa (1992-1994); depois voltou a Nova Iorque para chefiar a Representação Permanente da Federação Russa nas Nações Unidas. Em 2004, Putin chamou-o para ocupar o posto de ministro dos Negócios Estrangeiros, sucedendo a Igor Ivanov, um influente representante de uma das quatro facções políticas mais importantes nos corredores do Kremlin (os siloviki, um substantivo que, em russo, significa “poder” e popularmente serve de rótulo aos membros do complexo militar-industrial russo e funcionários da polícia secreta).
- Yuli Mikhailovich Vorontsov, com 78 anos de idade, serviu o país como diplomata de carreira, desde a sua licenciatura, na Escola Superior de Relações Internacionais, Moscovo, em 1952. Tal como Putin nasceu em São Petersburgo. Da escola Gromiko, toda a sua juventude foi dedicada ao estudo e à política; o primeiro posto da carreira ocupou-o em Nova Iorque (1954-1958) integrando a equipa de diplomatas juniores da Missão Permanente da URSS na ONU. Nos anos 60/70 foi conselheiro da Missão e da Embaixada soviética em Washington. Em 1969, era ministro-conselheiro, às ordens do celebérrimo embaixador Anatoliy Dobrynin que mantinha uma relação especial com Kissinger, durante a Administração Nixon. Foi embaixador na Índia, em França, no Afeganistão, durante a ocupação soviética, na ONU, em Washington e vice-ministro dos Negócios Estrangeiros (1986). No final da carreira foi conselheiro diplomático do presidente Yeltsin, actualmente é vice-presidente da gigante russa UES (uma das holdings que gere a produção e distribuição de energia hidroeléctrica e nuclear; neste cargo tem desempenhado um importante papel negociações com a China para o fornecimento de energia eléctrica e projectos de instalação de centrais nucleares. É claramente um dos homens de confiança de Putin, que o projectou para altos cargos na administração russa, desde que tomou posse como primeiro-ministro, em 07/05/1999; três semanas depois, Drachevsky foi nomeado ministro para os Assuntos da CEI (Comunidade dos Estados Independentes/Bloco supranacional que agrupa 11 países independentes após o desmembramento da ex-URSS: Arménia, Azerbeijão, Bielorússia, Geórgia, Casaquistão, Quirguistão, Moldávia, Rússia, Tajiquistão, Ucrânia, Uzbequistão); Ocupou o cargo durante um ano; A seguir foi nomeado enviado presidencial para o Distrito Federal da Sibéria, até Outubro de 2004, passando depois a ocupar o actual cargo na UES; Leonid Drachevsky é uma personalidade avessa a protagonismos, discretíssimo e, mesmo na Rússia, era relativamente pouco conhecido quando foi, pela primeira vez, nomeado por Putin. “A nomeação mais surpreendente” escreveu na altura o Izvestia, certamente por ser dos poucos “eleitos” para o núcleo duro da governação que não fez carreira nos serviços secretos. Com 65 anos, licenciado em química, serviu o regime soviético nos organismos de topo do desporto russo durante cerca de 25 anos, fechando o ciclo, em 1990-1991, no cargo de vice-presidente da Comissão Estatal para a Cultura Física e Desporto. Depois de várias pós-graduações que foi fazendo ao longo dos anos, na Universidade do Partido Comunista da URSS, enveredou pela carreira diplomática, ocupando diversos postos, intermédios e superiores. Durante sete meses, entre 1998-1999, foi ministro-adjunto dos Negócios Estrangeiros.
- Alexander Livshits, 61 anos, é desde Março do corrente ano Director de Projectos Internacionais da Companhia Reunida RUSAL, gigante russa do alumínio (matéria-prima estratégica para o fabrico de ligas metálicas e componentes estruturais para a indústria aeronáutica e aeroespacial bem como para o fabrico de cilindros hidráulicos); A sua formação académica (economista, com pós-graduação em cibernética), para além de o ter ocupado durante uma boa parte do percurso profissional como estudante, assistente, e professor catedrático de Economia no Instituto de Mecânica de Moscovo (1971-1992), acabaria por o catapultar para a política. Na sequência da dissolução da URSS, foi Director-adjunto do Centro Analítico da Administração Presidencial (1992-1993), chefe da equipa de conselheiros e principal assessor económico do presidente Boris Yeltsin (1994-1996), ministro das Finanças, representante da Federação Russa no FMI (1996-1997); posteriormente foi também representante do presidente russo no Conselho do Banco Central e nas comissões do G8 (1997-2000). Com a chegada de Putin ao poder, assumiu a presidência do Banco de Crédito Russo. Entrou para a holding estatal do alumínio em 2000, e é presidente do Conselho de Supervisão do Soyus Bank. Na fase de transição Yeltsin/Putin destacou-se pelas suas posições críticas face aos Estados Unidos e às tentativas de Washington para isolar economicamente a Rússia. É um firme apoiante de Putin na política de repressão militar dos movimentos independentistas chechenos.- Mikhail Alexeyevich Moiseyev, 68 anos, foi Chefe do Estado-Maior do Exército Vermelho (1988-1991); nasceu no extremo oriente da URSS (Amur Oblast) e frequentou a Academia de Estudos Superiores Militares de Blagoveshchensk, e ingressou nas forças armadas soviéticas em 1961 (unidade de carros de combate blindados). Entre 1969-1972, frequentou um curso de Altos Comandos, na Academia Militar de Frunze, uma das mais reputadas do país na formação de generais e patentes similares, chegando rapidamente ao posto de major-general, na segunda metade da década de 70. Em 1982, foi graduado com a medalha de ouro, pela Academia Militar para oficiais generais do Estado-maior do Exército. Durante os anos 80 comandou tropas no distrito militar federal do extremo oriente, Comandante-geral do exército, cargo do qual foi demitido, em 1991, devido ao seu apoio à insurreição militar que tentou derrubar o presidente Mikahil Gorbachev. Em 1992, foi consultor militar do Soviete Supremo da Rússia, após o que passou à reserva. Fundou um partido político – União – sob o lema “Lei, Ordem, Estado de Direito.” Putin, após vencer as eleições, nomeou-o membro da comissão governamental encarregada de tratar das questões relacionadas com a segurança social dos militares.Estes são “homens do presidente”. Desfrutam de grande poder e de influência política. Mas, outros, que ocupam cargos de alta direcção em gigantescos conglomerados russos – defesa, energia, banca e seguros, telecomunicações, transportes e media – para além das cartas políticas, têm um colete adicional à prova de bala – o imenso peso económico das empresas estratégicas que dirigem e que rapidamente sobem na escala das “galácticas” equipas da globalização.
Publicado por Pedro V. Castro no Blog Intellsteps
Do posfacio de um livro editado em 1998 - False Dawn
A globalização - a disseminação das novas tecnologias, que anulam as distâncias que separam o mundo - não torna universais os valores ocidentais. Torna irreversível um mundo plural. A crescente interligação entre as economias mundiais não significa o crescimento de uma única civiização económica. Isso quer dizer que se deve encontrar um Modus vivendi entre culturas económicas que permanecerão sempre diferentes. (...)
(...)Um mercado livre global é um projecto destinado a falhar. Nisto, como em muitas outras coisas, assemelha-se a outra experiência utópica de engenharia social do século XX, o socialismo marxista. Ambos partilham o convencimento de que o progresso humano deve incluir uma civilização íniva entre os seus objectivos. Ambos negam que uma economia moderna pode surgir sob muitas variantes. Ambos estão preparados para cobrar à humanidade um elevado preço em sofrimento a fim de impor a sua visão singular do mundo. Ambos encalharam no confronto com necessidades humanas vitais. (...) In Falso amanhecer de John Gray- 2000

Para muares de palas - II

3. O assalto falhado, ou como o sequestrador virou refém

Estes factos são a prova insofismável de que o sonho neoconservador judaico-americano acabou transformado em pesadelo. Todavia, a grande maioria dos seus instigadores, apoiantes e simpatizantes continua a defendê-lo. Classificam-no como “bem intencionado”, “generoso” e prenhe de “boa-fé”. Mas, afinal de contas o que pretendiam os arquitectos da América, versão XXI?O objectivo era claro e aparentemente simples, face às consequências planetárias da implosão do Império Soviético: transformar os EUA não numa superpotência global, mas na única. O esquema foi urdido no final do século passado e publicamente divulgado, em 2000. Porém, era tão arrogante, inepto e descaradamente desonesto, nos planos material e intelectual, que dificilmente seria exequível. Resumidamente, a ideia nuclear consistia na criação de um todo-poderoso xerifado mundial – com um chefe (EUA) e dois ajudantes (Israel e Grã-Bretanha) – que prestaria serviços de segurança e protecção militar a todos os outros países do mundo, incluindo a exangue Rússia e a aparentemente distraída e laboriosa China, tão ocupada em produzir e enriquecer que, pensavam eles, não lhe restava tempo para pensar.O tributo a pagar aos “Césares do Terceiro Milénio” seria uma bagatela – o controlo e a exploração, livre e democrática, dos seus recursos nacionais e naturais (petróleo, gás, minerais estratégicos e preciosos – ouro, urânio, nióbio, titânio, crómio, mercúrio (prateado), cobalto, bauxite/alumínio, tungsténio, cobre, manganésio, níquel, platina, tântalo, e muitos mais).Para se ter uma ideia da dimensão e magnitude do delírio neoconservador é recomendável a leitura do documento original intitulado Reconstruindo as Defesas da América: Estratégias, Forças e Recursos para o Novo Século, concebido e elaborado pelo PNAC - Project for the New American Century/Projecto para o Novo Século Americano – um centro neoconservador de estudos e investigação sobre questões internacionais. As semelhanças com as práticas mais sinistras da Máfia/Cosa Nostra são aterradoras…

Em abono da verdade, este documento mais não era do que a actualização de um outro, escrito em 1996 (na fase final do 1.º mandato da administração Clinton/Gore), talhado à medida para boicotar os acordos israelo-palestianos de Oslo. Em ambos, estiveram presentes, directa ou indirectamente, a convicção, empenhamento e apoio financeiro ou intelectual, de Donald Rumsfeld, Dick Cheney, Paul Wolfowitz, Dov Zakheim, Scootter Libby, Elliot Abrahams e Norman Podhoretz para citar apenas alguns. Menos de um ano depois da divulgação da nova doutrina militar proposta pelo lóbi judaico-americano, os citados, acompanhados de mais umas dezenas de correligionários, passaram a ocupar importantes cargos na primeira Administração Bush/Cheney (Jan/2001). Após o 11 de Setembro, retiraram-na das gavetas, deram-lhe umas pinceladas mais agressivas, e puseram-na oficialmente em prática, em 2002, com o pomposo nome de Estratégia de Segurança Nacional.Os resultados estão à vista em vários países – Afeganistão, Iraque, Líbano, Cisjordânia, Palestina, Faixa de Gaza. Todos estão atolados no caos, na guerra civil, em limpezas étnicas e em insanáveis conflitos político-religiosos. Balcãs (designadamente, no Kosovo), Curdistão, Chechénia (a espinha atravessada na garganta de Putin), Arménia, Bielorússia, Uzbequistão e as restantes repúblicas ex-soviéticas, que fazem fronteira com a Rússia e a China, individualmente ou em conjunto, tornaram-se geopoliticamente hipersensíveis. Intervenções diplomáticas com elevada descrição, intuição e talento nas artes de negociar e de gerar consensos são os ingredientes recomendados para esta caldeirada geopolítica.A situação em que vivemos é preocupantemente perigosa. O principal risco, face à situação no terreno, converge com o absoluto descontrolo e a permissividade dos países mais poderosos e das organizações multilaterais. Toneladas de discursos, programas e planos para o combate, alegadamente firme e implacável, a três dos grandes flagelos mundiais – o tráfico de droga, de armamento (convencional e nuclear) e a lavagem de dinheiro – são atirados para o lixo da história, todos os anos por sucessivos governos, independentemente dos seus credos ou ideologias.Em regiões crescentemente instáveis, e permeáveis à livre circulação de pessoas e de bens militarmente melindrosos, não se vislumbram resultados eficazes

4. O assalto falhado, ou como o sequestrador virou refém

Estes factos são a prova insofismável de que o sonho neoconservador judaico-americano acabou transformado em pesadelo. Todavia, a grande maioria dos seus instigadores, apoiantes e simpatizantes continua a defendê-lo. Classificam-no como “bem intencionado”, “generoso” e prenhe de “boa-fé”. Mas, afinal de contas o que pretendiam os arquitectos da América, versão XXI?O objectivo era claro e aparentemente simples, face às consequências planetárias da implosão do Império Soviético: transformar os EUA não numa superpotência global, mas na única. O esquema foi urdido no final do século passado e publicamente divulgado, em 2000. Porém, era tão arrogante, inepto e descaradamente desonesto, nos planos material e intelectual, que dificilmente seria exequível. Resumidamente, a ideia nuclear consistia na criação de um todo-poderoso xerifado mundial – com um chefe (EUA) e dois ajudantes (Israel e Grã-Bretanha) – que prestaria serviços de segurança e protecção militar a todos os outros países do mundo, incluindo a exangue Rússia e a aparentemente distraída e laboriosa China, tão ocupada em produzir e enriquecer que, pensavam eles, não lhe restava tempo para pensar.O tributo a pagar aos “Césares do Terceiro Milénio” seria uma bagatela – o controlo e a exploração, livre e democrática, dos seus recursos nacionais e naturais (petróleo, gás, minerais estratégicos e preciosos – ouro, urânio, nióbio, titânio, crómio, mercúrio (prateado), cobalto, bauxite/alumínio, tungsténio, cobre, manganésio, níquel, platina, tântalo, e muitos mais).Para se ter uma ideia da dimensão e magnitude do delírio neoconservador é recomendável a leitura do documento original intitulado Reconstruindo as Defesas da América: Estratégias, Forças e Recursos para o Novo Século, concebido e elaborado pelo PNAC - Project for the New American Century/Projecto para o Novo Século Americano – um centro neoconservador de estudos e investigação sobre questões internacionais. As semelhanças com as práticas mais sinistras da Máfia/Cosa Nostra são aterradoras…

Em abono da verdade, este documento mais não era do que a actualização de um outro, escrito em 1996 (na fase final do 1.º mandato da administração Clinton/Gore), talhado à medida para boicotar os acordos israelo-palestianos de Oslo. Em ambos, estiveram presentes, directa ou indirectamente, a convicção, empenhamento e apoio financeiro ou intelectual, de Donald Rumsfeld, Dick Cheney, Paul Wolfowitz, Dov Zakheim, Scootter Libby, Elliot Abrahams e Norman Podhoretz para citar apenas alguns. Menos de um ano depois da divulgação da nova doutrina militar proposta pelo lóbi judaico-americano, os citados, acompanhados de mais umas dezenas de correligionários, passaram a ocupar importantes cargos na primeira Administração Bush/Cheney (Jan/2001). Após o 11 de Setembro, retiraram-na das gavetas, deram-lhe umas pinceladas mais agressivas, e puseram-na oficialmente em prática, em 2002, com o pomposo nome de Estratégia de Segurança Nacional.Os resultados estão à vista em vários países – Afeganistão, Iraque, Líbano, Cisjordânia, Palestina, Faixa de Gaza. Todos estão atolados no caos, na guerra civil, em limpezas étnicas e em insanáveis conflitos político-religiosos. Balcãs (designadamente, no Kosovo), Curdistão, Chechénia (a espinha atravessada na garganta de Putin), Arménia, Bielorússia, Uzbequistão e as restantes repúblicas ex-soviéticas, que fazem fronteira com a Rússia e a China, individualmente ou em conjunto, tornaram-se geopoliticamente hipersensíveis. Intervenções diplomáticas com elevada descrição, intuição e talento nas artes de negociar e de gerar consensos são os ingredientes recomendados para esta caldeirada geopolítica.A situação em que vivemos é preocupantemente perigosa. O principal risco, face à situação no terreno, converge com o absoluto descontrolo e a permissividade dos países mais poderosos e das organizações multilaterais. Toneladas de discursos, programas e planos para o combate, alegadamente firme e implacável, a três dos grandes flagelos mundiais – o tráfico de droga, de armamento (convencional e nuclear) e a lavagem de dinheiro – são atirados para o lixo da história, todos os anos por sucessivos governos, independentemente dos seus credos ou ideologias.Em regiões crescentemente instáveis, e permeáveis à livre circulação de pessoas e de bens militarmente melindrosos, não se vislumbram resultados eficazes

5. Putin: Arte geopolítica tropeçou na rasteira da “imprensa livre”…

A ideia deste tipo de encontros surgiu no início do segundo trimestre de 2007, em Moscovo, durante um encontro privado entre Putin, Kissinger e Primakov. O chefe do Kremlin tê-los-á encorajado a desenvolver e a aprofundar o debate, mas com os pés bem assentes na terra.“O resultado das vossas reflexões deve manter-se afastado dos nossos ministérios dos Negócios Estrangeiros para evitar poeiras e ruídos inconvenientes. O desfecho do diálogo deverá ter o mesmo tratamento dado àqueles assuntos que, uma vez acordados, deveremos pôr em prática”, terá dito Putin.Pragmático e calculista, o presidente russo sugeriu que as conversações deveriam envolver um alargado painel de especialistas e aconselhou que as abordagens fossem realizadas sem preconceitos, com abertura e franqueza, de parte a parte.“Não nos podemos dar ao luxo de permitir que as relações entre a Rússia e os Estados Unidos sejam contaminadas por questões internas de cada país. Não devemos permitir que o nosso relacionamento bilateral seja negativamente influenciado por temas tão tacanhos como, por exemplo, campanhas eleitorais na Rússia ou nos EUA,” acentuou o chefe de estado russo.É obvio que ao fazer declarações sobre o tema, moderadamente reproduzidas por uma ínfima parte da imprensa russa, objectivamente, Putin quis lançar a confusão e a divisão no campo adversário. Contudo, não foi muito bem sucedido, uma vez que, os chamados meios de comunicação de massas do Ocidente, quase ignoraram o tema salvo raríssimas excepções…A este respeito quem melhor que o patriarca David Rockefeller (BG + TC + CFR) para nos dar a sua opinião sobre os bastidores dos “fazedores de opinião” e a promíscua relação que mantêm com os diversos agentes do (s) Poder (es): “Estamos gratos ao The Washington Post, The New York Times, Time Magazine e outras grandes publicações, cujos directores participaram nas nossas reuniões, respeitando os seus compromissos de discrição, durante quase 40 anos. Teria sido impossível desenvolvermos o nosso plano para o mundo se a nossa acção tivesse estado sujeita aos holofotes da publicidade durante estes anos. Mas o mundo está agora mais sofisticado e preparado para seguir em frente, rumo a um governo mundial. A soberania multinacional de uma elite intelectual e de banqueiros globais é seguramente preferível, à autodeterminação nacional praticada nos séculos passados.”A frase foi proferida por DR, sem sofismas, em Junho de 1991, em Baden Baden (Alemanha), durante uma das reuniões da Trilateral Commission, perante uma audiência de prosélitos dos principais países e continentes, empenhados na criação da supracitada rockefelleriana Nova Ordem Mundial (NOM). Entre eles encontravam-se alguns directores de jornais, rádios e televisões dos países mais desenvolvidos do mundo. Nos estatutos editoriais que os regem encontramos arrebatadas declarações de princípio sobre a independência, a separação de poderes, a procura da verdade etc…
Com os altos apoios de todos os que têm hipotecas para pagar e que pensam que a dona Branca a nível global não existe, argumento para filme filme a ser realizado por cineasta com cento e cinquenta e três anos e subsidiado por todos os que deixaram de pagar hipotecas, ou que entesaram.
Boa Nôte.

sábado, agosto 25, 2007

Para os enjoadinhos que puxam a água da nora - II

3. O assalto falhado, ou como o sequestrador virou refém


Estes factos são a prova insofismável de que o sonho neoconservador judaico-americano acabou transformado em pesadelo. Todavia, a grande maioria dos seus instigadores, apoiantes e simpatizantes continua a defendê-lo. Classificam-no como “bem intencionado”, “generoso” e prenhe de “boa-fé”. Mas, afinal de contas o que pretendiam os arquitectos da América, versão XXI?O objectivo era claro e aparentemente simples, face às consequências planetárias da implosão do Império Soviético: transformar os EUA não numa superpotência global, mas na única. O esquema foi urdido no final do século passado e publicamente divulgado, em 2000. Porém, era tão arrogante, inepto e descaradamente desonesto, nos planos material e intelectual, que dificilmente seria exequível. Resumidamente, a ideia nuclear consistia na criação de um todo-poderoso xerifado mundial – com um chefe (EUA) e dois ajudantes (Israel e Grã-Bretanha) – que prestaria serviços de segurança e protecção militar a todos os outros países do mundo, incluindo a exangue Rússia e a aparentemente distraída e laboriosa China, tão ocupada em produzir e enriquecer que, pensavam eles, não lhe restava tempo para pensar.O tributo a pagar aos “Césares do Terceiro Milénio” seria uma bagatela – o controlo e a exploração, livre e democrática, dos seus recursos nacionais e naturais (petróleo, gás, minerais estratégicos e preciosos – ouro, urânio, nióbio, titânio, crómio, mercúrio (prateado), cobalto, bauxite/alumínio, tungsténio, cobre, manganésio, níquel, platina, tântalo, e muitos mais).Para se ter uma ideia da dimensão e magnitude do delírio neoconservador é recomendável a leitura do documento original intitulado Reconstruindo as Defesas da América: Estratégias, Forças e Recursos para o Novo Século, concebido e elaborado pelo PNAC - Project for the New American Century/Projecto para o Novo Século Americano – um centro neoconservador de estudos e investigação sobre questões internacionais. As semelhanças com as práticas mais sinistras da Máfia/Cosa Nostra são aterradoras…
Em abono da verdade, este documento mais não era do que a actualização de um outro, escrito em 1996 (na fase final do 1.º mandato da administração Clinton/Gore), talhado à medida para boicotar os acordos israelo-palestianos de Oslo. Em ambos, estiveram presentes, directa ou indirectamente, a convicção, empenhamento e apoio financeiro ou intelectual, de Donald Rumsfeld, Dick Cheney, Paul Wolfowitz, Dov Zakheim, Scootter Libby, Elliot Abrahams e Norman Podhoretz para citar apenas alguns. Menos de um ano depois da divulgação da nova doutrina militar proposta pelo lóbi judaico-americano, os citados, acompanhados de mais umas dezenas de correligionários, passaram a ocupar importantes cargos na primeira Administração Bush/Cheney (Jan/2001). Após o 11 de Setembro, retiraram-na das gavetas, deram-lhe umas pinceladas mais agressivas, e puseram-na oficialmente em prática, em 2002, com o pomposo nome de Estratégia de Segurança Nacional.Os resultados estão à vista em vários países – Afeganistão, Iraque, Líbano, Cisjordânia, Palestina, Faixa de Gaza. Todos estão atolados no caos, na guerra civil, em limpezas étnicas e em insanáveis conflitos político-religiosos. Balcãs (designadamente, no Kosovo), Curdistão, Chechénia (a espinha atravessada na garganta de Putin), Arménia, Bielorússia, Uzbequistão e as restantes repúblicas ex-soviéticas, que fazem fronteira com a Rússia e a China, individualmente ou em conjunto, tornaram-se geopoliticamente hipersensíveis. Intervenções diplomáticas com elevada descrição, intuição e talento nas artes de negociar e de gerar consensos são os ingredientes recomendados para esta caldeirada geopolítica.A situação em que vivemos é preocupantemente perigosa. O principal risco, face à situação no terreno, converge com o absoluto descontrolo e a permissividade dos países mais poderosos e das organizações multilaterais. Toneladas de discursos, programas e planos para o combate, alegadamente firme e implacável, a três dos grandes flagelos mundiais – o tráfico de droga, de armamento (convencional e nuclear) e a lavagem de dinheiro – são atirados para o lixo da história, todos os anos por sucessivos governos, independentemente dos seus credos ou ideologias.Em regiões crescentemente instáveis, e permeáveis à livre circulação de pessoas e de bens militarmente melindrosos, não se vislumbram resultados eficazes


4. Kissinger/Primakov: Bombeiros num incêndio longe do rescaldo
Perante este cenário manda o bom-senso que sejam tomadas medidas eficazes de contenção. Para tanto, está provado que não é através do belicismo e militarismo que serão conseguidos, em tempo útil, resultados satisfatórios para prevenir e evitar um “tsunami” político-militar de dimensões imprevisíveis.O protagonismo de Kissinger nestas movimentações informais e semi-secretas é o sinal de que os sinos tocaram a rebate nos centros mundiais de decisão, não sujeitos ao escrutínio eleitoral. A sua entrada em cena representa uma amarga derrota para os indefectíveis neoconservadores.Agora, como diria Pombal, a prioridade é enterrar os mortos e cuidar dos vivos. O mesmo é dizer que importa recuperar o que ainda é possível e, pacientemente, juntar e colar os cacos resultantes das coboiadas organizadas pela dupla Bush/Cheney na Eurásia e no Médio Oriente.Por tudo isto, podem chamar-lhe o que quiserem mas, de facto, esta é mais uma operação de diplomacia paralela, protagonizada pelo octogenário (84) HK. Escassos sete anos depois do fatídico 9/11, a velha raposa da geopolítica mundial, com o alto patrocínio de Putin, deu o pontapé de saída para uma série de cimeiras, bilaterais e informais, entre os EUA e a Rússia. A iniciativa convoca Washington e Moscovo para o debate sobre o futuro das relações entre as duas potências. “Rússia-EUA: Um olhar sobre o futuro” foi o ponto de partida acordado. Suficientemente amplo para nele caber tudo o que é estratégico para ambos os lados.Não estamos a falar de um novo mapa cor-de-rosa. Os tempos mudaram e o mundo também. Os “mandantes anglo-americanos” parece terem chegado à conclusão de que é mais avisado acomodarem os respectivos interesses à mesa das negociações e não em trincheiras militares. Para já com os russos. Logo a seguir com a China, Índia e Brasil. Uma plataforma mais alargada, plural e realista na óptica do equilíbrio global de poderes.Do lado soviético, a tarefa de liderar a equipa negocial coube ao agora septuagenário (77) antigo porta-voz do Soviete Supremo da URSS na era de Gorbachev e primeiro-ministro (09/1998 a 05/1999) de um dos instáveis governos que caracterizaram a fase final da era de Yeltsin: Yevgeny Maksimovich Primakov. Experiente e reciclado da ressaca soviética, é um profundo conhecedor dos serviços secretos russos e das relações americano-soviéticas desde o início da guerra-fria, como veremos mais adiante.No que concerne a peso político e experiência, Kissinger e Primakov representam os interesses da casta de dirigentes políticos “realistas” que considera ter sido um erro caro e perigoso permitir que a transição do mundo bipolar para outra coisa qualquer, que ainda se encontra longe da estabilidade, tenha sido conduzida de forma desregulada. O mundo foi colocado perante uma nova realidade. Multiespectral pelas sombras e ilusões que pode provocar. Multilateral pelo substancial alargamento da mancha global de decisão nas suas diferentes e, por vezes, contraditórias valências. Por isso é mais complexa, difícil de controlar e muito menos previsível. Nesta nova correlação de forças, indianos, chineses e brasileiros, são cartas do baralho que não devem ser menosprezadas ou ignoradas.No final da primeira reunião de trabalho, em 13 de Julho passado, os dois altos dignitários das gerontocracias americana e soviética declinaram comentar detalhadamente o conteúdo das conversações que classificaram de “bem sucedidas”. Ambos sublinharam que se tratou do “primeiro de uma série de encontros de alto nível” entre as duas superpotências do século XX.“Discutimos muitos temas. O nosso objectivo não era obter qualquer tipo de cobertura mediática, nem marcar pontos em termos de relações públicas ou de enviar quaisquer tipos de mensagens propagandísticas para consumo doméstico. Estivemos aqui para resolver problemas”, precisou Primakov. “Em meados de Dezembro voltaremos a encontrar-nos em Washington, D.C.,” para trocar impressões com o presidente Bush, concluiu.Por seu turno, Kissinger, no estilo que lhe é peculiar, negou que o unilateralismo de Washington tenha sido um dos pontos críticos da reunião. Astutamente enfatizou que “a proliferação nuclear” e “as ameaças atómicas” são os reais perigos para a paz mundial e relegou para plano secundário as políticas públicas estadunidenses. Um realpolitiker, na mais profunda concepção germânica do termo…“Nós apreciámos o tempo que o presidente Putin nos concedeu e a forma franca como expôs os seus pontos de vista”, sublinhou Kissinger classificando-os como uma abordagem caracterizada pelo “realismo e abertura”. “Todavia, não penso – acrescentou – que a expansão [americana] seja um problema nesta fase. Neste momento o problema chave centra-se na forma como poderá ser evitado um conflito nuclear e, neste particular, nós acreditamos que a Rússia e a América devem ter objectivos comuns.”Esta retórica significa que a reunião foi bem mais fértil em pomos de discórdia do que em áreas de convergência e que, a linguagem utilizada, por vezes, poderá ter ultrapassado os limites do politicamente correcto.


5. Putin: Arte geopolítica tropeçou na rasteira da “imprensa livre”…
A ideia deste tipo de encontros surgiu no início do segundo trimestre de 2007, em Moscovo, durante um encontro privado entre Putin, Kissinger e Primakov. O chefe do Kremlin tê-los-á encorajado a desenvolver e a aprofundar o debate, mas com os pés bem assentes na terra.“O resultado das vossas reflexões deve manter-se afastado dos nossos ministérios dos Negócios Estrangeiros para evitar poeiras e ruídos inconvenientes. O desfecho do diálogo deverá ter o mesmo tratamento dado àqueles assuntos que, uma vez acordados, deveremos pôr em prática”, terá dito Putin.Pragmático e calculista, o presidente russo sugeriu que as conversações deveriam envolver um alargado painel de especialistas e aconselhou que as abordagens fossem realizadas sem preconceitos, com abertura e franqueza, de parte a parte.“Não nos podemos dar ao luxo de permitir que as relações entre a Rússia e os Estados Unidos sejam contaminadas por questões internas de cada país. Não devemos permitir que o nosso relacionamento bilateral seja negativamente influenciado por temas tão tacanhos como, por exemplo, campanhas eleitorais na Rússia ou nos EUA,” acentuou o chefe de estado russo.É obvio que ao fazer declarações sobre o tema, moderadamente reproduzidas por uma ínfima parte da imprensa russa, objectivamente, Putin quis lançar a confusão e a divisão no campo adversário. Contudo, não foi muito bem sucedido, uma vez que, os chamados meios de comunicação de massas do Ocidente, quase ignoraram o tema salvo raríssimas excepções…A este respeito quem melhor que o patriarca David Rockefeller (BG + TC + CFR) para nos dar a sua opinião sobre os bastidores dos “fazedores de opinião” e a promíscua relação que mantêm com os diversos agentes do (s) Poder (es): “Estamos gratos ao The Washington Post, The New York Times, Time Magazine e outras grandes publicações, cujos directores participaram nas nossas reuniões, respeitando os seus compromissos de discrição, durante quase 40 anos. Teria sido impossível desenvolvermos o nosso plano para o mundo se a nossa acção tivesse estado sujeita aos holofotes da publicidade durante estes anos. Mas o mundo está agora mais sofisticado e preparado para seguir em frente, rumo a um governo mundial. A soberania multinacional de uma elite intelectual e de banqueiros globais é seguramente preferível, à autodeterminação nacional praticada nos séculos passados.”A frase foi proferida por DR, sem sofismas, em Junho de 1991, em Baden Baden (Alemanha), durante uma das reuniões da Trilateral Commission, perante uma audiência de prosélitos dos principais países e continentes, empenhados na criação da supracitada rockefelleriana Nova Ordem Mundial (NOM). Entre eles encontravam-se alguns directores de jornais, rádios e televisões dos países mais desenvolvidos do mundo. Nos estatutos editoriais que os regem encontramos arrebatadas declarações de princípio sobre a independência, a separação de poderes, a procura da verdade etc…


Sob o alto patrocinio de um tal Leopoldo que geria uma quinta em África, com apoios condicionais do bloquinho dos índios, do partido da classe operária

Divulgue o seu blog!