A grande aldrabice.
"Esta malta do aborto não tem mesmo remédio. Em não tendo - de derrota em derrota - mais nada que inventar, uma mão cheia de sinistras organizações com nomes lindíssimos e verdadeiramente representativas do país real - ora atentai: "Não te Prives: Grupo de Defesa dos Direitos Sexuais", "União de Mulheres Alternativa e Resposta" e "Clube Safo" [safa...!]- acharam por bem convidar um barco assassino para um passeio até estas pacatas paragens. Vamos por partes e explique-se então em que consiste a marosca. Segundo o sítio oficial do dito barco (de pavilhão holandês e devidamente equipado para matar bebés a bordo), a tripulação prevê chegar a Portugal no dia 29 deste mês, mantendo-se por estas paragens até 12 de Setembro. A técnica da seita é a que segue: recolhem-se no cais as mulheres que pretendem abortar e "ala que se faz tarde" para alto mar (leiam-se águas internacionais"), onde, no entendimento da organização, se aplica a lei holandesa pelo que "mãos à obra".
Ora, não obstante a esperteza saloia destes tipos, tal prática é ilegal até perante os tribunais holandeses, pelo menos desde dia 20 do corrente (ver este lembrete), data em que foi decidido um recurso a uma primeira decisão judicial que já então condenava a actividade destes piratas dos tempos modernos. Para mais, esta rapaziada tem o hábito de entrar a matar (em vários sentidos) em matéria de propaganda, tanto que nas suas últimas aparições na Irlanda e na Polónia, a BBC registava o seu "hysterical approach". Nessa ocasião, Geraldine Martin, representante do irlandês Pro-Life Campaign Group, condenou o barco da morte, dizendo aos microfones da BBC: "They appear to be very much in denial of the emotion, harm and heartbreak endured by women following abortions ... [and] very much in denial of the whole humanity of the child." Já nessa altura - diga-se - o governo holandês informou o seu parceiro irlandês de que os médicos a bordo não tinham qualquer autorização do Reino da Holanda que lhes permitisse levar a cabo a sua pretensão. Para quem está minimamente por dentro desta questão, diga-se igualmente que até Marie Stopes, uma espécie de inventora do aborto 'quickie', se recusou a apoiar esta vigarice marítima. Já na incursão à Polónia - onde atracou em Ladyslawowo - a rapaziada abortista deu-se mal com o negócio e viu todo o materal (Mifegyne e Cytotec) que transportava no barco confiscado pelas autoridades locais. Na altura, o presidente polaco Aleksander Kwasniewski afirmou que as actividades do grupo traziam ao país "problemas de natureza jurídica e moral".
Como esta nojice toca a todos, desta feita somos nós. Há pouco, na televisão, fiquei a saber que esta malta já tinha tratado de arranjar um dispositivo de segurança para quando chegar a terras lusas. Parece-me sensato (embora na Irlanda nem isso lhes tenha valido), como me parece igualmente sensato que o governo trate de tomar posição. Aliás, neste exacto momento em que até temos um Ministro do Mar que tanto gosta de apregoar o valor da Vida, conviria que o mesmo agisse em conformidade, não autorizando que a barcaça chegasse sequer a terra, sob pena de trair de forma inqualificável quantos nele depositaram confiança. Não é difícil e a Marinha não serve para outra coisa.
Não termino sem dizer que quem procurar no sítio oficial do Vaticano alguma referência a esta máfia dos mares modernos não tem muita sorte, o que se compreende inteiramente. Sua Santidade deve ter quem trate do lixo.
Já aqui tinha dado conta da ilegalidade - decretada pela justiça holandesa - da actividade internacional das meninas da Women on Waves. Vejo agora que o Ecos de Província foi à raíz da decisão, remetendo todos quantos percebam holandês para esta página do Ministério da Saúde, Bem estar e Desporto lá do sítio, onde, sob o título "Women on Waves aan banden", se lê que (e passo a citar) "basicamente, [se] limita a acção no barco à administração da pílula abortiva, recusando a possibilidade de realização de aborto terapêutico (se estiverem a mais de 25 km do Hospital de Amsterdão (Slotervaart) de que são uma clínica delegada)".Está a bola no campo de Sua Excelência, o Senhor Ministro dos Assuntos do Mar..."

4 Comments:
Ainda me têm de explicar como é que se assassina algo que jurídicamente não existe, ou seja um feto com menos de 12 semanas... segundo o Código Civil: um ente, só passa ater personalidade jurídica depois de ter nascido. Não serão isso apenas e tão só, crenças religiosas (que respeito) e uma ética sem alicerces??? ( desculpa lá, mas é o que penso)
Pergunta polittikus: ... como é que se assassina algo que juridicamente não existe ... ?
Resposta: com a mão (para pergunta estúpida, resposta do mesmo nível).
E, já agora, não tinha dado conta que o Código Civil existia, inalterado, desde o princípio do Mundo para servir de guia de decisão.
Pobres dos analfabetos, que não podendo dispôr de semelhante auxílio, têm que contar apenas com o que "espremem" das suas pobres cabeças, :-).
JSNovo, http://ecosdaprovincia.weblog.com.pt
Não há pachorra! As tais "organizaçõezecas" de que nunca
tinha ouvido falar disponibilizam uns euros, combinam
com os "jornaleiros" de costume (que agora depois dos
jogos nem têm muito de que falar), mandam uns "mails"
para os "amigos da passa em Amsterdelas" e cá vai um
barco para agitar as "massas atrasadas" do Portugal de
Abril, Maio... Bem feito foi o serviço prestado pelo
vento e pelas ondas que não permitiram a consumação do
"enlace" entre os 2 barcos...
E a propósito, onde estará ANA GOMES, que ficaria muito
bonita nestas reportagens ?!?!
Excelente, excelente, excelente. Imagine-se só o que diriam do Vaticano se eles se dispusessem a desmascarar a Woman on Waves... Aliás, eles andam às aranhas precisamente porque a Igreja nem se meteu na história do barco. Queriam justificar a eles próprios que assassinato é só porque a Igreja assim o diz. Parece que há ateus que concordam que o aborto é assassinato, e isso sim deve ser altamente perturbador para as organizações do safo.
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