domingo, abril 24, 2005

Novas da selva.

"A discoteca tem sido palco de muitos desacatos e é uma vizinha indesejada pelos moradores do prédio. Eram cinco da manhã quando vários tiros de caçadeira foram disparados de um carro em andamento contra um grupo de pessoas que estavam à porta da discoteca África Minha. Dos cinco feridos resultantes dos disparos, uma rapariga de 17 anos está em estado grave no hospital de S. Francisco Xavier com ferimentos na face e no abdómen. Há 11 anos que os habitantes da rua de Aljubarrota deixaram de ter descanso. A música e os frequentadores da África Minha incomodam mas, apesar das muitas queixas, ninguém consegue fechar as portas a uma discoteca que funciona na sub-cave de um prédio de habitação, com uma saída de emergência, fechada, dentro das escadas do prédio. Os habitantes aprenderam a defender-se dos imprevistos do de fim-de-semana e já se habituaram a fechar as janelas e os olhos para o que se passa lá fora. "
Trata-se de mais um exemplo de mediatização. Estamos perante um acontecimento esporádico que não merece honras de notícia. Sugerimos que a partir de hoje, os jornais sejam proibidos de publicar notícias de acontecimentos criminais no país. Só alarma o povo e não reflecte a verdadeira dimensão da criminalidade. Não reflecte porque os jornais só mencionam um décimo do que se passa lá fora na selva.

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