quarta-feira, dezembro 19, 2007

O enterro do Estado


Quando os estados em nome de uma nação, negoceiam a venda ao desbarato do sector produtivo de um país e o destroem, para que a pouca concorrência que exercem não faça a mínima sombra a outros, esse país morreu e com ele o estado.
Por isso o Estado Português morreu há muito, o que ficou é uma coisa travestida, tal como travestidos são aqueles que nos têm governado estes últimos 30 anos.
Os estados mesmo integrados na chamada União Europeia não dão nada a ninguém.
“Dão” contrapartidas financeiras: - ” Entre eles os subsídios, que se afirma serem destinados a reconversões – são usados na alimentação de consumos não assentes na produção de riqueza, constituindo, por vezes até, prémios prestados à incapacidade económica.”; de propósito digo eu.
Escusam de pensar que o espectro político tem gente melhor que outra porque isso já foi posto à prova e só os tontos ou os dependentes deste tipo de patrão ainda não viram isso.
O neoliberalismo, a receita para fazer frente à economia gerada pela chamada globalização, vai ter o efeito de ainda maior destruição do que resta do estado, entregue hoje ao outsourcing, ou fornecimento de serviços externos, desde os aeroportos, aos hospitais.
Que mais se pode desejar quando num aeroporto a polícia olha para o lado e foi subalternizada por uns indivíduos fardados de “mentirinha”, termo brasileiro aqui bem aplicado, e exercem uma função que só pode e deve ser exercida por agentes policiais ou militares do estado?
Quando o estado governado por políticos, subalterniza, rebaixa e ofende as forças que são parte do povo, porque dele são recrutados, esperamos o quê?
Segurança?
Zelo e lealdade no cumprimento do dever?
Os secularistas evangélicos do politicamente correcto que provocaram isto vão ter de comprar a sua segurança, mas por um preço muito caro e sem garantias na hora de cada um livrar a pele.
Quando renunciámos à nossa agricultura a favor de subsídios, para reconversão e para destruição de algumas culturas que eram no mínimo para suprir a subsistência de muitas comunidades, perdemos independência.
Veja-se o caso do preço dos cereais e o mais grave a falta deles, provocando aumento do preço das rações, do pão e da carne, assistindo-se neste momento a muita gente a rezar para que chova, ( parece que voltou a chover, depois de reescrever o artigo), porque muitos voltaram a semear cereais.
Em Espanha as associações de criadores aumentam em 10% o preço destes géneros.
Devido á política ruinosa e cínica, porque não defende os interesses das nações da comunidade, da comissão e de um ministro vaidoso e medíocre, á semelhança do PM, que abandonam de repente, tarde e a má hora e apenas com pressão exterior, a política e o subsídio ao pousio, depois, de há muito tempo, os mais atentos, saberem o que o biodiesel iria provocar.
Duvida-se que apenas seja por desconhecimento, mas para ceder a interesses que nada têm a ver com a Comunidade de Nações, mas apenas com interesses exteriores e particulares de grupos ligados à plutocracia.
Jogam com o nosso futuro como os gestores de fundos jogam na bolsa e fazem desta um casino, que mais tarde ou mais cedo atirará todo o ocidente para uma crise de consequências imprevisíveis.
Alguém hoje acredita neste país que há banqueiros honestos e mais ainda, que, no nosso triste caso, se preocupam com o país?
Quem protege os cidadãos desta gente?
O Estado?
Como se pode esperar alguma coisa de um cadáver em putrefacção?
A incapacidade económica não existe nem tão pouco a má gestão.
Existe é má gestão com dolo.
O povo cada vez mais está transformado em rebanho.
Mas cuidam os que os transformaram em animal de rebanho que a paisagem bucólica se não pode tornar numa onda violenta de tal forma, como a conheceram os antepassados durante a guerra civil ou quando os maçons organizavam recepção às hordas napoleónicas em vários locais pagando mais tarde a traição de formas tão violentas, como só um rebanho que acorda sabe fazer.
Meus caros, a história dos impostos é mentira.
A história do défice, do PIB, do PNB, da inflação são mentiras corroboradas pelos habituais comentadores de serviço, … à mentira institucional.
Qual a percentagem do PIB que sai do nosso país para Espanha devido a esta mentira?
Só por causa da inflação?
Só por causa do défice?
Por causa de Bruxelas e dos bons alunos?
São mentiras, as causas e as razões invocadas.
Servem “apenas” para manter no poder a corja que tem destruído este país, para alimentar o parasitismo dos gestores do chamado estado e para apoiar os empresários mamões.
Se os impostos baixassem para valores iguais, menos um ponto, que os espanhóis, as poucas empresas ainda vivas dariam a volta.
Perguntem aos Iberistas confessos, qual foi o credo antes da confissão e antes de ajoelharem…
Aguardam-se comentários de ovelhas tresmalhadas ou ranhosas...

3 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Caro Toupeira.

Como eu gostava de ter escrito essa prosa...

Portugal é realmente um país de gente sem espinha.

quinta-feira, dezembro 20, 2007  
Anonymous Anónimo said...

O enterro da Nação.

"Se conseguirem um contrato de trabalho em Portugal, os 23 ilegais que desembarcaram na Ilha da Culatra, em Olhão, na segunda-feira, podem permanecer no País e obter legalização, apurou o CM junto de fonte judicial. Segundo a lei que regula a entrada e permanência de estrangeiros em Portugal, qualquer cidadão tem direito a ficar se obtiver um visto de trabalho."

Em Correio da Manhã.


Agora haja alguma alma caridosa que me defina o termo "cidadão"????

quinta-feira, dezembro 20, 2007  
Anonymous Anónimo said...

Mais grave.
A Segurança Social aceita descontos de cidadãos não legalizados, cometendo o crime de auxílio à emigração ilegal.
Depois vão a uma junta de freguesia que atesta sem ver.
Depois a segurança social ainda recebe com efeitos retroactivos, mesmo que o estrangeiro cá não estivesse, para se legalizar uma situação e lamber os tomates ao corrupto do Lula, porque pode o barbuda lixar portugueses no Brasil ou a Galp, que é tudo menos portuguesa e que não nos dá mais valias.
O negócio é com os brasileiros mas o pior é que outros já sabem o que fazer.
O SEF fica com as mãos e pés atados.
Como não temos MP, Governo, juízes com tomates e tudo o resto estamos tramados.
As brasileiras vinham para cá já prenhes e pariam cá e se possível sempre com cesariana, ou epidural, porque lá na terra delas os serviços de saúde fora dos condominios é o melhor do mundo.
É fartar vilanagem e o zarolho sabe e devia ser preso.

quinta-feira, dezembro 20, 2007  

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