quarta-feira, maio 28, 2008

Quique-Rui Costa

"Nos últimos anos, o Benfica trabalhou com todo o tipo de treinadores possíveis: novos, velhos, com currículo, sem currículo, portugueses, estrangeiros e só um teve sucesso: o superexperiente Giovanni Trapattoni, que, não tendo um plantel de luxo, aliás bastante limitado, aproveitou uma conjuntura favorável, com a forte cobertura de José Veiga, presente para resolver os assuntos internos e para exercer o seu magistério de influência sobre o sector da arbitragem, e acabou por chegar ao título, num momento de rara fragilidade do “regime portista”.

O Benfica não precisa apenas de um treinador que o leve, de novo, ao título. Agora, pede-se “tempo e paciência”. Normalmente, é o que se pede quando há a convicção de que, perante um diagnóstico tão negativo, há que levantar os alicerces básicos do “edifício” e isso não se faz numa única empreitada.

Quique Flores ficará na história como o primeiro treinador escolhido por Rui Costa.

Era imperioso “fechar” este dossier (o processo já se arrastava há muito), porque, a seguir, vem a definição do plantel e essa só se deve fazer em sintonia entre o director desportivo e o treinador da equipa.

Rui Costa contrai uma grande responsabilidade. Já cometeu o erro de se deixar “tomar” pelo “interesse de Filipe Vieira” – a necessitar claramente de uma boleia para retomar os seus níveis de popularidade e credibilidade, muito afectados nos últimos tempos através da verificação de que as promessas já nada resolvem –, quando Rui Costa pode ser, na verdade, uma figura para muitos anos na estrutura do Benfica. Para isso, tem de dar sinais claros de que o Benfica está acima desta ou daquela facção, pelo que Rui Costa deve assumir-se como um “profissional do Benfica” e não como o escudo protector de Vieira. É que, em clima de eleições, Rui Costa só deve pagar pelos seus erros e não por aqueles que foram cometidos nos últimos anos.

É que o Benfica precisa de uma mudança de mentalidades e tenho muitas dúvidas de que haja vontade colectiva para a consumar. Quique? Não parte em vantagem
."

Rui Santos

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