segunda-feira, setembro 24, 2007

Terrorismo.

No passado o inimigo tinha rosto, vestia farda e vivia noutro país. Era enfrentado no campo de batalha. Hoje esse inimigo mudou. Aproveitando as fraquezas da democracia, deixou de vestir farda, morar noutro país e começou a vestir a pele do nosso amável vizinho, ali mesmo ao lado. Enquanto lhe oferecemos amizade, conforto, acesso a tudo o que há de melhor na nossa sociedade, ele prepara silenciosamente a nossa morte. Morte violenta e à traição. Única forma de agradecimento que conhece, imbuído no seu fundamentalismo retrógrado, que a nossa democracia tenta democraticamente aceitar e explicar, adjectivando-os à luz dos valores morais, culturais e sociais da sociedade ocidental, tendo sempre como resultado, a eterna culpa da sociedade ocidental pelos males do mundo (mesmo quando essa culpa não existe).

Um dia as regras do jogo mudam subitamente. De repente há que escolher entre liberdade ou segurança. Já não se trata de aspirar a umas migalhas , cedidas com desprezo, pelos mais fortes. Mais fortes esses, que hão-de ditar sempre a sua lei enquanto houver mais que um "Homem" ao cimo da terra. A inexistência do mais forte é utopia. Utopia fruto de ideais esquerdistas, que de tão ultrapassados, não passam de fantasmas, fantasmas bloqueadores do progresso. Chegados a necessidade de escolher, ou se age ou se não age. Agir no sentido de "caçar" os terroristas, um a um, e irradiar o terrorismo do mundo. Não agir, é entrar na utopia, pensando que os terroristas deixam de atacar, só pelo facto de se pedir por favor ou só pelo mero estalar de dedos. Ninguém pode ser condenado por prescindir de certas liberdades e escolher a segurança, ou seja, escolher viver. Condenado especialmente por aqueles que não se importam de morrer às mãos do terrorismo sem nada fazerem para o evitar.

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