domingo, março 27, 2011

Que se lixe a República... a III -parte 1

“A República que se lixe”, (depois da morte de Calígula, e da carnificina no palácio imperial), precisamos de um Imperador”, gritava o soldado Grato de um grupo de legionários romanos que se antecipou aos germanos, depois de descobrirem escondido, no palácio imperial, o já envelhecido Cláudius, reconhecido como o irmão desprezado de Germanicus, neto de Augusto e de Lívia. Cláudius, coxo, aleijado e gago, era um homem de uma cultura acima do normal historiador reconhecido e naquela altura os legionários, aclamaram-no Imperador de Roma e quando os germanos chegaram, Cláudius já recomposto, no meio da algazarra e do afagar das azagaias germanas, mandou-os calar, com a protecção da Guarda bem armada, estes prostraram-se, perante a ordem e perante a força e aclamaram o novo Imperador.

Por sinal, um dos maiores imperadores de sempre da longa história romana. Digamos que foi mais ou menos assim que Cláudius foi Imperador, o neto escondido da corte pela sua avó Lívia, mas neto do grande Augusto. Por cá não temos República, está morta, nem temos um Cládius, nem Guarda Pretoriana de jeito, temos uns Nero e uns Calígulas e os germanos a berrarem pelo seu Euro, feito à sua medida e o que resta do que foi um Império, está a ser vendido ao desbarato, desde os idos de Abril, por um regime de corruptos que teima em se perpetuar no poder, mas sempre em nome de um povo, ah… mas com eleições, quanto mais tarde melhor, diz a partidocracia, especialmente as esquerdas, gostam muito de eleições estes tipos… Um Primeiro Ministro que se arma em Calimero, como se não governasse há 6 anos e um Presidente que já esqueceu que podia ter demitido este Calimero antes da sua eleição, mas os seus interesses pessoais estavam em primeiro lugar, demonstrando que não é diferente, desde o oásis e o Cavaquistão.

Vergonha… é a palavra que se me ocorre…

Divulgue o seu blog!