sexta-feira, fevereiro 17, 2006

As aranhas, a rede e o casulo - o contra-ataque.

"A PJ fez buscas ontem, dia 15 de Fevereiro, ao final da manhã, na redacção do 24 Horas e terá constituído arguidos o director "Pedro Tadeu, o jornalista Joaquim Eduardo Oliveira e o repórter free-lancer Jorge Van Krieken". "Free-lancer" é um eufemismo do PortugalDiário: sabe-se crucialmente para quem trabalha...

Pedro Tadeu queixa-se que a redacção é um "local sagrado", mas que foi revistada. Confesso que, da submissão do sistema judicial perante a rede, os seus avençados e antenas, também pensei que o 24 Horas estivesse imune à acção da justiça...

A minha casa também era - pensava. Mas eu não beneficiei de tratamento de favor: não me copiaram o conteúdo do disco rígido no próprio dia. Na verdade, só me devolveram o computador com a minha tese de doutoramento sete meses depois, nunca pediram desculpa a minha mãe por lhe vasculharem a casa ou lhe apreenderem um computador velho, nem a minha mulher por lhe revistarem o carro sem mandado, nem aos meus filhos pelo susto nocturno. Abuso de poder, não houve... Dois pesos e duas medidas.

Van Krieken provou do seu fel: buscas das suas casas em Sintra e Marvão e dos escritórios da PortugalMail que trabalha para "tutti quanti" pertencem ao sistema. O perseguidor e difamador das vítimas de abusos sexuais da Casa Pia, caluniador de polícias, magistrados e defensores das crianças, acaba vítima da sua sanha.

A reacção amedrontada de van Krieken - ainda que, cobardemente, escondendo a cara das câmaras da TV -, a clamar nas TVs protecção do seu computador é um sinal de aflição sob o respectivo conteúdo. Não tem de temer: a informação do seu computador deve ser tão crucial para o sistema político que a rede tratará de impedir a sua investigação, tal como fez com o diário de Ritto. O sociograma em rede que a polícia faria com os seus contactos seria mais crítico e emaranhado do que a teia de qualquer aranha
."

Do Portugal Profundo.

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