quinta-feira, abril 14, 2011

Sócrates tem culpa mas o Clube Biderberg são mandantes

Artigo no “New York Times” alerta sobre riscos para as democracias

Pressão “injusta” dos mercados obrigou Portugal a pedir ajuda de que não precisava

13.04.2011 - 12:36 Por Paulo Miguel Madeira

Portugal não necessitaria de um resgate se não tivesse ficado sob uma pressão “injusta a arbitrária” dos mercados, afirma o sociólogo Robert M. Fishman, da Universidade de Notre Dame, nos EUA.
Esta ideia é defendida na coluna de opinião de Fishman desta semana no New York Times, onde diz também que o pedido de ajuda de Portugal à União Europeia e ao FMI deve ser visto como “um aviso às democracias em todo o lado”.

Robert M. Fishman, cuja actividade de investigação se dedica a tópicos como democracia e práticas democráticas ou as consequências da desigualdade, o pedido de ajuda de Portugal “não é na verdade por causa da dívida”.

Apesar de o país ter apresentado “um forte desempenho económico nos anos 1990 e estar a gerir a sua recuperação da recessão global melhor do que vários outros países na Europa”, ficou sob a pressão “injusta a arbitrária dos negociantes de obrigações, especuladores e analistas de crédito”, que “por vistas curtas ou razões ideológicas” conseguiram “fazer cair um governo eleito democraticamente e potencialmente atar as mãos do próximo”.

Fishman sublinha que a crise em Portugal é “completamente diferente” das vividas pela Grécia e pela Irlanda, e que as “instituições e políticas económicas” tinham “alcançado um sucesso notável” antes de o país ter sido “sujeito a ataques sucessivos dos negociantes de obrigações”.

Nota que a dívida pública é bastante inferior à italiana e que o défice orçamental foi inferior ao de várias outras economias europeias e avança duas hipóteses para o comportamento dos “mercados”: cepticismo ideológico dobre o modelo de economia mista (publica e privada) vigente até agora em Portugal e/ou falta de perspectiva histórica.

“Os fundamentalistas do mercado detestam as intervenções de tipo keynesiano em áreas da política de habitação em Portugal – que evitou uma bolha e preservou a disponibilidade de rendas urbanas de baixo custo – e o rendimento assistencial aos pobres”, diz ainda Fisherman no seu texto, intitulado “O resgate desnecessário a Portugal”.

Neste cenário, acusa as agências de notação de crédito (rating) de, ao “distorcerem as percepções do mercado sobre a estabilidade de Portugal”, terem “minado quer a sua recuperação económica, quer a sua liberdade política”.

E conclui que o destino de Portugal deve constituir “um claro aviso para outros países, incluindo os Estados Unidos”, pois é possível que o ano em curso marque o início de uma fase de “usurpação a democracia por mercados desregulados”, e em que as próximas vítimas potenciais são a Espanha, a Itália ou a Bélgica, num contexto em que os governos têm “deixado tudo aos caprichos dos mercados de obrigações e das agências de notação de crédito”.
A crise subprime teve a mão das agências de rating, um dia antes de serem dados falidos os grandes bancos eram classificados como AAA, "os mercados" são os piratas de agora, sem rei nem roque e os governos incluindo o governo dos EUA não têm poder para os deter, são detidos pelas 70 famílias mais ricas do mundo.
A CEE e a comissão são criados dos "mercados".
Não desculpa a irresponsabilidade criminosa dos governos Sócrates mas a verdade é que atacam desta forma, há muito ruído, os islandeses fazem muito bem e Portugal fez um erro há muitos anos, foi ter entrado no Euro com o escudo forte, ou ter entrado no Euro pura e simplesmente, Cavaco tem responsabilidades e o PSD e todos os outros partidos, todos têm no governo central e nas autarquias.
Nas PPP, nos IP, Fundações e Empresas Municipais o PCP tem autarquias que domina, com empresas municipais apenas para emprego de camaradas, todos têm culpa, que não teem é a classe que vai sair esmagada por estes agiotas que cá entraram.
O FMI faz parte dos "mercados", o BCE está dependente do Fed que teve comportamento criminoso na crise subprime, os bancos centrais e os seus responsáveis tiveram comportamentos criminosos, (caso do ex Governador do Bde Portugal),ou seja, os bancos que os financiam ou os especuladores que o financiam, nesta guerra, os "mercados" funcionam como testa de ponte, é o agiotismo a nível mundial, esta gente tem de ser travada.

7 Comments:

Blogger Toupeira said...

É o Clube Bilderberg, e tentei publicar e passei para rascunho daí a série de erros, mas que de facto somos controlados somos.

quinta-feira, abril 14, 2011  
Blogger Toupeira said...

A classe esmagada vai ser a classe média, para nivelar por baixo.
Os neocons que dominam e tentam dominar, fizeram o subprime, fizeram a guerra no Iraque e agora incendeiam o Norte de África com o apoio da chamada ONU, não tem nada a ver com organismo independente é a vergonha do planeta.

quinta-feira, abril 14, 2011  
Blogger Toupeira said...

A CEE comporta-se como se não soubesse o que são os mercados, estes piratas, atacam estados soberanos onde sabem, que os regimes estão debilitados por indivíduos lá colocados com o seu apoio, deixemo-nos de retóricas.
Por exemplo a revolução soviética foi apoiada por milionários americanos, no tempo de W.W Prsidente à altura, através de Trotzky, que não era russo.
A crise subprime foi criada por esta gente e depois enviaram para os bancos europeus o lixo e os bancos centrais sabiam.
Portanto, a GB e a Holanda não têm nada a receber, já ganharam o que tinham a ganhar através das vigarices e do que já receberam.
A Alemanha também teve bancos que foram apoiados pelo estado alemão e deveriam falir, não há santos e não há povos mais espertos que outros há é a lei do mais forte, entre estados.
O caso Belga é o de um estado que está em situação muito pior que a nossa, isto tudo é um imenso esgoto.

quinta-feira, abril 14, 2011  
Blogger Toupeira said...

A CEE comporta-se como se não soubesse o que são os mercados, estes piratas, atacam estados soberanos onde sabem, que os regimes estão debilitados por indivíduos lá colocados com o seu apoio, deixemo-nos de retóricas.
Por exemplo a revolução soviética foi apoiada por milionários americanos, no tempo de W.W Prsidente à altura, através de Trotzky, que não era russo.
A crise subprime foi criada por esta gente e depois enviaram para os bancos europeus o lixo e os bancos centrais sabiam.
Portanto, a GB e a Holanda não têm nada a receber, já ganharam o que tinham a ganhar através das vigarices e do que já receberam.
A Alemanha também teve bancos que foram apoiados pelo estado alemão e deveriam falir, não há santos e não há povos mais espertos que outros há é a lei do mais forte, entre estados.
O caso Belga é o de um estado que está em situação muito pior que a nossa, isto tudo é um imenso esgoto.

quinta-feira, abril 14, 2011  
Blogger skeptikos said...

RECOMENDO o documentário INSIDE JOB, está lá tudo!

sexta-feira, abril 15, 2011  
Blogger skeptikos said...

Repito o que deixei no post anterior:

Concordo, apesar de já estarmos habituados aos piratas e vampiros da casa, convém não esquecer quem nos f**** primeiro!

«Isto não é política. São factos. Factos que andámos a negar durante anos até chegarmos a esta lamentável situação. Ora, se tomarmos em linha de conta estes factos, interessa perguntar: como é que foi possível chegar a esta situação? O que é que aconteceu entre 1995 e 2011 para termos passado termos de "bom aluno" da UE a um exemplo que toda a gente quer evitar? O que é que ocorreu entre 1995 e 2011 para termos transformado tanto o nosso país? Quem conduziu o país quase à insolvência? Quem nada fez para contrariar o excessivo endividamento do país? Quem contribuiu de sobremaneira para o mesmo endividamento com obras públicas de rentabilidade muito duvidosa? Quem fomentou o endividamento com um despesismo atroz? Quem tentou (e tenta) encobrir a triste realidade económica do país com manobras de propaganda e com manipulações de factos? As respostas a questas questões são fáceis de dar, ou, pelo menos, deviam ser. Só não vê quem não quer mesmo ver.
A verdade é que estes factos são obviamente arrasadores e indesmentíveis. Factos irrefutáveis. Factos que, por isso, deviam ser repetidos até à exaustão até que todos nós nos consciencializássemos da gravidade da situação actual. Estes é que deviam ser os verdadeiros factos da campanha eleitoral. As distracções dos últimos dias só servem para desviar as atenções daquilo que é realmente importante.»
http://desmitos.blogspot.com/2011/04/os-verdadeiros-factos-da-campanha.html

Mas há mais:

Um país de rabo entre as pernas
http://impertinencias.blogspot.com/2011/04/um-pais-de-rabo-entre-as-pernas.html

sexta-feira, abril 15, 2011  
Anonymous Anónimo said...

Los bilderbergs......¿"jodiendo" a los Pigs?

domingo, abril 17, 2011  

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