sábado, julho 05, 2008

"Novo" Código do Trabalho.

"Governo quer aprovar Código do Trabalho «à pressa (mais aqui)»
Continua a descarada manipulação da realidade através de uma campanha ideológica que pretende responsabilizar os trabalhadores e a suposta rigidez do mercado de trabalho em Portugal pelas dificuldades competitivas da economia portuguesa. Esta falácia que tem servido para justificar baixos salários, políticas de contenção e congelamento salarial e a crescente precariedade do mercado de trabalho, vai agora ser ampliada pelas propostas de desregulamentação do mercado de trabalho do Livro Branco das Relações Laborais e encaixotada no Código do Trabalho. Dificilmente se consegue disfarçar o objectivo de promover activamente políticas de regressão social e favorecer a concentração da riqueza nas mãos dos mesmos.

Portugal é hoje um dos países com a maior taxa de precariedade da União Europeia com 22,4% dos trabalhadores com trabalho precário. Só a nível de contratos a prazo são mais 122 mil que há três anos atrás. Acresce que Portugal também tem actualmente uma das mais altas taxas de desemprego da Europa e maior das últimas décadas, sendo o único dos países da Europa a 15 onde os trabalhadores empobrecem a trabalhar. Portugal tem das mais desequilibradas repartições do rendimento nacional.

Resumindo: a eterna chantagem aonde pouco variam os argumentos e os objectivos, nivelando por baixo direitos e salários para que o “grande capital” consiga nivelar os lucros cada vez mais por cima, chantagem essa divinizada pela apologia da flexibilização e desregulamentação do mercado de trabalho, cujo verdadeiro objectivo é assegurar as condições de sobrevivência de um modelo de desenvolvimento assente nos baixos salários e no trabalho precário e sem direitos.

Leia aqui a "tradução da revisão em baixa do Código de Trabalho"

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sexta-feira, março 07, 2008

Avaliação dos professores - evolução.

terça-feira, junho 19, 2007

Novas do novo aeroporto.

"Em apenas oito dias o ministro das Obras Públicas fez mais cedências políticas sobre o novo aeroporto de Lisboa do que em dois anos e meio de governação de José Sócrates: depois de ter afirmado que na Margem Sul “jamais” o aeroporto seria construído, Mário Lino revelou, fez ontem uma semana, que o Governo ia pedir ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) um estudo comparativo entre a Ota e Alcochete, na sequência da iniciativa da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), e ontem mostrou-se disponível para analisar também uma solução do tipo Portela + 1, uma alternativa que era já dada como inviável por vários especialistas (mais aqui)."
E no fim, o grande vencedor será… OTA!!!!

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