quinta-feira, setembro 30, 2004

O excelso glamour de não possuir telemóvel

Mr Phelps baixou o auscultador. Levantou-se e vestiu o sobretudo. Calçou as luvas. Defronte do espelho ajeitou uma última vez aquela madeixa rebelde e sacudiu do casaco um grão de pó que lhe estragava o conjunto. Depois pegou na Samsonite e atravessou o escritório onde, à sua passagem, os olhares se compenetravam mais intensamente nos monitores e os dedos cavalgavam mais velozes os teclados. Junto à saída, virou-se uma última vez para trás. A secretária adivinhou-lhe a intenção e correspondeu –solícita- ao seu olhar. “Miss Jenkins -disse Phelps- tome nota das minhas chamadas particulares. Em caso de urgência deixe mensagem no hotel”.

INVESTIMENTO SUSTENTÁVEL

Foi inaugurado, no passado dia 1 de Outubro, o campo de golfe do Porto Santo, com 9 buracos. O projecto, prevê que no futuro o número total de buracos seja 18, e o objectivo é 'quebrar a sazonalidade' através do turismo desportivo norte-europeu, de caminho tornando iminente a extinção da endémica Lotus loweanus.

Nas fotos, vê-se o aspecto da coisa em meados de Agosto.





O Porto Santo assistiu a um boom de construção a partir do momento em que o PSD passou a ganhar as eleições, sendo que actualmente a população quadriplica durante o Verão (de 5 para 20.000) com novas unidades hoteleiras em construção, algumas mesmo em cima das dunas. As dunas são de areia quaternária, não renovável. Trata-se da única praia de areia clara de Portugal insular e praticamente a única riqueza daquela ilha, que já começa a ressentir-se da ocupação invasiva, prestando-se assim muito bem o nome de Praia Dourada ao trocadilho com a história da galinha dos ovos de ouro.

O campo de golfe vem na mesma linha de coerência. Sendo o Porto Santo uma ilha árida, em que a rede de água é abastecida por uma central dessanilizadora que faz com que o custo do m3 seja muito elevado, parece no mínimo aberrante que a aposta estratégica para o turismo se faça com base em relvados de consumo intensivo de água, visto serem regados 2 a 3 vezes por dia. É certo que as águas residuais de algumas Etar's são alocadas para esse fim, mas isso só satisfaz cerca de 10% das necessidades. Na fase inicial chegou-se a importar água da Madeira para o efeito e nada leva a crer que essa opção não venha a ser tomada mais vezes.

Alberto João, confrontado com a questão, ufana contra os velhos do Restelo.

quarta-feira, setembro 29, 2004

Mulheres.

"Os homens, independentemente da idade ou das habilitações, têm comportamentos semelhantes em termos de práticas sexuais. Já esses factores nas mulheres implicam atitudes muito diversificadas, nomeadamente no início das relações sexuais, no uso do primeiro contraceptivo e no primeiro casamento. São as conclusões de um estudo apresentado ontem, na Gulben-kian, no II Congresso Português de Demografia, que termina hoje."

Por isso gostamos das mulheres. Então os inícios das relações sexuais são um delírio. Só falta por uma orquestra sinfónica tocando à volta do casal para criar um ambiente mais erótico.

Blair Não Pede Desculpa por Derrubar Saddam.

"Num discurso que, segundo o título do jornal "The Guardian" "poderá decidir o futuro de Blair", o primeiro-ministro britânico admitiu ontem que houve erros na informação sobre o arsenal de armas proibidas de Saddam Hussein, mas recusou-se a pedir desculpa pela decisão de envolver o país na guerra no Iraque. "As provas segundo as quais Saddam Hussein tinha concretamente armas químicas e biológicas e não apenas a capacidade de as desenvolver revelaram-se falsas", reconheceu Tony Blair perante os delegados do Partido Trabalhista reunidos no seu congresso anual em Brighton (Sul de Inglaterra). Mas, sublinhou, "o mundo é um lugar mais seguro com Saddam na prisão e não no poder". Tratou-se, segundo a Reuters, de uma "desculpa parcial" ou, pelo menos, o mais próximo a que Blair chegou de um "mea culpa". "

Público.

Está mal. Blair tem de pedir desculpas por ter derrubado aquele menino simpático e inocente que é o Saddam.

Novas da Justiça Santo Ofício.

"Um militar da GNR da Baixa-da-Banheira deteve anteontem, pela segunda vez, um cabo-verdiano indiciado por furtos e tráfico de droga. Tudo porque o servente de pedreiro não cumpriu a medida de coacção que o tribunal da Moita lhe aplicou no ano passado. E porque o militar, que o havia detido, o reconheceu no supermercado onde ambos faziam compras. Eram 14 horas e o militar da GNR, à civil, estava no supermercado Lidl a fazer compras. Foi por esta altura que reconheceu o cabo-verdiano.
Um ano antes tinha-o detido por suspeitas de vários furtos naquela localidade e por tráfico de droga. O cabo-verdiano foi então presente ao Tribunal da Moita que lhe aplicou a medida de coacção de apresentações periódicas à esquadra.No entanto, passados uns meses, o arguido deixou de o fazer. E o tribunal emitiu um mandado de condução àquela entidade. Um mandado sem data que acabou por ser cumprido anteontem durante a folga do militar.Quando o reconheceu, alertou a patrulha da GNR local. Mas o servente, residente no Vale da Amoreira, apercebeu-se e tentou escapar.Intenção impedida pelo posto da Baixa-da-Banheira que, conforme o mandado estipulava, o encaminhou a tribunal. Foi-lhe aplicada a medida de prisão preventiva."
Assim vai a nossa justiça. Exige-se que as forças da autoridade tenham memória de elefente para que a justiça funcione.

Saudade.

"Um indivíduo de 27 anos foi detido após ter desobedecido ao sinal de paragem de um agente da PSP e de o ter atropelado, em Verdemilho, Aveiro. "
Já estavamos com saudade...


Sondagens por encomenda.

"Três em cada quatro portugueses defendem a realização de um novo referendo sobre o aborto, sendo que quase 60 por cento são a favor da descriminação da interrupção voluntária da gravidez, de acordo com uma sondagem realizada pela Marktest para o “Diário de Notícias” e rádio TSF. "
Três em cada quatro? Treta. Se houver referendo não aparece ninguém.


Novas dores.

"A mãe de Joana, Leonor Cipriano, já terá sido assistida duas vezes no Hospital Distrital de Faro (HDF), desde que, no passado sábado, lhe foi decretada a prisão preventiva, segundo apurou o CM junto de fontes hospitalares.
A mulher, acusada de matar a própria filha e que aguarda julgamento no Estabelecimento Prisional de Odemira, apresentava queixas de dores de barriga. O director clínico do HDF e os Serviços Prisionais só confirmam, no entanto, uma ida ao hospital."
Entreguem-nos essa senhora e nós tratamos de conseguir novas dores nela.

Racismo.

"Os filhos de imigrantes dos PALOP gostam de Portugal e querem ter nacionalidade portuguesa, mas quando questionados acerca do seu sentimento de pertença consideram-se mais africanos do que portugueses, revela um estudo ontem apresentado em Lisboa. "
O mesmo já não podemos dizer deles que é racismo.


Astrae Nostrum

O Decreto-Lei nº 202/2004, de 18 de Agosto, definiu o "período de lua cheia" como sendo "entre as oito noites que antecedem a noite de lua cheia e a noite seguinte à de lua cheia".

Esta importante medida visou optimizar o enquadramento das fases do nosso satélite, revogando o obsoleto Decreto-Lei nº 227-B/2000, de 15 do Setembro, que definia aquele período como aquele "que decorre entre as cinco noites que antecedem a noite de lua cheia, a lua cheia e as três noites seguintes".

Férias

Sabe, Mr. Phelps, a Rosemary e as crianças andam muito nervosas ultimamente. Desde a morte daquele velho e bravo Rex não conseguem sossegar. Penso que um cruzeiro pelas ilhas do Sul as ajudaria muito a ultrapassar os pensamentos sombrios. E eu próprio também me sinto um pouco cansado… Um ano talvez seja suficiente.
Com certeza, meu caro Harry –disse Phelps compreensivamente- vais à vontade que eu tomo conta da companhia. Quando saires, diz à Miss Jenkins para te dar um cheque com o pagamento de dois anos; bem mereces o descanso.
De dois anos, Mr. Phelps? Mas é demais; não posso aceitar.
No entanto Phelps tinha posto aquele ar categórico de quem não aceita que o contrariem. O mesmo ar que punha quando Harry queria esquivar-se a ir às festas de caridade organizadas por Regina Phelps. A Rosemary detestava aquela mulher...
Não se fala mais nisso. E se depois precisares de mais alguma coisa manda-me uma mensagem por telégrafo que eu falo com o banco.
Os dois despediram-se com emoção. Harry agradeceu e, pegando no chapéu e nas luvas, foi ter com Miss Jenkins. Ao sair, ainda ouviu:
Toma cuidado com o clima, principalmente por causa da Rosemary que tem a pele tão delicada
Era a voz sorridente de Phelps, disfarçando mal a sua já antiga cobiça pelo alvo tornozelo de Rosemary.

Um dia destes morre o Cunhal



Um dia destes morre o Cunhal.
Apesar de ser uma pessoa digna do maior respeito, o que é certo certinho é que mais dia menos dia apaga-se. Seguir-se-ão as exéquias, os lutos, as carpideiras, as biografias de semanário e as peças televisivas.

O Partido, inicialmente unido na dor, rapidamente destrambelhará com convulsões intestinais. Porque o que é certo certinho é que está obstipado num impasse, marionetado que está o CC pela mão, trémula mas firme, do velho líder carismático.

Para o Procurador-Geral será o fim, e ele sabe-o. Desamparado, sem a bengala do velho, as massas finalmente cobrar-lhe-ão os sucessivos desastres eleitorais (e de caminho, o seu determinante contributo para colocar a extrema-direita no poder). A ele e aos demais do CC, conservadoramente oclusivos, senilmente imobilistas que são.

Quando a ‘poeira’ assentar, os chamados renovadores serão os únicos com suficiente capital de lucidez política, idoneidade e honestidade intelectual para herdarem o testemunho.

Até há quem, mais desconfiado, julgue que os renovadores foram excomungados precisamente para os medalhar, habilitando-os assim a legítimos herdeiros.

segunda-feira, setembro 27, 2004

Gente vigorosa.

"Começa hoje no tribunal de Setúbal o julgamento de oito imigrantes do Leste europeu e de um indivíduo de nacionalidade portuguesa, acusados da prática de crimes de extorsão, roubo à mão armada, furto qualificado e agressão. "
Gente forte. Depois de tanto desforço gasto na construção civil ainda sobra energia para formar um gang? É desta gente que o país precisa. Fortes e vigorosos.

Nojo.

"Várias horas de interrogatório culminaram na confissão do crime. Primeiro João Cipriano assumiu a participação na ocultação do cadáver da sobrinha, depois a mãe de Joana admitiu a autoria do homicídio, praticado contra a menor, na noite do 12 deste mês, na casa onde residiam na Figueira. A mulher justificou no entanto que se tratou de um acidente, dizendo que dera uma bofetada na criança e esta batera com a cabeça numa parede, ficando inconsciente. Leonor Cipriano referiu ter ficado desnorteada e em pânico perante a perspectiva de ter matado a filha, pelo que decidiu enrolar o corpo da menina num pano e metê-lo num saco de plástico. Pediu então a ajuda do irmão para se desfazer do corpo da própria filha, o que, segundo ela, veio a acontecer num sítio nas imediações da casa. Tal como o tio, a mãe de Joana também se terá desculpado com o escuro, bem como com o estado de pânico em que se encontraria, para não saber onde colocou o corpo da filha. Essa é, aliás, a razão dada pelos dois para o facto de as pistas fornecidas até agora à PJ sobre o local onde colocaram o corpo se revelarem completamente falsas."
Esta história continua mal contada. O desnorte da mãe leva a meter a filha inconsciente num saco de plástico?

Artista.

"O jovem condutor, que no domingo provocou um acidente em Palmela, onde morreram três pessoas vai ficar em prisão preventiva, onde vai aguardar julgamento por três crimes de homicídio voluntário, decidiu esta segunda-feira o Tribunal de Setúbal.
O acidente ocorreu no domingo durante uma corrida ilegal na via paralela à A2, conhecida por "estrada do picanço", e resultou em três mortes e quatro feridos, um dos quais em estado grave. Neutel Mendes, de 22 anos e sem carta de condução já tinha sido condenado a uma pena suspensa de dois anos por condução sem habilitação própria. No passado domingo o jovem embateu em nove automóveis e uma mota quando se despistou por razões ainda desconhecidas. De acordo com familiares e amigos, que estavam no local aquando do acidente, Neutel terá se desviado dos espectadores que se encontravam na estrada, não evitando o trágico embate.Caso seja condenado, Neutel pode incorrer numa pena de oito anos. "
Gostamos da opinião dos familiares que assistiam às habilidades do jovem sem carta. Demora muito até a polícia ser metida ao barulho e ficar com a culpa?

O Ex-Ministro

Ontem, no programa "Diga lá, Excelência" transmitino na RTP-2 vimos um atrapalhado ex-ministro esplicar-se a duas jovens jornalistas que, recuperabndo a velha tese que se consubstancia na frase"a culpa é do Guterres" dizer que a propósito das não colocações de professores, o problema estava na informática.

Tentou ele explicar, que quando foi para a 5 de Outubro o sistema informático estava desadequado, que a média etária dos funcionários ronda os 55 anos (que idade terá ele?), que os programas eram o Access da Mocrosoft, e que portanto, e apesar dos constrangimentos financeiros, conseguiu que a Drª Manuela Ferreira Leite abrisse os cordões à bolsa para dar ao Ministério da Educação uma dotação extraordinária para a instalação de um novo programa informático adequado para o efeito.

No entanto, o concurso foi entregue à COMPTA, empresa de que ele nem sabia que tinha ganho o concurso, porque parece ser homem de boa fé e confia nos seus subordinados.

Explicou e leu a carta de demissão da Drª Joana Orvalho, carta particular, mas que ontem passou a ser pública em que ela reconhece ter tido todas as culpas, mas que ele, ministro magnânimo preferiu manter no lugar para resolver os problemas detectados, em vez de a demitir, ou mesmo de ele se demitir.

De resto ele não é responsável por nada.

A um ministro, apenas compete apontar políticas e linhas de rumo.

Porque o processao estava em marcha, e não havia que arripiar caminho.

Depois de meados de Julho, de nada sabe.

Confusos?

O Dr. Justino explica.

sábado, setembro 25, 2004

Assim mesmo.

"O presidente do FC Porto, Pinto da Costa, revelou esta sexta-feira que já transmitiu a Victor Fernandez que está em interessado em renovar o seu contrato por mais um ano."
Grande Pinto da Costa.


Explicações.

"A Espanha pediu explicações aos Estados Unidos sobre as declarações do presidente George W. Bush, que afirmou que a retirada espanhola do Iraque reforçava as organizações terroristas no país, disse hoje o chefe da diplomacia espanhola."
O melhor é fazer um desenho. Fizeram um favor aos terroristas cedendo às suas exigências e agora fazem-se de desentendidos.

sexta-feira, setembro 24, 2004

Rigor mortis

Nova lei do arrendamento aprovada hoje

O Conselho de Ministros vai aprovar hoje a nova lei do arrendamento, que não era alvo de qualquer modificação há 38 anos. A reforma será apresentada ao final da tarde pelo primeiro-ministro, Santana Lopes, e pelo ministro das Cidades José Luís Arnaut. (...) O ministro das Cidades explica os motivos que o levaram a fazer esta reforma: (...) com estas alterações o Governo pretende reabilitar os centros urbanos das cidades e vilas, que estão cada vez mais vazios e sem vida.

No DN de 24/9

(...) No estertor do anterior Governo, a ex-ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite, fez(...)uma actualização monetária da generalidade dos valores matriciais dos prédios. O cálculo deste valor é encontrado através de uma nova fórmula, que multiplica vários factores distintivos de cada prédio - localização, utilização, idade, vista (!) e qualidade - por um valor base por metro quadrado, comum a todos, e fixado em 600 euros. O factor de localização é o que diferencia drasticamente o valor a pagar por cada apartamento.
Chega-se então à surpresa,que todas as zonas da capital foram consideradas de «elevado valor de mercado imobiliário». E assim quem viva no Casal Ventoso vai pagar mais IMI do quem tem casa no centro de Albufeira. Em Santa Apolónia, o IMI também é superior ao da Quinta da Balaia. E entre a Rotunda do Marquês do Pombal e a Rotunda da Boavista, a segunda tem um IMI que é metade da primeira.

N'O Expresso de 13/9

quinta-feira, setembro 23, 2004

Cat Stevens.

"O cantor britânico que ganhou fama com o nome de Cat Stevens e se reduziu a um religioso anonimato após se converter ao islamismo, em 1977,e se chamar Yusuf Islam, foi proibido, ontem, de entrar nos EUA. As autoridades de Segurança dos Transportes norte-americanas desviaram para estado de Maine o avião 919 da United Airlines, que o transportava de Londres para o aeroporto de Dulles (estado da Virgínia), a 35 quilómetros de Washington, pela razão de o seu nome "figurar numa lista de alegados terroristas ou de pessoas potencialmente ligadas ao terrorismo"

A Polícia diz que negaram a entrada a Yusuf Islam, por "razões de segurança", depois de o terem interrogado no Maine. E admitiram que o colocariam no primeiro avião disponível para o retirar dos EUA. Cat Stevens nasceu em Londres, em 21 de Julho de 1948. Filho de pai grego e de mãe sueca, foi dos cantores mais famosos nas décadas de 1960 e 1970, com temas como "Morning has broken", "Wild world" e "Lisa, Lisa".Após a sua conversão ao islamismo, deixou o mundo artístico e fundou uma escola de ensino do Islão, em Londres, onde vive há mais de dez anos. No ano passado, gravou uma nova versão do seu êxito "Peace train", para contestar a guerra no Iraque.Ontem, mal o seu nome foi transmitido pela American Airlines à Polícia norte-americana, o comandante do avião recebeu ordens para aterrar no aeroporto mais próximo.
"

Já não canta e muito menos encanta.

Culpa.

"A empresa responsável pelo programa informático necessário ao processo de colocação de professores - a Compta - rejeitou, ontem, qualquer responsabilidade nos atrasos sucessivos na elaboração das respectivas listas"

Ok.

Bons empregos.

"A discussão do novo Código da Estrada, ocorrida ontem na Assembleia da República, mostrou que o Governo vai poder legislar, sem sobressaltos, sobre a matéria. Mas pôs igualmente em evidência o desprezo geral dos políticos pelo tema da sinistralidade rodoviária. Prova disso é que, embora teoricamente se tratasse do assunto do dia, assim que terminou o período mais picante destinado ao debate da actualidade, e o ministro da Administração Interna subiu à tribuna, assistiu-se a uma autêntica debandada dos deputados.

De tal forma que, a dada altura, quando Nelson Baltazar, do PS, pronunciava palavras graves sobre o trágico acidente ocorrido recentemente em Montargil, o PÚBLICO contabilizou apenas 33 pessoas nas bancadas parlamentares (de um total de 230), boa parte das quais ocupadas em conversas laterais, e indiferentes à descrição fúnebre do deputado do principal partido da Oposição.
"

Público.

33 deputados de 230 para discutir um dos assuntos que mais aflige o país? Quem quer bons empregos arranja-os.

Maminha valiosa.



"A Federal Communications Commission (FCC), autoridade reguladora da televisão e rádio nos EUA, multou a estação de televisão CBS em 446 mil euros devido ao incidente com a cantora Janet Jackson durante a final do Superbowl, em Fevereiro. Janet Jackson exibiu um seio durante uma actuação com Justin Timberlake no intervalo da final do futebol americano. A FCC aplicou a multa máxima por «indecência» - 22,3 mil euros – a 20 estações de televisão detidas pela CBS. Este montante constitui a maior multa alguma vez aplicada nos EUA a um operador televisivo."

Puxa. Que maminha tão valiosa. Deve ser pelo ornamento que a envolve. Pessoalmente não gostamos do material. Preferimos umas mais rijinhas, a esguichar por todos os lados como estas:


Campanha descarada.

"O controverso documentário do realizador norte-americano Michael Moore, «Fahrenheit 9/11», está a ser bastante bem recebido pelas tropas dos EUA no Iraque, noticia o jornal The Christian Science Monitor. Segundo um marine mobilizado em Ramadi, o filme «está a ser visto por toda gente», e está a conseguir «moldar a forma como os soldados vêm George W. Bush».
O sentimento reinante entre os soldados norte-americanos é o de revolta por estarem presentes naquela guerra, afirma um militar dos EUA na cidade de Najaf, revelando que «nove em cada dez soldados vão votar contra Bush, independentemente de quem seja o outro candidato».
«Hoje em dia os marines querem saber coisas. Querem estar informados porque vão votar em breve», considera um outro soldado norte-americano, afirmando que «Fahrenheit 9/11 veio-nos abrir os olhos para coisas que ainda não tínhamos visto».
"

Mais uma tiragem para a campanha anti-Bush. Não tarda nada estão a pedir desculpas pela falsa notícia. Ninguém gosta daquele filme. Além de ser uma enorme seca, é tão tendencioso que remete a propaganda nazi para um canto.

Aliados ao vivo e a cores.

"O primeiro-ministro espanhol, José Luís Zapatero, propôs, terça-feira, perante a Assembleia-geral das Nações Unidas, a criação de uma "aliança de civilizações" entre o Ocidente e o Islão. Uma forma de evitar o radicalismo político e o fanatismo religioso que estão por detrás de grande parte do terrorismo internacional.

"Enquanto representante de um país criado e enriquecido por diversas culturas, desejo propor perante esta assembleia uma aliança de civilizações entre o Mundo ocidental e o Mundo árabe-muçulmano", afirmou o chefe do governo espanhol, José Luís Zapatero, eleito em Março deste ano.

"Devemos evitar que o ódio e a incompreensão se coloque entre nós. Nestes últimos 30 anos, os espanhóis e as espanholas aprenderam muito sobre o terrorismo. Aprendemos o seu horror, aprendemos a conhecê-lo, a resistir-lhe, a receber os seus golpes com coragem e dignidade e a combatê-lo", sublinhou o chefe de Governo.
"

Ora aí está uma boa ideia. Vamos ser todos aliados. Agora só falta definir o estatuto das outras civilizações. Tendo em conta que o Islão está em guerra com todas, vamos respeitar a vontade do nosso aliado e declarar-lhes guerra? Em caso afirmativo, pedimos dispensa dos carros armadilhados e dos suicidas. Solicitamos também que, ao menos as mulheres possam usar decotes e mini-saia na nossa casa. Ou será pedir muito?

Engraçada essa frase “os espanhóis e as espanholas aprenderam muito sobre o terrorismo. Aprendemos o seu horror, aprendemos a conhecê-lo, a resistir-lhe, a receber os seus golpes com coragem e dignidade e a combatê-lo”. A única resistência que lhes vimos foi fugir com o rabo entre as pernas. Quando as exigências se reportarem à própria Espanha, esperamos que os espanholitos não fujam cá para o Burgo. Eventualmente poderemos aceitar algumas espanholas. As melhores claro.

Delícias de "A Bola".


Aposta.

"O FC Porto somou esta quarta-feira o terceiro empate em outros tantos jogos na edição 2004/2005 da SuperLiga. Perante a União de Leiria, os actuais campeões nacionais e europeus voltaram a demonstrar muitas dificuldades no desenvolvimento do seu jogo, fazendo uma exibição má demais para ser verdade. O resultado final foi 1-1."

Apostamos que vamos assistir a um ataque cerrado ao Benfica para desviar as atenções dessa miséria.

quarta-feira, setembro 22, 2004

Lapso.

"«Por lapso», a Casa Pia de Lisboa não incluiu o nome do deputado socialista Paulo Pedroso na lista de arguidos a quem serão pedidas indemnizações pelos danos causados ao bom nome da instituição, diz a provedora, Catalina Pestana.

Em comunicado, a responsável garante que tal facto «não obsta a que a situação seja reparada, o que, em breve, irá acontecer».

A provedora reage, assim, à notícia avançada hoje pelo jornal «Diário de Notícias» que dava conta de que o deputado era o único arguido no processo que não constava do pedido de indemnização cível entregue no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa a 14 de Janeiro. Em causa terá estado o «elevado número de vítimas, em primeiro lugar, e de arguidos, depois». Como tal, «considerou-se ser necessário distribuir os diversos pedidos de indemnização pelos advogados que integravam a equipa», acrescenta.

Na nota enviada às redacções, Catalina Pestana explica ainda que «o pedido de indemnização civil deduzido pela Casa Pia de Lisboa, apesar de subscrito por todos os mandatários, foi elaborado pelo dr. João Medeiros, que, por lapso, não contemplou o nome daquele arguido». O advogado João Medeiros substituiu Proença de Carvalho na coordenação da equipa.
"

Expresso.

Há pessoas com sorte e Pedroso é um deles.O que vale é que a situação vai ser reparada. Não sabemos é como.

Quiz?


Oposição.

"Os deputados socialistas da Assembleia Municipal de Lisboa (AML) questionaram a Câmara sobre quanto foi gasto pelo anterior presidente do município, Pedro Santana Lopes, na instalação de um ginásio na residência oficial de Monsanto. Questionado pela Agência Lusa, o actual presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, garantiu que os equipamentos pertencem ao primeiro-ministro, Santana Lopes, e que não foram pagos com dinheiro da autarquia.

Os socialistas pedem à Câmara Municipal que informe "qual foi o montante dispendido com a instalação do ginásio" e que indique "quais os equipamentos adquiridos e qual o seu custo". Sustentando que "é também do domínio público que esses equipamentos foram mudados para outro local", o PS quer que a autarquia indique qual é a nova localização destes equipamentos. Carmona Rodrigues, que falava hoje à margem da reunião da AML, afirmou que os equipamentos desportivos pertencem ao primeiro- ministro, adiantando que Santana Lopes os levou, quando saiu da presidência da autarquia lisboeta. "Não envolveu dinheiro da Câmara de Lisboa", assegurou ainda Carmona Rodrigues. "

Assim continua a nossa oposição.

A bem da democracia.

"Por que se fecham cada vez mais os lisboetas em condomínios privados, apesar de o grau de perigosidade da cidade não parecer justificá-lo? A questão foi levantada no seminário "Cidade, Cidadão, Cidadania", que ontem terminou no Instituto de Ciências Sociais, em Lisboa, pelo investigador da Universidade de Coimbra Filipe Carreira da Silva.

Autor de um projecto de investigação sobre as implicações do espaço urbano no comportamento político dos portugueses, Filipe Carreira da Silva não tem dúvidas: os condomínios fechados são "nocivos" e "um perigo para o exercício da cidadania", ao "materializar uma ideologia de purificação do lar e do espaço público". Para manter do lado de fora "mendigos, emigrantes" e todos os outros "estranhos", garantindo "a segurança de si e dos seus", os habitantes destas residências cercadas de muros, e com direito a vigilante, pagam o que for preciso.
"


O grau de perigosidade não justifica? Mais outro a tentar obrigar o cidadão a aceitar de bom grado ser assaltado nas ruas.Tristeza.

terça-feira, setembro 21, 2004

Sinais evidentes que a relação acabou.


Informação sec XXI.

"A televisão norte-americana CBS admitiu ontem, em comunicado, ter errado quando há duas semanas o programa "60 Minutos", dirigido pelo jornalista Dan Rather, divulgou cópias de supostos memorandos nos quais o tenente-coronel Jerry Killian relatava diferentes aspectos do serviço militar de George W. Bush em 1972.

A CBS reconhece, pelas palavras do seu presidente, Andrew Heyward, que não confirmou a autenticidade dos documentos apresentados, acrescentando que essa confirmação "é a única norma jornalística aceitável e que não foi seguida no caso".
"
Quem actualmente acredita cegamente nos "media"? É a nova informação sec XXI.

Onde pára David Justino?

Sem querer colocar em causa a responsabilidade política deste Governo, que aliás se apresentou como legítimo continuador e fiel depositário da herança do anterior Governo presidido por Durão Barroso, é óbvio que os problemas com a colocação dos profesasores começaram antes da tomada de posse do Governo de Santana Lopes.

Portanto a actual Ministra da Educação não tem responsabilidade objectiva sobre esta situação, embora não deva descartar as responsabilidaes politicas, que aliás, e com grande dignidade, já deixou antever que as poderá vir a assumir.

Mas perante esta situação de evidente embaraço político para o Governo, e perante ao desatroso processo de colocação de professores, o que representa uma inevitável perturbação no arranque do ano lectivo com todas as consequências que isso acarreta para o corpo docente das escolas, para a preparação dos planos curriculares, e de projectos educativos de escola, deixo a seguinte pergunta:

Onde pára David Justino?

Justiça.

"O Governo vai incluir já no Orçamento de Estado para 2005 a possibilidade de dedução em IRS do valor dos passes sociais utilizados nos transportes rodoviários e ferroviários de passageiros, uma medida que no próximo ano irá abranger os "escalões mais baixos" dos contribuintes, afirmou ontem aos jornalistas o secretário de Estado dos Transportes, à margem de um encontro do comité técnico do sector."

Lá vão os profissionais liberais declarar ainda menos.

Nickles.

"Quando é possível que um profissional liberal com duas casas e dois carros topo de gama declare rendimentos de 600 euros por mês, anos a fio, sem ser minimamente questionado pelo fisco, isso significa que o sistema não tem nenhuma moralidade. Como é a mesma declaração de IRS fraudulenta que é usada para avaliar a situação financeira das famílias, o que pode acontecer é que o profissional liberal em questão ainda receba um subsídio do Estado para ajudar a pagar a mensalidade da escola privada onde andam os seus filhos. Esta é uma das razões por que todas as medidas "moralizadoras" de modulação das taxas moderadoras, conforme o nível económico das famílias, se encontram feridas de uma profunda imoralidade. "

Ás vezes pensamos que o governo está a "trabalhar" para esse pessoal e nós "nickles". Porque será?

O povo é sereno.

"Os rendimentos médios anuais declarados pelos profissionais liberais são em geral surpreendentes e constituem uma leitura pedagógica. Os médicos dentistas declaram um rendimento anual de 17.867 euros; os advogados, 10.864; os veterinários, 10.255; arquitectos, 9277; técnicos oficiais de contas, 8382; engenheiros, 8581; etc. Trata-se de rendimentos anuais brutos, sublinhe-se.

Os números fornecem uma surpresa suplementar: os rendimentos médios declarados (e, consequentemente, a contribuição média para o IRS) dos profissionais liberais desceram mesmo em relação ao ano anterior, 2002, sendo os advogados, os médicos e os arquitectos aqueles que registaram as maiores descidas.
"

Público.

Estamos contentes. Ganhamos mais que esse pessoal todo. Só "não percebemos" porque andamos a contar os "euros" enquanto esse pessoal tem vários carros e casas. "O povo é sereno".

Portugal Profundo.

"Um pastor de 49 anos, da aldeia de Gache, Vila Real, diz ter comprado uma mulher de 22 anos por quinze cabritos e cabras e ainda 2500 euros. Sexta-feira apresentou-se na casa da ‘prometida’ de caçadeira em punho dizendo-lhe: “Eu comprei-te. Tu és minha, ou vens comigo ou quero o meu dinheiro e as cabras”. Acabou detido."

CM.

Quinze cabritos e cabras???? Deve ser muito valiosa a tal mulher.


"Novas" do Texas.

"Um agente do Grupo de Operações Especiais (GOE) da PSP ficou sem a arma de 9 milímetros quando passava de carro junto ao Bairro 6 de Maio, Damaia, Amadora.

O operacional foi obrigado a parar a viatura junto a um sinal Stop e um indivíduo aproveitou para abrir uma das portas traseiras do veículo, de onde retirou uma pasta, onde o agente guardava, entre outros artigos pessoais, a arma de serviço, que foi mais tarde recuperada no interior do bairro.

No cruzamento da Estrada Militar da Damaia com a Rua Francisco Simões Carneiro, junto ao Bairro 6 de Maio, existe um sinal Stop onde os carros param. O mesmo aconteceu com a viatura do operacional do GOE”, referiu ao CM uma fonte ligada ao processo.

Foi então que, numa fracção de segundos, o crime se desencadeou. “Um indivíduo, mais tarde descrito pela vítima como aparentando 20 anos, negro, e bastante forte, abriu a porta traseira do carro, do lado direito, e tirou a pasta de lona do dono do carro”, salientou o mesmo informador.
"

CM.
No "Texas" nada de novo.

segunda-feira, setembro 20, 2004

Sinais evidentes de que a relação acabou.


Julgamento do Pinóquinio.

Após o 6947935684 dia de audiências, não há novidades sobre este fabuloso julgamento do Pinóquinio. Lembramos, aos mais esquecidos e isto apesar de todos os dias repetirmos a mesma coisa, Pinóquinio é acusado de 120 crimes de "mentir". Até ao momento, tem sempre negado ter mentido uma única vez a alguém. Nem mesmo o facto de o seu nariz crescer a uma velocidade vertiginosa, o tem feito mudar de atitude. Durante as audiências, aproveitou para vender vários exemplares das suas últimas obras literárias, cuja receitas vão reverter para a Santa Casa da Misericórdia, " Nunca houve barco algum, muito menos uma torre, só um cãozinho, que foi doado pelo Papa", "Odeio fotografias" e " Pesadelos com dinheiros, dores profundas".

Segundo informações recebidas dos estaleiros da Lisnave, a madeira que tem sido aparada do seu nariz, que caso contrário, não caberia dentro da sala de audiências, permitiu a construção de 2 Paquetes de luxo. Em decisão de última hora, a juíza Carlota Braille decidiu rejeitar todas as provas apresentadas contra Pinóquinio, que de tão altamente incriminadoras até faziam o diabo chorar de inveja, alegando a falta de relevos, que impediam uma leitura perfeita pelos seus dedos frágeis. Confrontados com a douta decisão, todos os advogados da acusação resolveram-se retirar da profissão, tornando-se escritores de ficção científica, talvez influenciados pela experiência vivida nesse julgamento, histórias essas aonde invariavelmente os maus da fita ganhavam no fim.

O advogado da defesa, Diablo Tenoris di Operas, aproveitou para escrever um tratado sobre justiça “Quem não rouba deve ser preso”. Quanto a Pinóquinio, retirou-se para a casa de repouso "Prisões douradas", contente por não ter sido obrigado a falar e como consequência, ver ser-lhe retirada mais madeira do seu nariz crescente.
Mais notícias, amanhã (nem que seja sobre um espirro do Pinóquinio, da juíza, outro qualquer que tenha aparecido no tribunal, do cão, dos passarinhos,... Enfim, de algo que seja notícia interessante para os nossos leitores.

Se possível será feito novamente um resumo de todos os acontecimentos (até decorarem tudo de uma vez)."

Ok com condicionantes.


"Os clientes da discoteca «Allen Roc», na cidade espanhola de Cornella, no Noroeste do país, bebem um copo ao balcão.

A foto, captada no passado domingo, 19 de Setembro, nada teria de extraordinário, não se desse o caso de os clientes estarem totalmente despidos.

A primeira «noite naturista» terá repetição, um domingo por mês. Para começar. O cliente é que vai dizer se a moda veio para ficar.
"

Portugal Diário.

Se for só para mulheres, concordamos com a sua implementação por terras lusas.

Espectáculo.

"O ex-presidente iraquiano Saddam Hussein dedica-se a cultivar plantas no exterior da cela onde está detido, depois de tomar o pequeno-almoço servido pelo exército norte- americano e de ler o Alcorão, segundo o jornal New York Times.

Na cela, situada perto de um dos seus antigos palácios, nas imediações de Bagdad, Saddam dispõe de ar condicionado, uma cama, um pequeno escritório com uma cadeira de plástico, água engarrafada, gelo e um tapete para as suas orações, descreve o jornal.
"


Sistemas.

Pulseiras.

"Até ao fim de 2007, três mil reclusos de todo o país poderão passar para o regime de vigilância electrónica. A medida que deverá ser aprovada em breve pelo conselho de ministros, permitirá aliviar as prisões e poupar algum dinheiro ao Estado.
Pelas contas do Executivo, o Estado gasta por dia 40 euros com cada recluso, enquanto que o custo diário de um arguido com pulseira electrónica é de cerca de metade. Com a implementação da medida, prevê-se que o custo final, em 2007, seja de 15 euros por cada detido em regime de vigilância electrónica. Ou seja, o Estado prevê poupar 25 euros por dia por cada preso, através de um sistema que custará no total cerca de 11,5 milhões de euros. "

Desde que Santana Lopes iniciou a moda das pulseiras, todos querem uma. Estas, além de mais baratas, parecem ter melhor utilidade.

Essa não!!!!

"Doze militares franceses foram detidos pelo roubo, na sexta-feira, de 65 milhões de francos (100 mil euros) numa sucursal do Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO) em Man, a oeste de Abidjan, anunciou esta segunda-feira na capital da Costa do Marfim o porta-voz da «Unicornio», a operação militar francesa no país.

Os militares destacados para aquela cidade, situada a 570 quilómetros a oeste de Abijab, estavam «encarregues de guardar esta sucursal», situada na zona da antiga rebelião que controla o norte do país, indicou o coronel Henry Aussavy. "


Essa agora. Os militares só exageraram um nadita a sua missão ao certificarem-se que o dinheiro ficava melhor guardado nas mãos deles.

Resistência.

"Um religioso sunita, xeque Hazem Al-Zaidi, membro do Comité de ulemas muçulmanos, foi raptado e assassinado no bairro xiita de Sadr City, na cidade de Bagdad, anunciou hoje um porta-voz da organização sunita.

"O xeque Zaidi foi raptado domingo à noite, com dois de seus camaradas, em Sadr City. Estes dois foram libertados, mas o corpo do xeque foi encontrado hoje de manhã, em frente da mesquita sunita Al- Sajjad de Sadr City", afirmou o porta-voz do Comité de ulemas, Muthanna Harith Al-dari
"

Mais uma brilhante e heróica manobra da brava resistência iraquiana. Falta dizer que o religioso era da CIA.

Oh mister Mourinho!!!

"Com o empate do Arsenal na véspera como aliciante extra para o derby com o Tottenham, o Chelsea de José Mourinho foi ainda assim incapaz de evitar o segundo nulo consecutivo na Premier League. Apesar do claro domínio e das várias oportunidades de golo, a equipa do treinador português, que voltou a contar com Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho e Tiago no onze titular, não conseguiu quebrar a barreira defensiva dos Spurs."

O Mourinho anda a gozar com os bifes. Até se dá ao luxo de dar-lhes um avanço!!!! Grande homem!!!!

Camacho.

"José António Camacho apresentou ontem a demissão do cargo de técnico principal do Real Madrid. Segundo os meios de comunicação social espanhóis, o treinador alegou não conseguir controlar o balneário merengue e quer abandonar imediatamente o clube."

Ainda durou menos tempo que o Queiroz. É duro ser treinador das estrelas.

Imigração.

"O sindicato dos trabalhadores da construção do norte estima que cinco mil imigrantes, principalmente do Leste europeu, foram dispensados pelos seus empregadores do sector da construção e de pedreiras do norte de Portugal e que se encontram em sérias dificuldades de sobrevivência.Albano Ribeiro, presidente do sindicato, denuncia que os trabalhadores são "atirados fora como um guardanapo" depois de terminadas as obras, sem que lhes sejam pagas as devidas indemnizações.

Como exemplo, o sindicalista avançou o caso de uma empresa sedeada na Lixa, que terá contratado dezenas de trabalhadores ucranianos, romenos e moldavos para trabalhar em Portugal, mas que depois os terá transferido para uma obra em Valência, Espanha."Trabalhavam 14 horas por dia, mais cinco horas ao domingo, e recebiam um salário de 738 euros, quando por lei essa carga horária devia corresponder um ordenado de 2259 euros", salientou Albano Ribeiro.Adicionalmente, frisou, aos 738 euros que recebiam eram descontados mensalmente 150 euros para alojamento, 100 euros para alimentação, 100 euros para transportes e 150 euros para a Segurança Social.Não tinham direito a subsídio de férias nem de Natal.


"São centenas de pseudo-empresas que estão a abandonar milhares de trabalhadores e a provocar problemas muito complicados aos imigrantes, que chegam a vir ao sindicato pedir dinheiro para comer", frisou. Alguns destes trabalhadores, disse, possuem contrato de trabalho, mas muitos estão em situação ilegal em Portugal, sendo "muito difícil" defender o seu caso em tribunal."



É para isto que o BE defende a imigração descontrolada. Para serem explorados e morrerem à fome. Venham mais que há falta de mão-de-obra (para ser explorada).

sábado, setembro 18, 2004

Terna é a noite


Justiça funcional.

A investigação do “Caso Casa Pia”, com os últimos desenvolvimentos envolvendo figuras do mundo político, vem colocar de novo em crise as relações entre a justiça e a política., de tal forma que dramaticamente se afirmou que, provando-se as acusações, é a credibilidade dos políticos que fica irremediavelmente posta em causa, e, no caso contrário, é a justiça que fica ferida de forma irrecuperável. Este dramático dilema é rigorosamente falso. Porque há uma terceira saída, fora da alternativa dilemática: a do funcionamento adequado e célere do sistema judiciário, a da realização da justiça.

Quando da instauração do processo, unanimemente se reclamou gritou que ele teria de ir até ao fim “doesse a quem doesse”. Era o tempo do discurso da vítima. Mas, quando começou a doer, sucedeu-lhe o discurso das garantias. Nem com o primeiro, nem com o segundo dos discursos se satisfaz uma justiça democrática. Nem política securitária, nem garantias de impunidade. Uma justiça igualitária, a tal dos olhos vendados, é a única compatível com um estado de Direito democrático. Os alicerces da democracia podem tremer, sim, quando por medo ou cobardia perante o estatuto dos suspeitos, a justiça recua e contemporiza. Levar “até às últimas consequências” (como todos gostam de reclamar quando não vislumbram perigos no horizonte!) a investigação, a descoberta da verdade, a realização da justiça é a única saída que se conforma com o Estado de Direito, o único que elimina o dilema, falso dilema, repete-se acima referida.

Polémicos têm sido alguns aspectos de investigação, nomeadamente o uso da prisão preventiva e das escutas telefónicas. É bom que esses temas venham à ribalta, ainda que seja porque só agora os “ilustres” os sentiram na pele. Alguém tem d+duvidas de que a autonomia do Ministério Público é essencial á realização da justiça, sobretudo nos casos em que as pressões são mais intensas?

P.S. Texto resultante de leituras da Revista do MP.

sexta-feira, setembro 17, 2004

"ISTO NUM SE FAZ, PÁ!"


"Então anda um homem a esforçar-se, a desperdiçar quase dois anos da sua vida e do seu talento para receber uma miséria destas? Que vida é que o espera? É este o pagamento por tanta dedicação? Vale a pena um gajo andar a esfalfar-se deste modo? Hã? Pooooorra!"


Blogue dos Marretas.

É hora!

"O "Tal e Qual" (link não disponível) de hoje, 17 de Setembro, nas páginas 4 e 5, pelos dedos de André Barbosa, dá uma notoriedade a este blogue e ao seu autor, que os leitores habituais deste sítio sabem que eu dispensava. Agora é tarde para a discrição. A táctica do inimigo único adoptada exige uma "cabeça" para pôr na bandeja do "sistema". Parece que querem a minha... Seja. Portugal e a democracia valem bem o meu sacrifício.Os meus leitores foram previamente informados da motivação da divulgação destes documentos do caso da Casa Pia que já tem julgamento marcado. Arrisco até dizer que quem me lê não precisava da invocação. No entanto, o jornalista que ontem atendi, por gentileza, e a quem disse que não prestava declarações sobre o assunto, refere o impedimento da consulta do processo que, alegadamente o juiz Ricardo Cardoso, de turno no Tribunal da Boa Hora, teria decidido.

Diz que "a justificação para esta medida prende-se com o receio de que a identidade das vítimas possa vir a ser revelada". Ora, os leitores sabem - e o jornalista também porque citou até o texto que publiquei - que eu protegi a identificação das vítimas. Logo na introdução dos textos, escrevi: "(O) nome, e demais elementos identificativos, dos meninos e jovens abusados, bem como do agente da Judiciária que regista o Auto, são preservados " (isto é, foi-lhes atribuído uma letra como pseudónimo). E sabia ainda que nunca publiquei o nome, nem elementos que permitissem identificar as vítimas. Não faz qualquer sentido, portanto, a preocupação do jornalista com a revelação por mim nome das vítimas. Além disso, o nome de algumas vítimas foi há muito escarrapachado no sítio "Repórter X", onde foram novamente brutalizadas. As regras do jornalismo não consentem que o jornalista omita essa informação, nem aturam o enviesamento claro do texto.

O enviesamento jornalístico e opinativo no tratamento dos escândalos é aferido por uma dicotomia simples que revela a preferência: dá-se evidência à informação ou dá-se evidência à fuga ao segredo de justiça? Neste caso da Casa Pia, a generalidade dos meios de comunicação tradicionais - com as honrosas excepções do "Correio da Manhã", do "Crime", do "Portugal Diário" e da "TVI" (além do "Expresso", na primeira fase e agora da "Grande Reportagem") tem preferido atacar a suposta violação do segredo de justiça do que atacar a rede pedófila de controlo do Estado.Não há pedófilos bons - repito sistematicamente. Um pedófilo é um pedófilo. Não escolho partidos nem organizações. Não poupo cumplicidades ou lavagens, nem omissões, nem colaborações. O problema - gravíssimo - não está limitado a um só partido ou organização. Entendo que a rede pedófila de controlo do Estado tem de ser desarticulada, nos seus vários sectores.

Desde o início que tenho exigido o afastamento do Estado (no sentido de "poder político")de Pedroso, Ferro, Gama, Vieira da Silva, Simões de Almeida - mas também de Luís Filipe Pereira (25-9-2003; 10-10-2203; 2-1-2004; 6-2-2004) e de Paulo Portas (10-10-2003; 7-12-2003; 21-12-2003; 2-1-2004) . Copiei - indicando a fonte... - a notícia de "Le Point" para o meu blogue em 13-10-2003. Também tenho censurado o comportamento "sistemático" de dirigentes do Bloco de Esquerda preocupados com o destino dos crocodilos de boca pequenina. E, ainda que me pareça que já tenha censurado directamente o comportamento do Partido Comunista, manda a justiça que não se desculpe a maior preocupação com os arguidos do que com as vítimas. O sistema político precisa de uma reforma democrática: não é apenas o Partido Socialista. Essa reforma, para conseguir maior democraticidade, exige a renovação das leis, mas também dos homens.Relativamente à preferência pela verdade, rigor e neutralização de qualquer enviesamento, já respondi em 10 de Outubro de 2003. Basta-me, portanto, agora repetir esse meu texto...//.."... apenas comento as consequências políticas do "polvo pedófilo" por obrigação. Preferia que a questão de Estado não fosse tão sórdida quanto esta é. Custava-me menos escrever se a rede se dedicasse à vulgar corrupção económica ou ao tráfico de influências, assim uma coisa mais parecida com a P-2 italiana...

Escrevia, na mesma, contra a ofensa à democracia, mas vomitava menos.Aquelas descrições pormenorizadas dos abusos pedófilos do Correio da Manhã, após o pequeno-almoço, e da TVI depois de jantar, são terríveis e provocam enjoo. Mas não as posso ignorar. A existência de mais de cem crianças abusadas exige a intervenção cívica para erradicar o Mal, mesmo apesar dos riscos da incerteza, quando o Estado não o fez até agora e sofre pressões, internas e externas, enormes.Esta intervenção cívica é ainda mais urgente se a rede tem controlo sobre o próprio Estado. Duvida (...) face às informações disponíveis, de que a rede de pedofilia tinha controlo sobre o Estado?... O controlo sistemático exercido no Ministério da Segurança Social, nos Negócios Estrangeiros, no Ministério da Administração Interna, nos serviços de informações, nas polícias, na administração judicial, em certos grupos de influência, nos media, nos partidos políticos, na Presidência da República, de encobrimento dos vários escândalos e de protecção directa e indirecta de pedófilos, é um assunto sobre o qual nos podemos abster?... Como dizia o poema, "vemos, ouvimos e lemos"... (...)

A campanha-saga contra o "polvo pedófilo" não é minha, nem de outros sítios da blogosfera, nem de certos media, mas do povo. Verbalizo, como outros, o sentimento e a opinião do povo. O combate jurídico em curso é apenas instrumental no desmantelamento político da rede de controlo do Estado. A sociedade civil não pode esperar vinte anos para exigir o afastamento dos suspeitos em nome da honra das instituições e do Estado, até que a decisão final, inapelável, seja proferida. Não aceito uma moral dupla: uma para o Governo e outra para a oposição. Não é a punição pessoal que importa, mas o desmembramento da rede.(...) Não sou um relativista moral, não lavo as mãos, não pergunto o que ela é: para mim a verdade é só uma e absoluta. Quero o apuramento da verdade sobre este caso.Mas quero que a verdade não seja escondida do povo, pois com o nível de corrupção moral instalado, não é possível o seu apuramento sem informação pública e apoio popular. De outro modo, sucede o que aconteceu até aqui. É um facto que os escândalos anteriores de pedofilia, com alguns dos protagonistas foram abafados e os abusos continuaram.A verdade existe independente do seu estabelecimento ou sentença. Nesta tarefa inglória, e de vãos resultados de desmantelamento da rede pedófila de controlo do Estado, assumo eu, e os outros, o risco de lidar com a informação disponível, incompleta. (...)

Do Portugal Profundo, onde vivo, física e espiritualmente, também não me posso consentir o luxo, ou o conforto, de esperar por uma decisão judicial provavelmente iníqua, como foram as outras das instituições e dos tribunais relativas aos outros escândalos de pedofilia. Conhecemos o efeito do processo O.J.Simpson.A dicotomia dos heróis e vilões é, desde logo, imposta pela carácter horrível do crime de abuso de crianças orfãs por adultos pedófilos. A divisão entre os que são contra e a favor da inocência e a culpabilidade dos arguidos e suspeitos é causada pelo facto de a pedofilia não permitir a concessão de culpa gradual: o arguido (...) não pode ser um bocadinho pedófilo - ou fez ou não fez! E se fez é muito grave. A desculpabilização abstracta da pedofilia é rara e marginal. Sobre a pedofilia, não há um português que diga: "ele é que fez bem, se fosse eu, fazia o mesmo!". Compreendo a amargura dos ideologicamente próximos, mas importa prevenir essa inclinação do enviesamento da análise sobre comportamentos pessoais. Não tenho nenhuma fé na isenção política do Tribunal Constitucional. Tenho pouca confiança na neutralidade absoluta dos julgadores e temo as tentativas de "aggiustare" processos. A unidade das magistraturas portuguesas estava, até, a comover-me, mas adivinhava que iria terminar. A condição cultural do indivíduo leva-o para a tendência do enviesamento de análise. (...) Os mecanismos de protecção desse enviesamento, que procuro ter sempre alerta, levam-me a exigir a demissão de Luís Filipe Pereira, pelo seu comportamento na Secretaria de Estado da Segurança Social que tutelava a Casa Pia durante um dos escândalos, e de Paulo Portas, entre outros motivos, pela nomeação do amigo de Jorge Ritto, Caimoto Duarte" (que emprestou a Ritto o apartamento onde decorriam práticas pedófilas) "para o SIEDM.

Neste como noutros casos, não desculpo, nem silencio. O silêncio de certos blogs, ontem, quinta-feira, sobre o fenómeno da libertação do arguido Paulo Pedroso foi para mim um quase completo choque."..//..Infelizmente, o mal distribui-se por várias aldeias. Alastrou no caldo da impunidade em que o sistema político tem vivido. É hora de mudarmos! A mudança exige o contributo de todos os homens e mulheres que colocam o Bem à frente do interesse.Muais blogues publicaram materiais sobre o caso da Casa Pia. Do Portugal Profundo apenas serve como exemplo.

A Grande Loja do Queijo Limiano também já foi ameaçada. Não se podem facilitar as manobras do adversário. O link não chega: copiem e publiquem! Eles não podem calar ou processar a blogosfera inteira.Continuarei a publicar, enquanto puder, toda a informação factual que me chegue. Solicito aos leitores que divulguem por mail, o mais rapidamente que possam a informação que aqui publico. Peço aos colegas blogueiros de boa-vontade que copiem, o mais rapidamente que possam, a informação aqui apresentada e a publiquem nos seus blogues - o link só não basta! - para evitar que a rede confine a exposição do Mal e consiga silenciar e apagar a denúncia do horror. Usem rapidamente o correio electrónico, Internet, SMS, carta, papel. Imprimam, passem, circulem, difundam, mostrem.A vossa colaboração é necessária para desmantelar a rede pedófila de controlo do Estado. Não se trata de vingança - o mal está feito e não pode ser emendado. Todavia, podemos limpar o Estado da rede pedófila que o comanda e corrompe. Mentem quando vos dizem que é necessário esperar 15 ou 20 anos - tantos quanto o processo Beleza, para ter eventualmente o mesmo resultado, com culpa infinitamente maior. O resultado político tem de ser imediato - a pedofilia e a cumplicidade política não é tolerável aos dirigentes do Estado.A tua colaboração é necessária. É contigo que eu falo. Gostas do teu País e da democracia? Age! É a nossa hora! É a tua hora!"

quinta-feira, setembro 16, 2004

MP quer adiar julgamento.

"O Ministério Público (MP) não quer que o julgamento do processo da Casa Pia comece no dia 26 de Outubro, como decidiu a juíza Filipa Macedo, no despacho em que também ordenou as prisões preventivas dos arguidos Carlos Cruz, Carlos Silvino, Ferreira Diniz, Hugo Marçal, Manuel Abrantes, Jorge Ritto e Gertrudes Nunes.
De acordo com o que o CM apurou, o MP considera que a magistrada da Boa-Hora cometeu uma “irregularidade gritante”, dado ter omitido a designação de uma segunda data para o julgamento dos alegados pedófilos, bem como da proprietária da casa de Elvas, pronunciada por 35 crimes de lenocínio."

Este MP é o que vai fazer a prova da acusação no julgamento?

Imigração ilegal.

"Vasyl Lazarenko, 51 anos, como milhares de compatriotas seus, escolheu Portugal para tentar a sua sorte e melhorar a vida na Ucrânia. Três anos depois, alcoolizado, acabou por morrer à fome, há 43 dias, na aldeia da Vermelha, Cadaval. E diz quem sabe, que este não é o único caso entre imigrantes do Leste.

“Vasyl nunca se conseguiu legalizar e embora tenha chegado a ter um emprego, acabou por o perder. Nos últimos meses, com outros dois compatriotas, vivia da mendicidade, até que a 4 de Agosto, foi encontrado morto, junto à barraca onde vivia
"

Está é a imigração ilegal que o BE defende. Portas abertas a toda a gente com oferta de emprego restrita. Depois infelizmente é o que se vê...

Brilhante ideia.

"Num debate com a maioria PSD-CDS/PP e o PS de um lado, e PCP, Bloco e Verdes claramente do outro, o ministro da Presidência, Morais Sarmento, garantiu ontem que o novo modelo dos serviços de informações vai fazer com que «o sistema português passe a ser um dos mais fiscalizados da União Europeia». Em discussão estavam a proposta de lei do Governo de reestruturação das «secretas» nacionais, que foi acordada com os socialistas, e um diploma do PCP sobre a mesma matéria."

DN.

Como vão funcionar os Serviços de Informação de Segurança se, ao serem fiscalizados, vão deixar de ser secretos?

Desafio.

"Simbolicamente, apenas no caso do DN, e nos próximos dias, faço o meu regresso a «casa».É uma honra, um desafio e uma emoção. Mas faço-o com a humildade e a serenidade de voltar a um grande grupo, cuja história é a história do País, e onde todos os dias centenas de pessoas, em todas as áreas, e em todas as empresas, dão o seu melhor.É o que tentarei fazer, também, e com o apoio da equipa das Administrações da Lusomundo Media e da Global Notícias.É também o momento de voltar a recordar um princípio que sempre norteou estas «Linhas Direitas».Tudo o que escrevi e escrever, ou comentar, aqui e noutros órgãos de comunicação, como faço há muitos anos, só me vincula a mim, e exclusivamente a mim, na minha qualidade de cidadão livre e com opinião.Não representa mais do que isso."

À atenção do amigo corrector.
Nota alguma coisa no texto?

Os "media" e a verdade.

"Aumentaram ontem as dúvidas sobre a autenticidade dos documentos que colocam em causa a assiduidade do serviço militar do Presidente norte-americano, George W. Bush. Este é um embaraço para a cadeia televisiva CBS, que os publicou, e para os democratas, que tiraram deles um aproveitamento político.

Na semana passada, a CBS deu a conhecer documentos datados do início dos anos 70, onde parecia provado que Bush beneficiara de apoios para entrar na Guarda Nacional do Texas e assim evitar ser enviado para o Vietname. Os documentos eram assinados pelo coronel Jerry Killian, entretanto falecido, que na altura chefiava o esquadrão da Guarda Nacional do Texas.

Mas uma análise detalhada feita pelo diário "Washington Post" parece provar que estes foram redigidos com a ajuda de um programa de tratamento de texto moderno, e não por uma máquina de escrever como as utilizadas pela Guarda Nacional naquela época.

O "Dallas Morning News", um jornal texano, publicava ontem uma entrevista com uma antiga secretária de Jerry Killian, Marian Carr Knox. "Eles não são verdadeiros. Não foi isso que eu dactilografei, e eu não os dactilografei para ele". Knox afirmou não apoiar Bush politicamente, porque o considera "não estar à altura das funções". "


Temos imensa saudades dos tempos em que podíamos confiar no que se lia na imprensa. Agora raras são as vezes que debitam mentiras. É a imprensa moderna norteada pelo chavão “direito a informar” (falsidades) e escudada na impunidade.

Em resposta a um nosso leitor.

Lendo a Resolução 1441 do Conselho de Segurança da ONU:

"...Recordando que sua resolução 678 (1990) autorizou os Estados-membros a utilizarem todos os meios necessários para fazer valer e implementar sua resolução 660 (1990) de 2 de agosto de 1990 e todas as resoluções pertinentes aprovadas após a Resolução 660 (1990) e para restaurar a paz e segurança internacionais na região,


Recordando ainda que sua resolução 687 (1991) impôs obrigações ao Iraque como medida necessária para a realização de seu objetivo declarado de restaurar a paz e segurança internacionais na região,


Repudiando o fato de o Iraque não ter oferecido a divulgação precisa, total, final e completa, como exigido pela resolução 687 (1991), de todos os aspectos de seus programas para desenvolver armas de destruição em massa e mísseis balísticos com alcance de mais de 150 quilômetros e de toda posse de tais armas, seus componentes e instalações e lugares de produção, assim como de todos os outros programas nucleares, incluídos todos que, segundo afirma, são destinados a propósitos não relacionados a material utilizável para armas nucleares,


Repudiando ainda que o Iraque tenha repetidamente obstruído o acesso imediato, incondicional e irrestrito a locais determinados pela Comissão Especial das Nações Unidas (UNSCOM) e pela Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA), e não cooperado total e incondicionalmente com os inspetores de armas da UNSCOM e da IAEA, como exigido pela resolução 687 (1991), e tenha finalmente cessado toda a cooperação com a UNSCOM e a IAEA em 1998,


Repudiando a ausência, desde dezembro de 1998, no Iraque, de vigilância, inspeção e verificação internacionais, como exigem as resoluções relevantes, de armas de destruição em massa e mísseis balísticos, apesar das repetidas exigências, pelo Conselho, de que o Iraque forneça acesso imediato, incondicional e irrestrito à Comissão de Monitoramento, Verificação e Inspeção daONU (UNMOVIC), estabelecida pela resolução 1284 (1999) como organização sucessora da UNSCOM, e à IAEA, e deplorando o conseguinte prolongamento da crise na região e o sofrimento do povo iraquiano,


Repudiando também o fato de o governo do Iraque não ter cumprido os compromissos determinados pela resolução 687 (1991) em relação ao terrorismo, os determinados pela resolução 688 (1991) para pôr fim à repressão de sua população civil e permitir acesso de organizações humanitárias internacionais a todos que precisassem de ajuda no Iraque e com o determinado pelas resoluções 686 (1991), 687 (1991) e 1284 (1999) para devolver ou cooperar com informações sobre o paradeiro de cidadãos do Kuwait e outros países, erroneamente detidos pelo Iraque, ou devolver os bens kuwaitianos erroneamente apreendidos pelo Iraque,


Recordando que em sua resolução 687 (1991) o Conselho declarou que o cessar-fogo estaria subordinado à aceitação, pelo Iraque, das disposições previstas naquela resolução, incluindo as obrigações do Iraque contidas na mesma,


Decidindo garantir total e imediato cumprimento, sem condições ou restrições, pelo Iraque, de suas obrigações dispostas na resolução 687 (1991) e outras resoluções relevantes e lembrando que as resoluções do Conselho constituem a norma para determinar o cumprimento pelo Iraque..."


Verifica-se que o cessar-fogo estaria subordinado à aceitação, pelo Iraque, das disposições e obrigações do Iraque pela resolução 687 (1991). Não tendo o Iraque cumprido disposto pela referida resolução, não há necessidade de haver mais resoluções da ONU sobre a matéria. A não ser para queimar tempo.


As declarações de Kofi Annan, quer pelo seu teor, quer pelo seu "timing" dizem tudo e em nada vão ajudar o povo iraquiano. Antes pelo contrário. Só vão fomentar a desordem e a matança. "Para variar" os interesses obscuros falam mais alto que as vidas humanas.

"Men On Waves"

"Uma associação portuguesa de nome "Men on Waves" anunciou para breve uma ida até ao navio Borndiep, o polémico "barco do aborto" que se encontra junto às águas territoriais nacionais aguardando autorização de entrada que lhe tem sido negada pelo governo, como forma de protesto contra a iniciativa.
A associação, recentemente formada, é composta exclusivamente por homens entre os 28 e os 62 anos todos com a particularidade de fazerem parte também da APMC (Associação Portuguesa de Machos de Cobrição), organização que, de acordo com o seu manifesto, "luta pela salvaguarda do modo de vida tradicional do macho latino português num mundo cada vez mais feminizado e castrador."

Para o presidente da APMC e da "Men on Waves," Almeno Magalhães, taxista de profissão e pai de 89 filhos (de acordo com a última contagem, tendo o último sido concebido apenas dezassete minutos antes de termos com ele contactado, segundo nos disse sem que ninguém lhe tivesse perguntado nada), "pretendemos mostrar a essas lésbicas holandesas que isto aqui é uma terra de respeito e que se querem fazer badalhoquices fressureiras que fiquem lá na Holanda que ficam muito bem." Especificamente em relação ao aborto, a posição da associação não podia ser mais clara. "A vida é sagrada e não se fala mais nisso. Quem não achar que é assim é paneleiro ou similares," afirma a mesma fonte.

A "Men on Waves" já fretou uma embarcação, a traineira "Com Eles no Sítio" de Matosinhos, que será em breve utilizada para transportar uma delegação da associação até junto do Borndiep, procedendo-se de seguida a uma acção de esclarecimento em relação aos seus ideais. De acordo com Almeno, "vamos chegar lá, explicar que o aborto é feio seja em terra ou no mar, cuspir para o chão e a seguir vamos dar uma pinocada em cada uma das gajas porque aquela conversa toda é falta de homem." Questionado sobre a forma pela qual esta acção vai enriquecer o diálogo sobre o aborto, o presidente da "Men on Waves" arrotou, coçou os genitais e disse com um largo sorriso que "pode não enriquecer mas pelo menos um gajo sempre se vai divertindo enquanto o campeonato não entra na fase decisiva."

Em relação ao facto de também existirem homens a bordo do "barco do aborto," Almeno mostrou-se algo confuso, acabando por dizer que "se tiverem cabelo comprido, forem delgados e não tiverem muitos pêlos, até lhe fazemos um jeitinho até porque dar é de macho. Levar é que não." "
Autor desconhecido.

TESTICLES ON WAVES.

"O barco tripulado pela organização portuguesa "Testicles On Waves" abandonou hoje a sua missão na Holanda. Tendo chegado, uma semana antes, ao limite das águas territoriais Holandesas, este grupo de homens portugueses pretendia libertar as mulheres Holandesas, sendo que neste pais elas engravidam muito pouco e existe um enorme número de lésbicas.
"O Presidente da Organização, Zézé Camarinha falara-nos "É uma vergonha pá, é o terceiro mundo. Isto lá na pátria não é assim". O governo Holandês não permitiu a entrada do barco nas suas águas territoriais, alegando que havia intenção copulatória por parte dos seus tripulantes, usando como prova o elevado nível de testosterona, evidente na cobertura em pêlo do calcanhar até aos ombros de todos os tripulantes.

O Ministro da Defesa enviou mesmo uma fragata - mesmo fragata não uma corveta - para defender o direito das mulheres Holandesas ao lesbianismo. Após uma semana de intensa polémica, Zézé Camarinha, bem como os restantes membros dos testicles on boats, mostravam-se conformados. "Epá, que posso fazer?" perguntava Zézé " Já deixámos no nosso site informações sobre em que praias do Algarve as Holandesas podem vir arranjar um macho latino. Temos pena que a deslesbianização seja criminalizada neste país. É o terceiro mundo, que mais posso dizer. Lá na praia da Rocha nenhuma lésbica dura mais de dez minutos...heh, ai não, que não...!"

Autor desconhecido.

Kofi Annan considera que guerra contra o Iraque foi "ilegal"

Kofi Annan considera que guerra contra o Iraque foi "ilegal"
O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, afirmou hoje numa entrevista à BBC que a decisão americana de invadir o Iraque em 2003 foi "ilegal"."Eu sou um dos que pensa que deveria ter havido uma segunda resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas antes de se dar luz verde à invasão no Iraque pelos Estados Unidos, que derrubou o regime de Saddam Hussein", afirmou Annan."Já indiquei que o que se passou não está em conformidade com a Carta das Nações Unidas", acrescentou o secretário-geral da ONU.Annan estimou ainda que é "improvável", dada a actual vaga de violência e de problemas no Iraque, que o país seja capaz de organizar eleições credíveis em Janeiro de 2005, como foi anunciado."Penso que os Estados Unidos, bem como outros membros da ONU, tiraram as conclusões" do que sucedeu, afirmou ainda Annan, antes de acrescentar que "fazendo o balanço, todos concluíram que é preferível trabalhar em conjunto com os aliados no seio da ONU a fim de se resolverem os problemas"."Espero que não vejamos outra operação semelhante à que se desenrolou no Iraque durante muitos anos - sem a aprovação da ONU e sem muito apoio por parte da comunidade internacional", acrescentou.


In PÚBLICO de 16/09/2004

Tendo em conta que Annan é um secretário geral das Nações Unidas que apesar de ter sido o homem escolhido pelos EUA para Secretário Geral da organização, ao tempo de Bill Clinton, esta afirmação é surpreendente, já que aquando do início das operações militares que culminaram na invasão e ocupação do Iraque, Annan manteve-se extremamente discreto e comedido nas palavras.

Será que é por a ocupação estar a correr mal para ocupantes e ocupados, por as mortes de ambos os lados do conflito se estarem a multiplicar a um nível insuportável, e por não haver perspectivas de pacificação efectiva que agora Annan despertou para uma evidência que a maioria da população mundial viu antes de Março de 2003, desaconselhando esta aventura neo-imperial liderada pelos EUA?

quarta-feira, setembro 15, 2004

"Vade reto".


Vale e Azevedo.

"João Vale e Azevedo voltou ao Tribunal onde está a ser julgado pelo processo Euroárea. Sem carrinha celular, nem guardas prisionais, fica mais fácil o contacto com o pequeno mas fiel grupo de apoiantes."

Que o homem vai voltar muitas vezes a tribunal não é novidade. Que já não se desloca em carrinha celular também não é, tal como a ausência de guardas prisionais. Que o grupo de apoiantes é fiel e pequeno muito menos o é. Agora novidade e a notícia seria como chegou ao tribunal: de bicicleta, moto, carro, transporte público, etc.
Eventualmente se o Ministério da Justiça tivesse olho para auto financiar-se, poderia rentabilizar as carrinhas celulares utilizando-as como táxi e os guardas prisionais como ajudantes. Assim o Vale já podia fazer vistaça.

Justiça Santo Ofício - parte 2345087658792578.

"O crime foi cometido em Dezembro, de madrugada. A polícia suspeitou que um grupo de quatro indivíduos estava a assaltar um carro. Os suspeitos fugiram, e foram perseguidos pela polícia. Quando um deles estava prestes a ser apanhado, terá disparado contra um dos agentes, ferindo-o no peito. O alegado agressor, de 27 anos, é mecânico e mora na Amadora. Foi hoje ouvido no Tribunal de Instrução Criminal de Sintra. Já estava indiciado noutro processo e era obrigado a apresentar-se periodicamente na PSP. Hoje, o juiz limitou-se a tornar diárias essas apresentações na esquadra. Por isso, o indivíduo, agora também suspeito de homicídio na forma tentada, vai aguardar julgamento em liberdade."

São as vantagens de aguardar julgamento em liberdade. O suspeito volta a violar a lei e ao ser ouvido novamente pelo juiz, este sempre pode perguntar "então o que o traz cá hoje?".
Isso facilita muito as coisas. Diriamos mais. Pode ser o começo de uma bela amizade entre o suspeito e o juiz tantas vezes se cruzam.
Só não concordamos com as apresentações diárias. Limitam o pouco tempo que o arguido dispõe para violar novamente a lei.


"Diz-me o que fazes, dir-te-ei quem és".

"Os jornais nem deram muita importância ao tema, mas ontem uma deputada municipal do Bloco de Esquerda na Câmara do Porto resolveu invadir a reunião do executivo. Os quatro partidos com assento neste órgão preferiram não dar mais publicidade à senhora e simplesmente desmarcaram a reunião condenando o acto. Falando para as televisões a referida senhora ainda explicou que estava a exprimir uma posição do Bloco de Esquerda.
A notícia merece três observações e uma conclusão:

1) Foi dito e repetido que o Bloco de Esquerda não tem legitimidade democrática suficiente na Câmara do Porto – expressa em votos – para ter assento no executivo;
2) Todos os partidos, do CDS ao PCP, condenaram o acto, mas não se ouviu uma única palavra do Bloco de Esquerda. Por outro lado parece estranho que a senhora tenha tomado uma posição tão radical sem antes consultar a direcção do Partido;
3) O caso concreto até correu mal enquanto operação de propaganda, mas se tivesse corrido bem não veríamos o Dr. Louçã de dedo em riste apregoando moral e outros afins?

É nestas pequenas acções que vemos o que se esconde por debaixo da batina. O Bloco de Esquerda não é um partido democrático. O Bloco de Esquerda não reconhece o nosso sistema como uma democracia. Considera-o injusto, burguês e infectado pelos piores defeitos da sociedade consumista. O Bloco de Esquerda considera que não precisa de legitimação democrática, porque tem legitimação moral e, por isso, o Bloco de Esquerda é tão perigoso."



"Acrescento: o péssimo trabalho jornalístico feito pelas televisões que filmaram o espectáculo do protesto (de um grupo que ocupou casas num bairro social do Porto destinado à demolição) sem se darem ao trabalho de investigarem o mínimo sobre o que se estava a passar, dando cobertura a uma tentativa de fraude do sistema de atribuição de casas sociais, através de ocupações selectivas por grupos marginais. Se fossem seguidos os critérios a que a operação de propaganda do Bloco de Esquerda deu cobertura, Lisboa e arredores ainda estariam cheios de barracas, como antes do Plano de Erradicação das barracas. Uma das obras do cavaquismo, diga-se de passagem. "

Injustiça.

"O grupo que raptou os dois jornalistas franceses no Iraque divulgou, esta sexta-feira, um comunicado num «site» da Internet acusando a França de «crimes» e qualificando-a de «inimiga dos muçulmanos».
Num longo texto, onde não constava qualquer referência sobre o destino dos sequestrados, o Exército Islâmico do Iraque apresenta aquilo que designa como uma lista de "crimes cometidos pela França" em vários países, nomeadamente, na Argélia, na Tunísia e no Egipto.«A França distinguiu-se pela sua guerra contra o Islão e os muçulmanos e cometeu carnificinas contra a nação (islâmica)», escreve o grupo, salientando que «nenhuma pessoa livre e crente pode esquecer esta página» da história da França."

Essa não. Então os franceses andam tão empenhados a defender os rapazes islâmicos e eles consideram-nos inimigos. Não é justo.

Novo cinto de segurança.

Jardim quer silenciar “verdadeira” oposição.

"Alberto João Jardim ameaça expropriar o Diário de Notícias da Madeira, por não concordar com as notícias publicadas pelo jornal mais lido da ilha .

Polémico é o mínimo que se pode dizer sobre Alberto João Jardim. Sentado na cadeira do poder regional da Madeira há mais de mais de vinte e cinco anos, o país treme de cada vez que Alberto João abre a boca. É que nunca se sabe que direcção tomará o seu disparo, que não raras vezes atinge o interior do seu próprio partido. No rol de farpas do governante laranja, nascido no Funchal em 1943, constam as lançadas ao ex-presidente da JSD, hoje secretário de Estado da Juventude, Pedro Duarte, a quem apelidou de “um incompetente e um irresponsável que já devia estar na rua há muito tempo”. De Lisboa, diz estar “a mando dos lobbies da comunicação social, dos gays e da droga”. Sobre o actual primeiro-ministro, embora mais moderado, sempre vai soltando que Santana Lopes “já não é o homem que conheceu”. A última polémica coloca-o no campo de batalha contra o Diário de Notícias da Madeira, a quem acusa de pôr em causa “a estabilidade política e económica” da ilha. A ameaça de expropriação do jornal já é antiga. Há quem diga que surge de cada vez que a Madeira vai a votos, e que ao eleger um jornal “como o seu principal inimigo”, Alberto João mais não faz do que subestimar a (verdadeira) oposição.

Na última sexta-feira, o diário, o mais vendido na Madeira – tem uma tiragem média de vinte mil exemplares – deu conta do envolvimento de madeirenses em pornografia na Internet, notícia confirmada pela Polícia Judiciária. Alberto João irrita-se e manda o recado à PJ: “É melhor estar calada, trabalhar e apresentar resultados, em vez de andar a exibir-se em jornais”. Quanto ao jornal, decide passar das palavras aos actos e recupera a ameaça de expropriação. Desta vez, com data marcada para logo após as eleições regionais, que acontecem no próximo dia 17 de Outubro. Antes, porém, diz querer dar uma oportunidade ao diário, cujos capitais se repartem pelo grupo privado inglês Blandy e pela PT, estando disposto a tentar “um acordo”, não se sabe de que natureza, com a direcção do jornal. Algo que, ao que A Capital apurou, não vai acontecer. Fontes ligadas ao processo garantem que “a estratégia do jornal será continuar a informar”, até porque o mercado coloca a publicação, que não recebe quaisquer apoios do Estado, no topo das mais lidas na ilha. Alberto João contra-ataca e afirma que a solução da expropriação “está prevista na lei”, uma vez que em jogo estão a sua legítima defesa e a estabilidade política e económica do território que dirige. Seja em pose de comício ou em tanga nas trupes carnavalescas que gosta de integrar, uma coisa não se pode negar. O presidente do governo regional da Madeira não é indiferente a ninguém.

Os seus mais fiéis apoiantes incentivam uma candidatura de Alberto João à Presidência da República, de modo a que o modelo que tem ensaiado na Madeira nos últimos vinte e seis anos possa ser reproduzido à escala nacional. Os seus mais fortes detractores dedicam-lhe páginas na imprensa e blogs na Internet, repletos de adjectivos corrosivos. Vicente Jorge Silva, ex-director do jornal Público e actual deputado do PS, é directo nas considerações que faz sobre o governante laranja: “Num Estado democrático normal, Alberto João Jardim já não estaria no lugar que ocupa. No mínimo, seria aberto um inquérito para saber se está em condições psíquicas de cumprir o seu mandato”. E prossegue: “A Madeira é uma ditadura democrática. Ao longo destes anos, Cavaco Silva foi a única pessoa que fez frente a Alberto João”, diz o antigo jornalista, criticando a postura “de querer estar sempre bem com toda a gente” de Jorge Sampaio. Sobre a legalidade da expropriação, o deputado não tem dúvidas: “Ninguém pode dizer que vai expropriar um jornal por este não publicar o que ele quer. Alberto João sabe que está a perder o pé e que, mesmo arranjando emprego a toda a gente, as pessoas estão saturadas dele”.

Vicente Jorge Silva teme porém que o Diário de Notícias da Madeira, um jornal integrado no vasto universo da Lusomundo Media, acabe por ceder às pressões de Alberto João Jardim. A decisão final do governante, essa, está adiada para depois do acto eleitoral de Outubro, que tudo indica o vá reconduzir no cargo. Até lá, e apesar das divergências, o governo regional continua a publicitar no Diário de Notícias da Madeira. Nas palavras de Alberto João, tal acontece “porque não sou pateta e sei que o ‘Diário’ é o mais lido”. "


Retrato do mandão político.

"Porque o “cacique” ganha eleições e é “fonte de financiamento bem conhecida”, a sua acção acaba por ser tolerada pelas direcções partidárias .

Os dicionários da língua portuguesa classificam-no como um “mandão político que dispõe dos eleitores de uma localidade”. É alguém extrovertido, populista, bom comunicador, peça central de uma rede de interesses clientelares, fonte de financiamento partidário, amante da terra e fazedor de obra pública. É nesta mistura entre valores aceites pela sociedade como positivos e acções que estão no limite do crime ou puníveis pela Justiça que navega o chamado “cacique”. Numa definição do fenómeno feita a A Capital, o sociólogo Manuel Villaverde Cabral, investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, sublinha que a corrupção política entendida numa perspectiva de caciquismo é típica do Norte do País, embora não seja exclusiva, e “resulta da estrutura sociocultural que caracteriza aquela região”. Assim, mesmo que o acto do cacique chegue à barra dos tribunais, “muitas pessoas não vêem os delitos como merecedores de intervenção da Justiça, pois entendem-nos como parte do ´amor que os autarcas devotam às suas terras´”.

Mais ainda, para o investigador do Instituto de Ciências Sociais, “uma parte não despicienda dos eleitores reage desta forma, porque integra a chamada rede clientelar que lhe facilita, por exemplo, o acesso aos empregos camarários”. A obra que há para apresentar, a grande capacidade de extroversão do actor político ou a existência de uma cultura popular menos sancionatória explicam o sucesso do cacique. O povo não gosta de estar contra quem elege e tem tendência a desculpabilizar as decisões dos tribunais com a existência de lutas políticas internas. O modo como habitualmente conduz as suas intervenções na vida política local torna-se muitas vezes incómoda para o partido em que está filiado. Porém, porque o cacique ganha eleições e, como diz Villaverde Cabral, é “uma fonte de financiamento bem conhecida”, a sua acção acaba por ser tolerada tanto quanto possível pelas direcções partidárias. "

JOÃO MALTEZ



Máxima sobre colesterol.

" Depois dos 50 anos, a única coisa que o médico deixa um homem comer com gordura, é a sua própria mulher ..."

Convesas em família

Sem que o Orçamento de Estado para 2005 já tivesse sequer ter sido aprovado, já nos foram mostrados recentemente como são os princípios da boa governação, decerto inspirado nos princípios intocáveis de Locke, John Adams, Descartes ou dos pais fundadores dos EUA.

Como numa reedição das tristemente célebres "conversas em família" com que o anterior chefe do governo Marcello Caetano nos brindava recorrentemente, numa atitude pseudo-pedagógica, explicando por A + B como é que se governava um estado e como os portugueses teriam que aguentar mais sacrifícios agravados após o surto inflaccionista de 1973.

Terminava a conversa em família, descontraídamente respaldado na eterna poltrona do poder, acrescentado meia dúzia de patacoadas sobre o mérito de termos as "províncias ultramarinas", julgando que no dia seguinte os portugueses iriam todos mais satisfeitos, porque mais esclarecidos para o trabalho, no país que estava ao tempo incomensuravelmente a milhas dos índices de desenvolvimentos económico e humanos mundiais.

Enfim, estávamos vergonhosamente sós.

Ontem Bagão brindou-nos com uma sessão televisiva de "deja vú", armado em mestre-escola, no dizer de Agostinho Lopes, e simplisticamente querendo fazer-nos convencer, confiando por certo na proverbial iliteracia dos portugueses que as finanças de um Estado são uma mera extensão dos princípios das finanças caseiras de uma família (Deus, Pátria e Família).

E apontando as linhas pseudo-estratégicas para os 2 anos que faltam até à vassourada de 2006, disse o mesmo e o seu contrário do que o primeiro-ministro Santana Lopes nos tem querido dizer, dizendo e desdizendo-se logo de seguida.

Começa por dizer que o Estado (funcionários públicos) são responsáveis por absorver a maioria da riqueza nacional, o que é incrível, dado que em 30 anos de Democracia, o PSD esteve sempre presente, tirando o hiato do consulado de Guterres.

Afirma mesmo que as despesas de Saúde e Educação não são cobertas pelas receitas de IRS, ficando nós na dúvida sobre as formas de financiamento de outras áreas como as do reequipamento das Forças Armadas, ou na Ciência e Tecnologia, reformas judiciais, Cultura, ou investimento público.

Mais, deu a entender que os funcionários públicos serão uma espécie de judeus dos tempos modernos (os nazis acusavam os judeus de todos os males da Alemanha) e querendo fazer esquecer que os funcionários públicos deste país são igualmente portugueses e não extra-terrestres, e que nomeadamente ao contrário de muitos outros, os funcionários do Estado pagam os seus impostos todos.

Utilizou a fórmula mágica do princípio "Utilizador-Pagador", referindo-se aos serviços de saúde, e às SCUT's.

Duas observações apenas:

A aplicar-se esse princípio de descriminação positiva, nomeadamente no caso da prestação de cuidados de saúde, o que até poderia ser positivo, já que quem mais pode, pode pagar maiores taxas moderadoras, como se explica que o Primeiro-Ministro, Pedro Santana Lopes, que não aufere propriamente do ordenado mínimo nacional, nem descende de famílias à beira de uma confrangedora pobreza, não pague então o alojamento no Palácio de S. Bento, uma vez que bem poderia viver numa casa própria como o fizeram os primeiros ministros anteriores, à excepção de Cavaco e Salazar?

Ou como se explica que após mais um pedido de sacrifício aos portugueses, no que respeita aos aumentos salariais, fazendo-os crer de que estes dependem do aumento nunca vindo da chamada "produtividade", saia no mesmo dia um relatório que afirma que os gestores portugueses são dos mais bem pagos de um grupo de 25 país, nomeadamente Suíça, e Suécia?

Pouca produtividade, nas indústrias e serviços, com gestores tão bem pagos?

Como se mede então a "produtividade" de gestores tão bem remunerados?

E dos comentadores económicos que defendendo as cartilhas neo-liberais de pacotilha vêem enxameando os telejornais e colunas de opinião da imprensa escrita?

A sua produtividade é científicamente mensurável?

Será que estes comentadores pagam os impostos referentes às astronómicas verbas de que auferem com comentários simplistas onde se limitam a debitar os princípios das cartilhas da Escola de Chicago?

Quem mede a sua produtividade?

terça-feira, setembro 14, 2004

Querem melhor??

"Seis famílias ciganas de Paços de Ferreira ajudaram a desenhar as casas térreas onde vão ser realojadas para que estas se ajustem às tradições comunitárias da sua etnia. "Evitam-se assim mudanças radicais do seu estilo de vida", defende a autarquia, esclarecendo que no desenho das seis habitações o arquitecto camarário, Paulo Bettencourt, considerou mesmo sugestões no sentido de criar espaços para as carroças e animais usados pelas famílias ciganas. As seis famílias, que há uma década vivem em tendas, terão a suas novas habitações voltadas para um espaço comum, em forma de "U", de forma a facilitar-se o convívio típico da comunidade. Também a divisão das casas será diferente do habitual, não havendo paredes a separar a cozinha da sala de estar. "Recria-se deste modo uma ambiência próxima da tenda", explicou o vereador da Habitação, José Bastos, acrescentando que o realojamento destas e outras famílias será acompanhado por um programa de reeducação social.

"O objectivo é treinar competências, apreendendo regras de higiene, relações de vizinhança e gestão do espaço habitacional", disse. RECRIAÇÃO. Neste âmbito, a equipa de acção social da autarquia está a recriar numa casa devoluta um cenário idêntico ao de um dos novos fogos, procurando simular o quotidiano de uma família. O conjunto habitacional cigano integra um pacote de 115 novas habitações, a comparticipar em 50 por cento pelo Instituto Nacional de Habitação (INH) e a erguer em seis freguesias de Paços de Ferreira. As 115 habitações destinam-se a arrendamento, no regime de renda apoiada, para agregados familiares residentes em construções abarracadas. Nos termos do acordo celebrado com o INH, a autarquia obriga-se a demolir as construções abarracadas que vagarem com os realojamentos. "

Casas de borla e desenhadas por eles. Nós vivemos numa casita que nos custa os olhos da cara e ainda por cima não foi desenhada de acordo com as nossas tradições comunitárias. Por exemplo, o nosso primo não cabe na casa de banho. Porque aceitámos ser integrados na sociedade?

O habitual circo.

"PS e CDU juntaram-se à maioria PSD/CDS-PP na Câmara do Porto na condenação da atitude do Bloco de Esquerda (BE), que hoje invadiu a sessão do executivo em solidariedade com famílias despejadas no bairro do Lagarteiro. A invasão da sessão camarária realizada à porta fechada, concretizada pela deputada municipal do BE Alda Macedo, "é um caso verdadeiramente insólito", disse Orlando Gaspar, eleito do PS.

Rui Sá, o único vereador da CDU, afirmou, por seu lado, que "não pode valer tudo no combate político". O presidente da Câmara, Rui Rio (PSD), já tinha acusado o BE de se abrigar numa "pseudo preocupação social" para dar um "espectáculo mediático".

Já depois de invadir a sessão de câmara, a deputada municipal bloquista Alda Macedo acusou a Esquerda representada no executivo (PS e CDU) de assumirem uma postura "politicamente cobarde" face aos desalojamentos no Lagarteiro. Reagindo, o comunista Rui Sá disse que a postura do BE é que "enfraqueceu" a defesa dos desalojados.

O vereador comunista explicou que tencionava apresentar hoje uma proposta sobre esta questão, mas, face ao incidente, só a levará a executivo numa próxima sessão. As famílias, que tinham ocupado ilegalmente algumas casas vagas, foram desalojadas segunda-feira, numa operação acompanhada por um forte dispositivo policial.
"

Essa rapaziada do BE anda a perder-se. Espectáculo primeiro, defesa dos desfavorecidos depois. Depois??? Esqueçam...

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