sábado, junho 09, 2007

Para Salazar, Veneza, não foi uma prioridade (nos anos 30)

Portugal vai ter um pavilhão próprio na edição de 2007 da Bienal de Artes de Veneza, o que significa a concretização de um sonho antigo que já estava na mente de alguns desde os anos 30.

Construído no séc. XI na via comercial mais importante de Veneza, e localizado entre a Academia e o Rialto, o pavilhão português tem 360 metros quadrados e um acesso de água, algo que na opinião da subdirectora do Instituto de Artes é importante.
Nos anos 30, Salazar rejeitou a opção tomada então por vários países de instalarem estruturas próprias em Veneza, entendendo o então Presidente do Conselho que esta não era uma prioridade para Portugal.

TSF Online

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segunda-feira, março 05, 2007

A boa censura.

"De um lado empunharam-se cravos vermelhos, proferiram-se palavras de ordem antifascistas e cantou-se a ‘Grândola Vila Morena’. Do outro, entoou-se o Hino Nacional, fizeram-se saudações fascistas e gritou-se ‘Viva Salazar’. A dividir os dois grupos de manifestantes, que se concentraram ontem à tarde em Santa Comba Dão, esteve um cordão policial que não deixou espaço da manobra para eventuais confrontos físicos (mais aqui)."
No dia 25 de Abril de 1974 chorámos de alegria ao ouvir a notícia da revolução. Hoje só podemos chorar de tristeza. A época salazarista está em termos de conhecimento histórico muito nebulosa. Uma das explicações reside na doutrina que leva a esta tentativa de impedimento por parte da União de Resistentes Antifascistas da construção do museu. Mas por mais que o politicamente correcto queira não consegue apagar a história, nem mesmo com a “boa” censura.

Um pequeno pormenor delicioso. Auschwitz foi transformado num museu. Tal não provocou romarias de devoção aos nazis. Antes pelo contrário. Permite lembrar a certos heróis do politicamente correcto que o extermínio em massa de judeus existiu.

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