terça-feira, março 25, 2008

"Coisas engraçadas"

DN em 05.03.08

"Os dados não revelam um aumento da crime no nosso País. Aliás, no que toca aos homicídios 2007 é dos anos com menos casos". Em 2006, registou um aumento de cerca de 20,5%, de 133, em 2005, para 194 casos. Relativamente ao relatório de segurança interna de 2007 Leonel de Carvalho apenas chama a atenção para duas excepções à redução da criminalidade, referindo-se à violência doméstica e ao crime rodoviário. Segundo explicou, "estes continuam a registar aumentos, não porque haja mais pessoas a cometer este tipo de crime, mas porque há mais a participar a sua ocorrência, no caso da violência doméstica, e maior pro-actividade policial na área do trânsito (mais aqui)".

TVI em 2008-03-25

"Relatório Anual de Segurança Interna confirma que a criminalidade em geral aumentou, sendo que os postos de combustível e as estações de correio são, agora, alvo preferencial dos ladrões. O roubo por esticão subiu, tal como o roubo a estações de correio e a postos de combustível. Crimes como a extorsão e a associação criminosa também aumentaram 19,9 e 2,5%, respectivamente. A detenção ou tráfico de armas proibidas aumentou quase 20%, pois de 1204 crimes registados em 2006, passou-se para 1441 em 2007. O euro também está a ser mais objecto de falsificação. Este crime aumentou 18,9% no último ano. Nos crimes contra o Estado, destaque para a corrupção, que aumentou 10,5% (mais aqui)".

Em 2008-03-11

"A criminalidade violenta na área da Grande Lisboa diminuiu 20,7 por cento no ano passado face a 2006 (mais aqui)".

TVI em 2008-03-25

"Lisboa é o distrito com mais habitantes e é também, o distrito com mais crimes. Está no topo da pior tabela de todas. Contou em 2007 101.511 crimes. Mais pessoas e mais carros, talvez por isso o crime mais comum na região da capital seja o furto em veículos (mais aqui)."

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Aonde pára a polícia?

"Dirigentes sindicais esperam que o novo director nacional da PSP, que hoje toma posse, aumente o quadro orgânico de cerca de 21 mil para 23 mil agentes, alertando que o actual efectivo "é insuficiente para as necessidades". Exigem também mais e melhores meios materiais, denunciando várias situações de degradação de instalações e equipamentos. Sobre estas questões, fonte oficial da direcção nacional da PSP refere ao DN que "existem 21 269 elementos a nível nacional, representando um rácio de um polícia para 227 habitantes, enquanto a média europeia é de um agente para 350 pessoas (mais aqui)".
E ainda por cima Portugal é dos países no mundo com menor taxa de criminalidade (mais aqui)… Embora haja quem (mais aqui)...

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quarta-feira, janeiro 02, 2008

Diminuição não é significativa

"O responsável do Observatório de Segurança de Estradas e Cidades, Nuno Pires Salpico, desvalorizou esta quarta-feira a diminuição do número de acidentes de 2007 face a 2006, alegando que não é significativa. Em 2007 registaram-se 99.685 acidentes de viação, quando em 2006, o número de desastres foi 103.788. No entanto, no último ano morreram 741 pessoas em acidentes de viação, mais seis do que no ano anterior.

Para Nuno Pires Salpico, a diminuição do número de acidentes em 2007 não representa uma "diminuição real", uma vez que os acidentes contabilizados nos números da sinistralidade rodoviária "são apenas aqueles em que as autoridades intervieram, ficando de fora todos os outros onde não houve intervenção das autoridades policiais". Sobre o aumento do número de mortes em 2007 face a 2006, Nuno Pires Salpico sublinhou que este número também não corresponde à verdade, uma vez que apenas são contabilizadas as mortes ocorridas no local do acidente, ficando por contabilizar as pessoas que morrem a caminho do hospital ou no hospital.

"A única forma de corrigir as estatísticas era fechá-las apenas depois de os feridos terem alta hospitalar", disse Nuno Pires Salpico, acusando o governo de não querer abdicar do critério estatístico para "poder apresentar números que alcancem os critérios estabelecidos de diminuição da sinistralidade rodoviária". "As estatísticas são assim uma forma de fazer política e uma forma feia de fazer política", frisou, considerando o critério das estatísticas do governo "imediato, comodista e demagógico
".

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