"No mesmo dia em que se reuniu com um "preocupado" José Sócrates para analisar a escalada de protestos contra o encerramento de serviços hospitalares de urgência a nível nacional, o ministro da Saúde, Correia de Campos, fechou negociações para a celebração de protocolos com os presidentes de seis municípios afectados. O protocolo, ontem assinado em Lisboa, deixou os seis autarcas "muito satisfeitos", conforme confessaram aos jornalistas. E parecem ter boas razões para isso: não só as urgências não encerram em Cantanhede, Espinho, Fafe, Macedo de Cavaleiros, Montijo e Santo Tirso como o Ministério da Saúde acaba de dar ainda mais garantias do que os autarcas esperavam à partida: além de se manterem as urgências, ampliam-se os horários de funcionamento dos centros de saúde e colocam-se viaturas especializadas em atendimento urgente à disposição dos municípios (mais aqui)."
O problema que aqui se põe é simples: como é que estes serviços de urgência já não vão fechar como ainda conseguem ver os seus serviços ampliados? De repente essas urgências hospitalares e esses centros de saúde começaram a atender mais de 25 e dez pessoas por noite? De tal forma que foi necessário ampliar os seus serviços? Que estudos foram feitos?
No entanto outra questão mais grave se coloca no seguimento deste tipo de governação: que raio de cidadãos tem este país que ratificam em alta esta política governamental caracterizada pelo aumento dos impostos e do custo de vida e de muita marcha-atrás? Como pode ser colocado Sócrates nos pícaros? Será somente defeito de sondagens ou más influências dos “opinion maker” do regime?
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