quinta-feira, dezembro 04, 2008

Taxas de juros.

"O Banco Central Europeu reduziu esta quinta-feira em 75 pontos base a taxa de juro referência para os 2,5 por cento, um corte que ultrapassa todas as expectativas (mais aqui)".
Se não nos afectasse diríamos que estávamos com pena da “incompetência” do homem ou homens. Assim…

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terça-feira, novembro 04, 2008

Euribor descem pela 18ª sessão consecutiva.

"As taxas interbancárias Euribor continuam em queda sustentada. Hoje, voltaram a cair, pela décima oitava sessão consecutiva, perante as perspectivas de um novo corte dos juros por parte do Banco Central Europeu (BCE), que se reúne já esta quinta-feira (mais aqui)".
Euribor descem pela 18ª sessão consecutiva

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sexta-feira, agosto 08, 2008

Navegar à vista.

"A moeda única europeia registou a maior queda diária desde os últimos quatro anos face à divisa norte-americana, para os 1,5064 dólares, um mínimo de cinco meses, depois de o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, ter afirmado que crescimento económico da zona euro vai abrandar e que será “particularmente fraco” na segunda metade do ano, dando a entender que não tem margem para subir os juros (mais aqui)".
"A conjuntura está volátil e Trichet navega à vista – há um mês subiu os juros e sublinhou a inflação, ontem manteve e alertou para o crescimento. Mesmo que não volte a mexer nas taxas, as notícias não são boas para as famílias portuguesas: a Euribor ganhou vida própria com a crise financeira e continua a subir. A próxima revisão da taxa do crédito à habitação vai doer mais do que nunca na carteira (mais aqui)":

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quinta-feira, junho 12, 2008

Soluções simples.

"A revolta descontrolada dos pequenos camionistas, que transbordou o enquadramento patronal da Antram, está a submeter o Governo a uma dura prova. Não é fácil pôr em ordem um sector tão pulverizado como o dos transportes rodoviários, dividido por 8500 empresas, 48 mil camiões e 70 mil trabalhadores. Mas é a primeira tarefa do Governo garantir o cumprimento das leis da República e punir quem impede a livre circulação de bens.

Com a economia estagnada e no meio de uma grave crise internacional, é intolerável que algumas centenas de camionistas paralisem o País e causem prejuízos incalculáveis a sectores económicos que deles dependem para viver, como é o caso dos produtores avícolas, agrícolas e de leite, bem como de indústrias exportadoras, como a têxtil. José Sócrates faz bem em apostar na diplomacia. Cedeu no acessório, ao aceitar voltar atrás na decisão de retirar aos camionistas o desconto nocturno nas portagens, concedido por António Guterres. E manteve--se firme no essencial, ao recusar subsidiar os combustíveis.

Como os camiões gastam em média 20 litros de gasóleo aos 100 quilómetros e o combustível pesa 35% no total dos custos das empresas de transporte rodoviário, é natural que os camionistas estejam preocupados com as consequências da escalada do preço dos petróleo. Mas a solução é simples numa economia de mercado como a nossa. Consiste em transferir para os consumidores o aumento dos custos de operação. Pensar em pôr todos os contribuintes a financiar o gasóleo é, no mínimo, recuar 35 anos no tempo
."

Editorial do DN (Radio PS sem filtro).

Geralmente somos contra as soluções simples. Não compensam o esforço despendido nas universidades e criam ilusões aos merceeiros de bairro.

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segunda-feira, março 03, 2008

Gasolina sobe todos os dias

"O preço dos combustíveis subiu diariamente na última semana. O litro da gasolina sem chumbo 95 aumentou cerca de 2,5 cêntimos (1,8 por cento); o do gasóleo 3,5 cêntimos (3,7 por cento). Os aumentos são justificados com a valorização do petróleo, que atingiu ontem o máximo de 103,05 dólares em Nova Iorque e de 101,27 dólares em Londres. Nos últimos sete dias, a matéria-prima subiu 3,7 por cento na praça nova-iorquina e 4,39 por cento na londrina.

Ora, um barril de petróleo contém 200 litros. E há que ter em conta a apreciação do euro de 2,7 por cento relativamente ao dólar de 22 a 29 do mês passado.

Como pagamos o petróleo em euros, o litro da gasolina sem chumbo 95 deveria ter-se mantido a 1,389 euros e o gasóleo a 1,19 euros, porque a percentagem de progressão de um litro de petróleo foi só de 0,0084 por cento no período em análise. A verdade é que o litro da gasolina sem chumbo 95 está a 1,414 euros; o do gasóleo a 1,327 euros.

Então, porque pagamos aumentos elevados? Augusto Cymbron, presidente da ANAREC – Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis –, declarou ao Correio da Manhã que “a subida dos preços por parte das empresas petrolíferas é escandaloso” e que “a valorização do barril de petróleo não é justificação. Esteja o petróleo ao preço que estiver, mesmo a 105 dólares o barril, a moeda europeia também valoriza em relação ao dólar. E Portugal paga o petróleo em euros.”

Quanto mais caros os combustíveis, mais o Governo arrecada através do imposto sobre os produtos petrolíferos (ISP) e do imposto sobre o valor acrescentado (IVA). Segundo Augusto Cymbron, “os lucros e os impostos é que são o busílis, porque os combustíveis são uma fonte de cobrança brutal de impostos. O imposto sobre os produtos petrolíferos representa 9,3 por cento das receitas fiscais em Portugal; em Espanha, 3,6 por cento; nos países da União Europeia, a média desse imposto é de 4,8 por cento.” Só em Janeiro, o ISP deu aos cofres do Estado 260,9 milhões de euros (mais 9,5 por cento do que no primeiro mês de 2007), segundo dados da Direcção-Geral do Orçamento
(mais aqui). "

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