segunda-feira, março 10, 2008

Avulso, sem embalagem individual e sem princípio de causalidade (2)

«O abrandamento que se sente no sector da construção de habitações em Espanha, que será muito superior a curto prazo, vai levar a que cerca de 30 mil portugueses deixem de ter trabalho no país vizinho», refere o sindicato, num documento distribuído aos jornalistas.
O sindicato alertou ainda que «uma parte destes trabalhadores não vai ter direito ao fundo de desemprego e que outros apenas terão direito a uma parte porque não faziam os respectivos descontos legais pelo salário que ganhavam na realidade».
A estrutura sindical recordou ainda que, devido à «grave situação» que se vive no sector da construção civil e obras públicas em Portugal, cerca de 90 mil portugueses foram procurar trabalho em Espanha.
A crise no país vizinho, segundo o sindicato, vai afectar especialmente o distrito do Porto, de onde é oriunda a maioria dos portugueses que trabalham actualmente na construção civil em Espanha.

«É preciso evitar a miséria, a violência, o endividamento de muitas famílias e o aumento do número de desempregados«, defende o sindicato, para quem a resolução do problema passa pelo lançamento de novas obras de construção civil.
Nesse sentido, considerou que »o Ministério das Obras Públicas devia ter atenção a esta realidade e efectuar o lançamento de novas obras tendo em consideração a evolução do sector e não continuar a lançá-las tão espaçadas no tempo«.

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segunda-feira, março 19, 2007

Oásis.

"Cerca de cem pessoas envolveram-se em confrontos, durante a madrugada deste domingo, na Quinta da Fonte, em Sacavém, tendo um agente da Polícia de Segurança Pública (PSP) sido ferido e recebido tratamento hospitalar. O agressor foi entretanto detido e vai ser presente a Tribunal amanhã. De acordo com o sub-comissário Cruz, os incidentes registaram-se ao início da madrugada de hoje quando uma patrulha da esquadra da PSP de Sacavém foi à Quinta da Fonte numa operação de rotina. Segundo a mesma fonte, cerca de três ou quatro pessoas apedrejaram a viatura da PSP, causando ferimentos ligeiros num dos agentes, que teve de receber tratamento hospitalar. Na sequência da detenção do alegado agressor do agente da PSP, um grupo maior de pessoas incendiou uma viatura e causou danos noutras três, incluindo uma dos bombeiros (mais aqui)."
Se a polícia vai incomodar aquele conjunto de cidadãos meritórios que vivem à conta dos contribuintes, é natural que eles se enervem um nadita e respondam agressivamente em legítima defesa. Claro que o juiz vai ter isso em conta quando aplicar as medidas de coação ao polícia ferido. E as más línguas a dizerem que a França é já aqui ao lado…

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quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Novas do Oásis.

"Regina Alves embalava o neto de vinte meses quando foi surpreendida por um tiroteio à porta de casa, no Bairro Padre Cruz, em Lisboa. A mulher só teve tempo de correr para a janela e fechar os estores. Lá fora, entre disparos de caçadeiras, dois homens e uma mulher tombaram no chão feridos. A PJ já está a investigar os motivos da desordem. Regina só teve tempo de fechar os estores. A experiência no bairro ensinou-lhe a adoptar medidas de segurança. Ainda assim, foi atingida por estilhaços de chumbo num braço. A moradora diz que se sente insegura ali e recorda um episódio ocorrido há poucos meses (mais aqui)".
Trata-se de um caso isolado no último mês que não merece qualquer preocupação. Em democracia um ferimento ou mesmo o assassinato por uma bala perdida é um preço justo a pagar. Não há segurança, nem liberdade de movimentos mas existe liberdade de expressão. E isso é muito importante.

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