"É preciso não saber o que é Portugal, não conhecer a Murtosa que foi para Nova Jérsia, a ilha de São Jorge que se transferiu para a Califórnia, os arredores do Funchal que se estabeleceram em Caracas, é preciso não ter um vizinho que foi para as obras no Luxemburgo ou uma mãe que foi concierge em Paris para ousar ser tão mesquinho com imigrantes, a outra face de emigrantes (mais aqui)."
De facto é preciso não conhecer os portugueses emigrantes para os insultar desta forma tão baixa. Estamos a falar de gente que vai trabalhar no duro e não de “inactivos” premiados com o rendimento mínimo e casas de borla. São coisas totalmente distintas e incomparáveis por mais que a “Orquestra Vermelha” se esforce por demonstrar o contrário.
"O Diário Económico de ontem, num notável trabalho estatístico, explica do que os autores do cartaz estão a falar: basta de 7% da riqueza nacional (que é quanto valem os trabalhadores estrangeiros em Portugal). Esses 5% da po- pulação em Portugal e que são de 9 a 10% dos trabalhadores em Portugal (quer dizer, trabalhando o dobro dos cidadãos nacionais) geram uma riqueza de 11 mil milhões de euros por ano, tanto quanto a Portugal Telecom, a maior empresa nacional. Portanto, diz o cartaz: "Boa viagem PT, vai-te embora! (mais aqui)"
Esquecendo o "pequeno " pormenor de que a imigração ilegal não desconta e por isso interessa aos esclavagistas do século XXI, seria curioso se essa “fabulosa” riqueza fosse comparada com os custos originados pelos subsídios de rendimento mínimo, casas de borlas e restantes regalias que usufruem esses imigrantes. É fácil mostrar o tapete persa esquecendo o lixo que por baixo se tenta esconder.
P.S. Curiosa essa comparação com a PT. Se fosse feito um inquérito por certo a maioria dos portugueses queria que eles fossem postos a andar. É só olhar para as facturas …
Etiquetas: Atirem-me areia para os olhos, Cantas bem mas não me alegras, já me tinham dito., Orquestra Vermelha.