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Esta Assembleia, órgão por excelência da soberania popular e sede primeira da democracia - essa democracia que o fascismo proibiu e espezinhou - tem o estrito dever de exigir da televisão pública as explicações que são devidas à luz do regime legal e constitucional a que está vinculada. Farsa particularmente atentatória dos valores da democracia e da liberdade que inspiram a Constituição da República, ao promover a apologia grosseira do regime salazarista e do ditador que o chefiou durante 36 anos, sem respeitar os critérios mínimos de rigor e isenção, num estilo hagiográfico digno dos piores episódios de falsificação e primarismo dos aparelhos de propaganda do Estado Novo. A forma como decorreu a votação para a eleição do «maior português de sempre» foi igualmente alvo das críticas de Fernando Rosas, que classificou o processo como uma «fraude» e «um despique de claques em que cada um votava quantas vezes lhe apetecesse».
Sublinhando que enquanto cidadão, historiador e professor sempre defendeu e praticou «a mais completa liberdade de estudo e abordagem da história contemporânea», já que o «pluralismo de escolas de pensamento é o cerne da liberdade de expressão» o deputado do BE lamentou que essa ideia não tenha também sido seguida pela RTP. «Isso foi precisamente o que não fez a RTP com o seu concurso farsa e a sua rasteira apologia do salazarismo», salientou, lembrando que a ditadura militar representou o principal factor de bloqueio à modernidade política, económica, social e cultural do país no século XX. «A democracia portuguesa, precisamente, nasceu da negação e da destruição desta infâmia política e moral», acrescentou(mais
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Parece que os paladinos da democracia aproveitam tudo para conseguir espaço mediático. Enfim.
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